Foto: Dennis Moraes
Declarações de Rony Tavares levantam suspeitas de favorecimento em exames médicos e geram revolta na população
Em um caso que está gerando grande repercussão na sociedade barbarense, o vereador Rony Tavares, do partido Republicanos, foi flagrado fazendo declarações que sugerem o uso de sua posição pública para barganha eleitoral. A fala do parlamentar, registrada em sessão da Câmara Municipal, trouxe à tona indícios de que ele estaria intermediando pedidos pessoais para obtenção de exames de saúde, o que pode configurar tráfico de influência e improbidade administrativa.
Durante seu pronunciamento, o vereador afirmou: “Só que agradecer ao secretário de governo Joel Cardoso, a Giovanni Bonfim, pela sua, aonde a gente solicita ali, os pedidos para a saúde, e também ao secretário de saúde, Marcus Pensuti, por todos os exames de sangue que a gente levou na mão dele, e as pessoas agora não estão sendo chamadas. A gente fez um requerimento aqui, quase 30 pessoas ou mais procuraram a gente, a gente levou todos esses nomes até o secretário, e as pessoas estão retornando dizendo que o agendamento está sendo…”.
A declaração gerou indignação entre os munícipes, que cobram a isonomia no acesso à saúde pública e questionam a atuação do parlamentar.
Possíveis crimes e irregularidades
Especialistas apontam que a conduta descrita pelo vereador pode configurar uma série de irregularidades, como:
Tráfico de influência: Uso da posição de poder para obter vantagens indevidas ou priorização de atendimentos para indivíduos específicos.
Improbidade administrativa: Favorecimento a uma parcela da população em detrimento do interesse coletivo, ferindo os princípios da isonomia e da impessoalidade.
Abuso de poder: Possível utilização dos serviços públicos como moeda de troca para fidelizar eleitores.
Repercussão na sociedade
Líderes comunitários e cidadãos manifestaram revolta com a situação. “A saúde é um direito universal, e não uma ferramenta para barganha política. Precisamos de uma investigação rápida e transparente”, afirmou José Carlos da Silva, morador do bairro Mollon.
O que diz a lei
A Constituição Federal, em seu artigo 37, estabelece os princípios da administração pública, incluindo a legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. A conduta do vereador, caso comprovada, pode violar esses princípios e ser alvo de ações civis e criminais.
Próximos passos
O caso deve ser acompanhado de perto pelo Ministério Público, que tem o dever de investigar se houve improbidade administrativa ou abuso de poder. A sociedade também pode denunciar situações semelhantes, garantindo que os direitos de todos sejam respeitados.
O Portal SB 24 Horas segue acompanhando este caso e trará atualizações em tempo real. Caso você tenha informações ou seja uma das pessoas mencionadas pelo vereador, entre em contato com nossa redação para ajudar na apuração dos fatos.






