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Vaginose Bacteriana: infecção pode prejudicar a fertilidade

Distúrbio no trato genital comum nas mulheres em idade reprodutiva

A vaginose bacteriana é um distúrbio no trato genital comum nas mulheres em idade reprodutiva. Quando ele ocorre, existe uma mudança no microbioma vaginal, fazendo com que se reduzam as bactérias saudáveis e aumentem as bactérias ruins. Os seus principais sintomas são: odor muito forte, coceira, dor e corrimento acinzentado.

Dentre as possíveis causas da vaginose bactérias podemos destacar relação sexual sem preservativo, múltiplos parceiros, tabagismo, deficiências nutricionais, sistema imunológico enfraquecido e uso de duchas para banho. “Este tipo de infecção não impede uma gravidez, mas, caso os seus danos não sejam tratados pode prejudicar a fertilidade, provocando outros problemas”, alerta o Ginecologista e Obstetra Domingos Mantelli

– Danos às células vaginais.

– Diminuição na produção de muco cervical saudável durante a ovulação.

– Aumento na inflamação, tornando o ambiente do útero tóxico para uma reprodução.

– Bloqueio das tubas uterinas se ocorrerem danos no tecido cicatricial, impedindo assim, o encontro do óvulo com o espermatozoide.

De acordo com o Dr. Domingos Mantelli, é muito importante que a mulher faça um acompanhamento médico e os exames de rotina, de modo a manter a sua saúde em dia. “E caso ela ocorra na gravidez também é importante tratar da maneira adequada, caso contrário, pode levar a um trabalho de parto prematuro e bebês de baixo peso ao nascimento,” acrescenta o ginecologista.

Além disto, é essencial manter hábitos de vida saudáveis, alimentando-se bem, praticando exercícios físicos e tirando um tempo para si mesma.

Dr. Domingos Mantelli
Ginecologista e obstetra, com formação em neurolinguística e atuação na área de medicina psicossomática.

É formado pela Faculdade de Medicina da Universidade de Santo Amaro (UNISA) e possui residência médica na área de ginecologia e obstetrícia pela mesma instituição.

Também é autor do livro “Gestação: mitos e verdades sob o olhar do obstetra”.