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Um olhar global pós covid-19

Redação 26 de junho de 2020 4 minutes read

Por Cassio Faeddo

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Com a pandemia da Covid-19 vivenciamos impactos econômicos, humanos e sociais, agravados por um sistema global de produção jamais vistos pela atual geração. O imenso crescimento chinês no PIB global que de acordo com o Banco Mundial saltou de 5% em 1990 para mais de 20% em anos recentes, indicou também a dependência econômica do mundo em relação à China.

Vimos que desde os anos 90, aproximadamente, grandes corporações mundiais instalaram unidades fabris na China e nos demais países asiáticos, em um movimento que fixou o Brasil basicamente como um grande exportador de bens da agropecuária e de minérios.

Foram anos nos quais o mercado financeiro vibrou com a valorização dos negócios, e o governo brasileiro, especialmente no governo Lula, colheu louros pela exportação de commodities, mas, por outro lado, muitas indústrias brasileiras baixaram as portas.

O impacto no operariado interno foi imenso. Conforme indica reportagem do Financial Times, o salário médio na China em 2005 era de USD 1,2, saltando para USD 3,6 em 2016. Em termos comparativos o salário médio no Brasil, de acordo com o mesmo estudo, era de USD 2,7 em 2016.

Esta dependência de linha de produção global possivelmente será repensada pelos atores internacionais, estados e empresas, com forte e real possibilidade de nacionalização de grandes companhias em razão da falência de inúmeras empresas e encerramento de negócios.

Após o fim da moratória de impostos dada pelo governo brasileiro às empresas e ajuda aos trabalhadores, visualizamos aumento expressivo de desempregados e desocupados. Aprofundamento da violência urbana não está descartada.

Ocorre que o Brasil não tem recursos para aportes financeiros em empresas e, pelo contrário, o Ministro da Economia manifestou desejo de privatizar empresas em momento de recessão global, o que sinaliza a dificuldade de mantê-las e a necessidade de cortar custos e obter recursos.

Nacionalismo exacerbado nos países e produção local tendem a ser valorizados mesmo com um custo maior em face dos produtos que até então vêm da Ásia. O que era tendência com Trump e Brexit será acelerado.

Porém, pela complexidade das ações, tudo isso será conduzido paulatinamente considerando a realidade em contraponto com a vontade, mas sempre tendo em vista a intenção de diminuir a dependência global do mercado chinês.

Ainda assim, o mundo será mais sinocêntrico do que norte-americano no decorrer da próxima década. O poder global será mais dividido, mesmo porque Trump vem colidindo com dogmas da democracia americana, restando aguardar o resultado de seu embate com tradições institucionais.

Porém, e apesar de tudo, é importante ressaltar que os Estados Unidos aprovaram medidas de alívio fiscal acima de 10% do PIB,  o que não é pouco.

Não podemos esquecer que ainda temos todos os problemas que antecediam a pandemia: crise climática, refugiados, conflitos raciais, grupos extremistas, e a crise da democracia ocidental que ainda foi agravada pela Covid-19.

No quadro nacional, crises das instituições democráticas, econômica, social, política e de saúde.  Há muito tempo as instituições não eram tão confrontadas, e observamos que até mesmo a tripartição dos Poderes foi questionada por ministro de estado, algo impensável a considerar que o sistema vem de Aristóteles e foi aprofundado por Montesquieu.

Outro sério problema: as reformas realizadas desde o governo Temer aprofundaram a miséria, pois no lugar de emancipar e potencializar o consumo dos mais pobres centralizou ainda mais riqueza. Referida política aprofundou a dependência da população do Estado, no lugar de criar condições de inseri-la no contexto liberal, a exemplo do que vimos no evento da ajuda emergencial.

Há que se pensar em uma forma de estabelecimento de renda mínima social por um tempo a ser calculado, sendo que o custo desta ação social certamente recairá no bolso do contribuinte. Não é um desejo, mas, infelizmente, uma necessidade decorrente da miséria. Possivelmente o estado brasileiro não cortará despesas.

Por fim, cremos que países mais estáveis politicamente, com instituições sólidas, que melhor organizarem seus custos internos com diminuição da burocracia exigida das empresas e população serão os mais beneficiados no ambiente pós Covid-19.

 

Sobre Cassio Faeddo: Advogado. Mestre em Direitos Fundamentais. MBA em Relações Internacionais

 

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