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O vereador Rony Tavares (Republicanos) protocolou nesta semana, em 14 de janeiro de 2026, o Requerimento nº 29/2026, solicitando ao Poder Executivo municipal informações detalhadas sobre a situação da frota de ambulâncias da Secretaria Municipal de Saúde. No documento, o parlamentar pede dados sobre quantos veículos compõem a frota, quantos estão em operação, quantos estão fora de uso ou em manutenção, além de informações sobre contratos de manutenção, custos e capacidade operacional.
Rony Tavares também quer saber sobre o tempo médio de resposta das ambulâncias, o número de atendimentos mensais, a disponibilidade de equipes e a existência de déficit de motoristas, socorristas ou outros profissionais de saúde. O requerimento ainda questiona se há previsão de novas aquisições de veículos ou recursos estaduais ou federais destinados à renovação da frota, e quando foi feita a última compra de ambulâncias pela Prefeitura.
O pedido foi protocolado com base na Lei Orgânica do Município e agora aguarda tramitação e votação no plenário da Câmara Municipal.

Reclamações e episódios recentes expõem precariedade real na frota
Embora a iniciativa do vereador tenha caráter fiscalizatório, a situação que ele busca esclarecer já vem sendo amplamente registrada e debatida por moradores e veículos de comunicação locais ao longo de 2025 e início de 2026, sem necessidade de manifestação oficial da Prefeitura.
Reportagens e denúncias mostram que ambulâncias da rede pública municipal têm apresentado problemas frequentes de manutenção, colocando em risco a segurança de pacientes durante o transporte intermunicipal para consultas, exames e tratamentos. Em 13 de janeiro de 2026, por exemplo, uma ambulância apresentou problemas no sistema de gás durante o retorno de um transporte a São José do Rio Preto, obrigando a equipe e os ocupantes a aguardar por horas em um posto de combustível até que outro veículo fosse enviado. A paciente e sua acompanhante relataram que a Prefeitura não entrou em contato para acompanhar a situação ou prestar suporte durante a espera de mais de 12 horas, destacando a sensação de abandono por parte dos usuários do serviço.
Moradores que dependem dos serviços também relatam que problemas mecânicos não são casos isolados, mas sim uma ocorrência recorrente entre os veículos da Saúde municipal, segundo moradores ouvidos pela reportagem.
Saúde pública enfrenta dificuldades além das ambulâncias
O quadro da saúde em Santa Bárbara d’Oeste mostra dificuldades que vão além da frota de transporte: ao longo de 2025, moradores têm denunciado demora para realização de exames e consultas, falta de medicamentos essenciais na rede pública, e restrições no atendimento odontológico de urgência, que em alguns postos passa a ser limitado a um número reduzido de senhas por dia. Esses relatos indicam que a precariedade no sistema de atendimento tem sido uma realidade crescente, que afeta diretamente a população que depende exclusivamente do SUS municipal.
Em julho de 2025, ainda foi registrada na Câmara Municipal a apresentação de requerimento sobre a falta de medicamentos nas Unidades Básicas de Saúde e na Farmácia Municipal, com vereadores pedindo transparência e esclarecimento sobre as falhas no abastecimento.
Além disso, em outro episódio amplamente divulgado, vereadores chegaram a pleitear junto ao Parlamento da Região Metropolitana de Campinas (RMC) recursos para a aquisição de ambulâncias equipadas com UTI neonatal, evidenciando uma necessidade reconhecida de modernização da frota para atendimento especializado.
O que muda com o requerimento?
O Requerimento nº 29/2026 apresentado por Rony Tavares insere-se nesse contexto de insatisfação pública e pressão por respostas concretas. Ao solicitar dados detalhados sobre a frota de ambulâncias, o vereador busca oficialmente documentar e formalizar as perguntas que parte da população já vem fazendo.
Especialistas em administração pública lembram que, além do levantamento de dados, é fundamental que respostas sejam acompanhadas de planos de ação concretos, como a renovação de veículos, contratação de manutenção preventiva, formação de equipes especializadas e transparência quanto à gestão dos recursos públicos.
Enquanto o requerimento ainda não foi analisado em plenário, a população segue acompanhando atentamente a tramitação e cobrando respostas do Executivo, especialmente em um setor — o de saúde — que tem impacto direto e contínuo na qualidade de vida dos moradores de Santa Bárbara d’Oeste.




