Montagem: Dennis Moraes
Careca do Esporte ainda não apresentou nenhuma proposta própria e soma apenas duas coautorias, registrando a menor atuação legislativa da Câmara até o momento.
Um levantamento feito pelo Portal SB24Horas baseado em 1.154 documentos oficiais protocolados entre 1º de janeiro e 20 de fevereiro de 2026 revela como começou o ano legislativo na Câmara Municipal de Santa Bárbara d’Oeste. Os dados mostram diferenças significativas de ritmo, volume e perfil de atuação entre os 19 vereadores da cidade.
No recorte geral de produtividade, considerando autoria principal e coautoria, o vereador Joi Fornasari aparece na liderança isolada, com 246 documentos registrados no período, sendo 244 como autor principal. A maior parte de sua produção é composta por Indicações — 237 ao todo — instrumento utilizado para sugerir serviços e melhorias ao Poder Executivo, como manutenção urbana, sinalização, iluminação pública e intervenções em bairros. Embora não tenham força impositiva, as Indicações refletem a interlocução do parlamentar com demandas da população.
Na segunda colocação está o vereador Cabo Dorigon, com 193 documentos no total, dos quais 189 são de autoria principal. Além de um volume expressivo de Indicações, ele se destaca pela diversidade e pelo conteúdo das proposições. No período analisado, Dorigon protocolou 18 Projetos de Lei, o maior número entre todos os parlamentares, além de 72 Moções. Sob o critério qualitativo — especialmente no que se refere à produção legislativa com potencial de impacto normativo — ele desponta como o mais eficiente neste início de 2026.
Na sequência do ranking aparece Alex Dantas, com 138 documentos, sendo 135 de autoria principal, também com predominância de Indicações. Em seguida vêm Esther Moraes (76), Tikinhos TK (71), Rony Tavares (69), Kifu (57), Carlos Fontes (55), Arnaldo Alves (55) e Paulo Monaro (49), que mantém atuação concentrada em requerimentos, instrumento relevante para fiscalização do Executivo. O grupo intermediário ainda conta com Isac Sorrillo (41), Lúcio Donizete (30), Juca Bortolucci (25), Marcelo Cury (23), Celso Ávila (22), Wilson da Engenharia (22), Felipe Corá (18) e Gustavo Bagnoli (17).

Em último lugar do levantamento está o vereador Careca do Esporte, que até 20 de fevereiro não apresentou nenhum documento como autor principal. Ele aparece apenas como coautor em dois registros. Considerando o volume total de 1.154 documentos protocolados pela Casa no período, o número é considerado extremamente baixo. A função do vereador vai além da presença em plenário: envolve proposição de leis, fiscalização do Executivo, acompanhamento da execução orçamentária e resposta às demandas da população. Diante das diversas necessidades do município nas áreas de saúde, infraestrutura, educação e mobilidade, a expectativa é que o parlamentar amplie sua atuação nos próximos meses.
Lembrando que cada vereador recebe subsídio mensal bruto em torno de R$ 15 mil, valor fixado dentro dos limites constitucionais. O mandato legislativo, além da atividade parlamentar, conta com estrutura de gabinete e assessoria, justamente para garantir condições técnicas de produção legislativa e fiscalização.

O levantamento considerou todos os registros datados de 1º de janeiro a 20 de fevereiro de 2026. Nos casos de proposições com múltiplas assinaturas, foi contabilizada autoria principal para o primeiro nome e coautoria para os demais.
Os números não medem, isoladamente, o impacto efetivo das matérias aprovadas nem a qualidade da fiscalização exercida, mas oferecem um retrato objetivo do início do ano legislativo. A partir daqui, o desempenho individual tende a ganhar ainda mais relevância, especialmente diante das demandas crescentes da cidade e do papel constitucional da Câmara de legislar e fiscalizar os atos do Poder Executivo.








