
Aliado de Tarcísio, de Flávio Bolsonaro e de Valdemar Costa Neto, deputado estadual foi eleito para o terceiro mandato, sendo o terceiro mais votado do PL e o oitavo na classificação geral
A sucessão no comando da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp), prevista para fevereiro de 2027, já movimenta os bastidores políticos. Entre os nomes cotados para assumir a Presidência da Casa está o deputado estadual Tenente Coimbra (PL-SP), reeleito, no último dia 4, para o terceiro mandato consecutivo. Terceiro mais votado do PL e o oitavo na classificação geral do Parlamento bandeirante (94 cadeiras), o liberal recebeu 198.342 votos, mantendo, inclusive, a média que recebeu nas urnas em 2022.
A disputa pelo cargo máximo da Casa de Leis paulista ganhou força após a eleição de André do Prado (PL-SP) para o Senado Federal. Atual presidente da Alesp, ele deixará o comando do Legislativo para assumir o mandato em Brasília-DF, no próximo ano, abrindo espaço para uma nova composição da Mesa Diretora.
Com a eleição de 27 deputados estaduais no pleito de 2026, o PL conquistou a maior bancada da próxima legislatura (2027/2030). Em meio a este cenário, a partido defende permanecer na Presidência da Casa de Leis.
Em conversas que envolvem lideranças partidárias e o alto escalão do Palácio dos Bandeirantes, Coimbra aparece entre os nomes da legenda considerados para a sucessão de do Prado. Depõe a favor do parlamentar bolsonarista o fato de ter sido reeleito, com quase 200 mil sufrágios, para o terceiro mandato – ou seja, é veterano e sabe como funciona a Alesp.
Não menos importante é o fato de o liberal ser aliado de primeira hora de Tarcísio Gomes de Freitas (Republicanos), reeleito governador de São Paulo, já em primeiro turno; do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato a presidente; e do presidente da Executiva Nacional de seu partido, Valdemar Costa Neto.
Com bom trânsito entre os deputados da Alesp e respeitado no meio político, Coimbra ainda se beneficia de um outro fator que foi primordial na gestão de Tarcísio na área da Educação: a implantação do projeto das escolas cívicos-militares. Foi o tenente da reserva do Exército brasileiro quem colocou no papel o modelo de ensino e o encaminhou ao Governo do Estado. Uma vez apresentada pelo Executivo à Alesp, a Lei Complementar 1.398/2024 foi apreciada e aprovada pelos parlamentares, o que possibilitou que o método fosse implantado, de início, em 100 escolas públicas, distribuídas em 89 municípios paulistas.
Para o liberal, a possibilidade de assumir a Presidência da Alesp reflete o trabalho desenvolvido no Poder Legislativo nos últimos dois mandatos (2019/2026) e sua articulação partidária:
“Ter meu nome lembrado para o comando da Assembleia é um reconhecimento do trabalho que venho realizando e do posicionamento que mantenho nas fileiras do PL. Considero, inclusive, desrespeitoso parlamentares de primeiro mandato pleiteando a Presidência da Casa, que precisa de alguém verdadeiramente de Direita e que faça frente aos espaços do PT”.







