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Volta às aulas e o retorno dos casos de Bullying e do Cyberbullying

Mais um ano letivo tem início e, infelizmente, alguns problemas que pareciam esquecidos, voltam à tona. Estamos falando sobre o bullying e cyberbullying!

Desde o início de 2002, o bullying tem sido objeto de estudo no Brasil. Em 2015 foi regulamentado pela Lei 13.185/15 e instituído o Programa de Combate à Intimidação Sistemática (bullying) em todo o território nacional, como dever dos estabelecimentos de ensino, dos clubes e das agremiações recreativas.

Em 14/05/2018, foi sancionada a Lei 13.663/18 que altera o Art. 12 da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Brasileira (LDB 9394/96) e promove medidas de conscientização, prevenção e combate a todos os tipos de violência, especialmente a intimidação sistemática (bullying) e a promoção da cultura de paz nas escolas. Mas por que os casos de bullying escolar só têm aumentado? É hora de incluir os objetivos das leis no Projeto Político Pedagógico e no Regimento Interno Escolar e promover atividades práticas contínuas. 

Todos os dias, milhares de crianças e adolescentes são vítimas da crueldade de seus próprios colegas e estão sofrendo em silêncio sem coragem para pedir ajuda. Mas como reconhecê-las? Como ajudá-las? Como evitar que ações violentas dentro da escola continuem acontecendo? Como tratar de quem é vítima, de quem pratica e de quem assiste o Bullying?

A professora Aloma Ribeiro Felizardo, Consultora do Senado Federal na CPI dos Maus Tratos em crianças e adolescentes, estudiosa do assunto há dez anos, doutoranda em Psicologia Social, escritora com quatro obras publicadas, palestrante nacional e internacional, tem trabalhado intensamente na prevenção desta violência escolar com o Círculo de Diálogo Respeitoso que utiliza os princípios da Justiça Restaurativa.

Seu quarto livro, uma obra com 298 páginas intitulada Bullying Escolar: prevenção, intervenção e resolução com princípios da justiça restaurativa, cuja proposta é alertar e conscientizar à sociedade sobre o que é, como reconhecer e como evitar que o bullying, um fenômeno de processo grupal que nasce dentro da escola, se propague devido a sua característica sutil que mostra apenas um 10% em violência física, porém, oculta os outros 90% em violência psicológica, sempre longe do olhar de um adulto.

A autora também tem viajado pelo Brasil e América Latina ministrando cursos e palestras de treinamento e conscientização para famílias, profissionais da educação, saúde, direito, política e governo, tendo participado da audiência pública realizada no dia 17/05/18 no Congresso Federal, alertando para a necessidade de se tirar as leis do papel.

Além disso, a professora Aloma é idealizadora da “Campanha Internacional Sem Bullying. Agora!”, com o propósito de conscientizar a sociedade em geral sobre a importância da percepção desta violência entre estudantes.

Dentre suas propostas está o programa Pedagogia Abraço pela Paz, que tem como objetivo a assessoria técnica e pedagógica na prevenção, intervenção e resolução com mediação de conflitos, através dos Círculos de Diálogo Respeitoso por meio dos princípios da justiça restaurativa, aplicada com sucesso em outros países.

O desafio é tornar o invisível em visível, sensibilizar para diagnosticar e prevenir os casos de intimidação sistemática, conscientizar que o bullying e cyberbullying não são brincadeiras próprias da idade, mas sim ações desrespeitosas que ferem a dignidade de crianças e adolescentes.

 

www.bullyingcyberbullying.com.br

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