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Stock chega à pista mais veloz do ano

Stock Car em Cascavel 2020. Baptista (à frente) cravou a pole e venceu uma prova (Duda Bairros/Stock Car)

Inclinada e com 430m de extensão, Curva do Bacião é ponto alto na temporada

 

Sempre um dos principais momentos do campeonato, as corridas da Stock Car Pro Series em Cascavel são aguardadas pelos pilotos como um dos maiores desafios do ano. Em um traçado de 3.058 metros que tem entre suas características uma sequência de retas e curvas de alta e média velocidade, onde está inserida a famosa Curva do Bacião, a pista paranaense ocupa um lugar especial no panteão de desafios de pilotos e equipes: vencer ou fazer a pole em Cascavel tem sabor especial.
No próximo domingo (11/07), a principal categoria do automobilismo sul-americano disputa a quinta etapa da temporada na pista paranaense, com transmissão ao vivo pela Band e SporTV a partir das 11h40 e 12h00, respectivamente. O traçado tem como sua principal atração o Bacião, uma curva bastante longa, com 430 metros de extensão, apimentada por um trecho em descida e piso inclinado.
“É lá também onde os Stock Cars atingem altos níveis de força G lateral por mais tempo, exigindo um prolongado esforço físico do piloto”, destaca o engenheiro Eduardo Bassani, da equipe Full Time.  “Embora seja a pista na qual o acelerador é o grande protagonista, Cascavel não é o traçado onde os Stock Cars chegam às suas maiores velocidades. Essa marca pertence a Goiânia e Interlagos, onde os carros margeiam os 260km/h nas retas principais”, observa.

Mais aceleração – Segundo o experiente engenheiro, Cascavel se destaca por permitir que os carros andem mais tempo em velocidades elevadas durante cada volta. “Acontecem em Cascavel as maiores médias horárias – o que indica que é nesse traçado onde a Stock acelera forte por mais tempo durante uma corrida”, frisa Bassani.
No ano passado, por exemplo, as maiores médias horárias de vencedores foram 163,6km/h em Cascavel (Bruno Baptista), 156,3km/h em Curitiba (Gabriel Casagrande), 153,9km/h em Goiânia (Ricardo Zonta) e 151,6km/h em Interlagos (Zonta).
Chama a atenção a discrepância em relação a Cascavel, a única a entrar na casa dos 160km/h. Essa média é bastante elevada pois além da curva do Bacião, onde a velocidade mínima  ultrapassa os 165km/h, a curva da entrada da reta dos boxes é feita em velocidades superiores a 145km/h, ambas em quarta marcha. Por outro lado, as duas curvas mais lentas, que são percorridas em segunda marcha, têm velocidades mínimas na casa dos 90km/h. Na soma, o conjunto de curvas favorece a manutenção da velocidade durante toda a volta.
Em Cascavel, uma pista rápida, o papel da aerodinâmica é fundamental. De outro lado, como não há grandes frenagens, os freios são pouco exigidos. Já os pneus enfrentam um desafio peculiar: o asfalto desgasta pouco a borracha, mas as forças laterais de grande nível geradas pelas altas velocidades em curva podem interferir na sua integridade.  “Em pistas mais velozes, se você errar o acerto, indo para uma receita muito agressiva, pode até causar problemas estruturais no pneu”, ressalta o engenheiro. Uma situação semelhante à enfrentada por Max Verstappen, quando abandonou recentemente o GP do Azerbaijão.

Grande façanha – Se cravar a pole é sempre feito especial, já que piloto e carro estão preparados para andar no nível máximo durante o classificatório, a pole de Max Wilson em Cascavel/2017 está entre as maiores façanhas da Stock Car recente. Na ocasião, o campeão de 2010 registrou a média de 180,95, na pole position mais rápida da história naquela pista.
O feito é raro entre os pilotos atuais. Tanto que, entre os 32 participantes em 2021, ninguém conseguiu fazer a pole em Cascavel mais de uma vez na carreira. O mais recente, em 2020, foi Bruno Baptista – um jovem talento que conta com esse registro para atestar seu valor ao volante.
Após quatro etapas, a Stock Car chega a Cascavel sob a liderança de Daniel Serra, que soma 131 pontos. A seguir estão Gabriel Casagrande (116), Ricardo Zonta (113), Cesar Ramos (112), Diego Nunes (106), Rubens Barrichello (7), Denis Navarro (96), Átila Abreu (89), Guilherme Salas (87), Bruno Baptista (86), Thiago Camilo (83), Allam Khodair (74), Ricardo Maurício (72), Rafael Suzuki (62) e Cacá Bueno (56).
Além das transmissões pelas TVs aberta e fechada, as provas e classificatório podem também ser acompanhadas pelo Youtube da categoria.
Confira a programação:
Sexta-feira, 9 de julho
15h55 – 16h05 – Shakedown

Sábado, 10 de julho
09h00 – 10h10 – Treino livre 1
12h05 – 13h15 – Treino livre 2
15h10 – 15h55 – Classificação

Domingo, 11 de julho
11h00 – 11h10 – Warm up
12h10 – Corrida 1 (30 minutos + 1 volta)
12h48 – Corrida 2 (30 minutos + 1 volta)