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Vendas do comércio em Campinas cresceram 8,72% em outubro em relação a setembro

O faturamento das vendas físicas ficou em R$ 1,2 bilhão no município, e em R$ 2,8 bilhões na RMC. Ambos os montantes representam 98,92% do total faturado no mesmo período de 2020

As vendas do comércio em Campinas, em outubro de 2021, apresentaram elevação de 8,72% em relação a setembro, que teve o menor índice quando comparado aos últimos cinco anos na cidade. O faturamento das vendas físicas em outubro foi de R$ 1,2 bilhão, o que representa 98,92% do total faturado no mesmo mês em 2020. A avaliação é do departamento de Economia da Associação Comercial e Industrial de Campinas  (ACIC) a partir de dados de outubro de 2021 da Boa Vista – SCPC.

Na Região Metropolitana de Campinas, o faturamento das lojas físicas, em outubro deste ano, foi de R$ 2,8 bilhões, correspondendo, também, a 98,92% do total faturado no mesmo mês em 2020. Já o comércio eletrônico cresceu 25% em outubro de 2021, passando dos R$ 200 milhões registrados em setembro para R$ 251 milhões. 

Na categoria “Bens não duráveis”, os destaques foram os supermercados, que evoluíram em 8,7%; os postos de combustíveis, com elevação de 7,9% e, as drogarias e farmácias, com crescimento de 4,6%. Em relação aos “Bens duráveis”, as vendas de materiais de construção expandiram em 4,1%, enquanto que as de vestuário apresentaram queda de 0,95%.  Já no segmento de Serviços, as vendas de turismo e transportes recuaram em 0,95% e as de bares e restaurantes cresceram 0,45% em outubro de 2021.

O economista e diretor da ACIC, Laerte Martins, destaca que a forte elevação dos preços nos produtos, principalmente os de primeiras necessidades, está provocando o retorno da inflação que atingiu 10,67% em relação aos últimos 12 meses, alcançando a marca de 2 dígitos pela primeira vez desde julho de 1994, quando da implantação do “Plano Real”. “Em relação ao acumulado do ano de 2021, de janeiro a outubro, a taxa já atinge os 8,24%.  Com isso, os juros se elevam, através da Selic, o Real se desvaloriza e o câmbio se eleva, resultando na perda do poder de compra dos consumidores”,  explica.

De acordo com ele, somados a esses indicadores econômicos negativos, é preciso considerar, ainda, os efeitos da pandemia e o fato de que outubro teve um feriado. “Apesar da evolução que o varejo restrito de Campinas e Região apresenta em outubro de 2021, há uma pequena redução nas atividades do varejo, mesmo com a intensificação do processo de vacinação. Isso porque, há o agravamento da inflação, o que distorce muito os principais indicadores econômicos, reduzindo fortemente o poder de compra dos consumidores, junto ao varejo”, analisa o economista da ACIC.

Para Laerte Martins, as perspectivas para o último trimestre do ano, parecem influir negativamente em todo o processo produtivo brasileiro. “Ressalva-se que, para o varejo, trata-se do trimestre mais dinâmico, com as vendas do Dia das Crianças, da Black Friday e do Natal, datas que devem movimentar valores positivos, apesar da instabilidade política e econômica pela qual passa o País. O 13º Salário, no entanto, deve injetar um bom montante de recursos em novembro e dezembro, melhorando um pouco o poder de compra dos consumidores. Em 2020, o 13º Salário introduziu, em nível nacional, cerca de R$ 208 bilhões e, agora em 2021, estão previstos R$ 215 bilhões, 3,4% a mais do que em 2020”, avalia o economista.

Inadimplência

A inadimplência entre outubro de 2021 e outubro de 2020 apresentou uma elevação de 1,85%, com a geração de 215.050 carnês / boletos não pagos, que correspondem a R$ 154,8 milhões em valores de endividamentos dos consumidores de Campinas. Na RMC, foram gerados 512.024 carnês / boletos não pagos, correspondendo a R$ 368,7 milhões em valores de endividamento, entre outubro de 2021 e outubro de 2020.