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Vereadora Esther Moraes apela à Prefeitura por regularização de contrato com cooperativas de reciclagem

A vereadora Esther Moraes (PL) manifesta apelo ao prefeito Rafael Piovezan, por meio da Moção nº 187/2021, para que atenda as cooperativas de reciclagem do Município em reunião solicitada através de ofícioe regularize o contrato de prestação de serviço das mesmas, vencido desde dezembro do ano passado. A parlamentar reivindica, também, que o TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado entre as cooperativas e o Poder Público seja cumprido.

“Temos duas cooperativas de reciclagem na cidade, a Cooperativa de Trabalho dos Coletores de Reciclagem Juntos Somos Fortes e a Cooperativa Recicoplast. Juntos, esses empreendimentos sociais e ambientais empregam cerca de 50 pessoas, responsáveis pela reciclagem dos resíduos sólidos gerados no Município”, afirma Esther, ressaltando a importância para o meio ambiente do serviço prestado por elas, além de garantir emancipação social às famílias que antes viviam em extrema vulnerabilidade social.

Na moção, a vereadora considera que o vínculo jurídico que o Poder Executivo tinha com as duas cooperativas venceu em dezembro de 2020. Segundo ela, ambas recebiam cerca de R$12 mil por mês, cada, para recolher e triar o material para a reciclagem. “O Gaema (Grupo de Atuação Especializada em Meio Ambiente), de Piracicaba, viu deficiências nas condições e no contrato e determinou ações através de TAC, o qual não está sendo cumprido. Com isso, a situação financeira das cooperativas se deteriorou. A Juntos Somos Mais Fortes, por exemplo, contraiu uma dívida de mais de R$20 mil para manter o serviço, enquanto a Recicoplast precisou tirar dinheiro de um fundo reservado para emergências”, diz Esther, citando reportagem publicada, hoje, no jornal O Liberal.

A parlamentar justifica o apelo: “Os cooperados são pessoas humildes e trabalhadoras, com famílias para sustentar, que viviam até pouco tempo em extrema vulnerabilidade social e, hoje, cuidam do meio ambiente por meio de um trabalho muito importante de reciclagem dos resíduos e diminuição da poluição. A maioria das mulheres que atua nas cooperativas é arrimo de família, algumas vítimas de violência doméstica, que vislumbram ali um meio efetivo de recomeçar sua vida”, relata Esther, lembrando que, em meio à maior crise sanitária do século 21, os cooperados não pararam sequer um dia seus trabalhos, expondo-se a todos os riscos de contaminação, motivo pelo qual a vereadora acredita que deveriam ser tratados como prioridade na vacinação contra a COVID-19.