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Troca de pelos de cães: saiba como funciona e como lidar

Entenda o processo, que é natural e acontece com todos. Também veja dicas para diminuir a sujeira na sua casa e a monitorar se está tudo bem com o seu pet.

 

Quem tem cachorro sabe que faz parte da rotina limpar os pelos pela casa. Mas muita gente só descobre que os cachorros trocam de pelo quando isso começa a acontecer com o seu pet, o que pode deixar muito tutor preocupado, especialmente os de primeira viagem.

 

A verdade, no entanto, é que esse é um processo bastante natural e acontece com todos os cães. Alguns cuidados, como tomar antiparasitário, ter uma alimentação balanceada e escovar os pelos diariamente ajudam a manter os fios saudáveis, mas, mesmo assim, o animal vai fazer algumas trocas ao longo da vida.

Por que a troca acontece?

A troca de pelos é um processo fisiológico natural que acontece por conta do próprio envelhecimento do folículo. Isso acontece o tempo todo, mas pode ser intensificado em algumas épocas do ano ou períodos da vida do animal.

 

Os pelos seguem um ciclo de crescimento, manutenção e morte, que é a queda do fio. Em seguida, o ciclo recomeça, garantindo que os cães não fiquem a importante proteção dos pelos, que ajudam a manter a temperatura corporal e a bloquear os raios solares, por exemplo.

 

A duração de cada fase depende de alguns fatores, como as estações do ano, a alimentação, a raça e até os hormônios do cachorro. Algumas fêmeas, por exemplo, perdem mais pelos durante a gestação.

 

O comprimento dos pelos também faz diferença e, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, cães de pelo mais curto costumam trocar mais vezes, porque o ciclo capilar é mais curto.

 

A relação com as estações do ano tem a ver com a temperatura. Algumas raças de locais muito frios desenvolvem a chamada “pelagem dupla” que garante que eles fiquem mais quentinhos quando está frio. Eles precisam perder esse excesso quando o clima esquenta, se não passariam muito calor.

Por esse motivo, é mais comum que as trocas de pelo sejam intensificadas durante as estações de transição, ou seja, a primavera e o outono.

 

Se você tem mais de um animal e eles são de raças diferentes, é normal que a quantidade de pelos que cada um perde seja diferente. Aliás, raramente é uma boa ideia comparar um cachorro com outro, mesmo que eles sejam da mesma ninhada. Afinal, cada organismo é um organismo.

O que fazer?

Muitos tutores optam por tosar os pelos para diminuir a sujeira na casa, o que pode ser uma boa ideia, mas sem exageros, visto que os pelos têm uma função importante no organismo do animal.

 

A melhor forma de controlar esse processo natural é escovando os pelos dos seus cães regularmente. O processo ajuda a remover os pelos mortos, impedindo que eles se espalhem pela casa e também que formem nós e embaracem.

 

Isso deve ser feito pelo menos uma vez por semana e a dica é aumentar essa frequência durante as fases em que notar que o animal está perdendo mais pelo. Banhos regulares também ajudam nesse processo e todo cachorro deve tomar.

 

Outro cuidado importante é manter as consultas com o veterinário sempre em dia, pois, apesar de ser um processo normal, algumas doenças podem causar enfraquecimento e, consequentemente, mais queda de pelo.

 

Um tutor atento costuma perceber quando algo não está dentro da normalidade durante as inspeções. As quedas associadas a doenças costumam vir acompanhadas de alguns outros sintomas, como vermelhidão, descamação, lesão e alteração de comportamento. Nesses casos, procure ajuda!

 

No mais, o aspirador de pó e alguns utensílios removedores de pelos, como luvas, rolos e escovas, são os melhores amigos de quem tem cachorro em casa. Se você não tem, deveria investir em um desses.