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“Terra da Faina” é o álbum de estreia de gohu

Em sua estreia no universo da música, português gohu escancara a sua vontade em experimentar sonoridades e mensagens que o deixam escorregadio a possíveis rótulos

Quando em Abril, gohu lançou o single “Vai Ficar Fixe”, a mensagem e batida positiva foram muito bem recebidas, encerrando o jornal da noite da SIC no dia de lançamento e ganhando as honras da Mtv como o “hino da quarentena”.

Ao longo do meses seguintes, o artista foi lançando singles que seguiram a tomada enérgica, como a divertida “Olha eu Aqui”, parceria com o apresentador Pedro Fernandes. Agora, as seis músicas que faltavam apresentam novas tônicas.

O título do álbum é o resultado de uma votação popular que gohu fez com seus seguidores. A Liga dos Nomes Campeões teve 32 nomes sugeridos por seguidores e autor que se foram confrontando até chegar a uma final.

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“Terra da Faina” é uma dicotomia. Terra e Água que simbolizam o meu Portugal. Um país cuja terra sempre foi pequena demais para os sonhos de quem a habita. Cujo mar é até hoje um horizonte ampliado e cada onda na praia, um sussurro seduzindo à descoberta. O álbum é uma forma de me manter conectado ao país onde nasci. Nas músicas, podem encontrar nostalgia, reconhecimento pelos que amo à distância, agradecimento pelo que essa Terra da Faina me deu e claro, ritmos para um bom forrobodó.” Diz gohu.

Produzido pelo brasileiro Emerson Martins da Bamba Music, o álbum tanto abraça o indie pop eletrônico, como abre respiros para sons orgânicos que convidam a uma maior intimidade.

“Recebi mais de 20 canções para filtrarmos as 10 que formam o álbum, cobrindo três ondas recorrentes: pista de dança, loucura e sentimento. Beats diretos como em Olha Eu Aqui e Vai Ficar Fixe e por vezes complexos como em Monólogo Surdo e Primeiro Veio o Cão, sintetizadores analógicos clássicos e digitais modernos misturados entre baixos, bases e leads, dobras e mais dobras gorduchas de vozes inspiradas no pop moderno e muita malandragem. MInha busca pela perfeição na produção e mixagem combina com a profusão sem fim de ideias desse gajo que às vezes parece brasileiro. Quando eu achava que música estava fechada ele vinha com algo mais e eu acabava vindo com outro algo mais, até decidirmos juntos por um fim. Sem pressa e curtindo a viagem, estamos amplamente contentes com o resultado.

Apesar de viver há 15 anos em São Paulo, gohu acaba por misturar referências luso e brasileiras apenas nas suas letras, como “roda, roda vira / e rá-ré-ri-ró- rua”, no final de “Primeiro, veio o cão”.

É também nas letras que gohu amplia os seus extremos. Do single quase pimba “Bumbum Puntch pum”, a um profundo e poético “Sopra o Vento”, ao qual S. Pedro empresta a sua voz. De uma “Ponto Pérola” áspera e lasciva, a uma “Quando crescer” inocente e doce.

De sátiras societais como “A Santa Levantou a Saia”, à íntima confissão de “Verdadeiro eu” que encerra o álbum. Ou músicas simplesmente pra dançar, como “Monólogos surdos” que conta com a participação da Modelo, DJ, escritora e ex-apresentadora da MTV Brasil, Michi Provensi.

O álbum é maioritariamente costurado com linhas de humor e ironia que elevam positivamente o espírito. Mas o artista deixou propositalmente algumas pontas soltas. Sons e mensagens que estranham a quem o enxerga apenas pelo primeiro single “Vai Ficar Fixe”.

Ouvir as canções de “Terra da Faina” é conhecer um pouco do “Verdadeiro eu” de gohu. Um “eu” multidimensional, ora sapeca, ora silencioso, que lá do Brasil, procura se manter conectado ao país onde nasceu.

O álbum, divide-se em 3 blocos:

  1. I)      Deus,Pátria, Família: Primeiro veio o cão, Vaificar fixe e A Santa levantou a Saia partem do velho Portugal, dos valores enraizados na sociedade, como o pessimismo e conservadorismo, para trazer mensagens
  2. II)   F*%$-se,éVerão: Olha eu Aqui, Bumbum Puntch-Pum e Monólogos Surdos ditam o ritmo do Verão com letras leves, coloridas e até silly como o espírito da estação.

III)   go.hu.go: Sopra o Vento, Ponto Pérola, Quando Crescer e Verdadeiro Eu são um convite para a intimidade do autor. Nelas, hugo e gohu se confundem. Os ritmos ficam mais sérios, as letras mais profundas, nostálgicas e viscerais.

O single de lançamento – “Sopra o Vento” – conta com um videoclipe realizado pelo multipremiado Squarehead, da Stink, usando imagens do curta centenário “One Week” do ícone do cinema mudo, Buster Keaton. Nele, gohu faz uma macumba para acabar com a lua de mel do casal protagonizado por Keaton e Sybil Seely.

Composição e letras: gohu

Produção Musical e Mix: Emerson Martins

Masterização: Dan Millice

Feats: S. Pedro e Michelli Provensi

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