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Síndrome de Burnout é considerada doença pela OMS!

A Síndrome de Burnout passou a receber mais atenção da sociedade médica e agora é classificada como estresse crônico. Esta alteração afeta o trabalhador e as empresas e abre caminho para mudanças importantes no ambiente de trabalho e na interjornada. Veja todas as informações neste artigo.

 

A Síndrome de Burnout foi oficializada como estresse crônico pela OMS e esta nova determinação começa a valer a partir do dia 1 de janeiro de 2022.

 

Essa transformação é bastante significativa, já que antes da alteração, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já considerava a Síndrome de Burnout como um quadro de saúde mental gerado pelos esgotamentos físico e psíquico do trabalhador, mas esta mudança abre caminho para novos estudos e entendimentos na esfera trabalhista.

 

Desse modo, a partir de janeiro de 2022, a Síndrome de Burnout será classificada como “estresse crônico de trabalho que não foi administrado com sucesso” e fará parte da Classificação Internacional de Doenças (CID). Apesar da alteração ter sido feita após uma conferência da OMS em 2019, a mudança só começa a valer em 2022.

 

A agência de saúde fez esta alteração, levando em consideração a análise dos especialistas, estatísticas, os dados clínicos da Síndrome de Burnout, tendências de saúde e a intensificação do ritmo de trabalho que afetaram a interjornada, gerando uma rotina desgastante para os trabalhadores.

 

Veja neste artigo outras informações pertinentes sobre a alteração da OMS e também os principais sintomas da Síndrome de Burnout.

O que é a Síndrome de Burnout

A síndrome de Burnout é uma doença mental gerada pelo excesso de trabalho. Esta doença também é conhecida pelo nome de esgotamento profissional, onde o trabalhador convive com cobranças e competitividade em busca do alto desempenho no trabalho.

Ela afeta milhares de pessoas ao redor do mundo, principalmente, profissionais da área da saúde que fazem plantões e lidam com situações estressantes diariamente.

Sintomas da Síndrome de Burnout

Como já foi explicado, o esgotamento profissional é gerado a partir da longa jornada de trabalho, da alta competitividade e da cobrança pela produtividade na empresa.

 

Dessa forma, esta síndrome afeta o trabalhador tanto fisicamente quanto mentalmente. Confira abaixo os seus principais sintomas e fique atento caso esteja com alguns deles:

 

  • Cansaço excessivo;
  • Sensação de esgotamento;
  • Dificuldade de concentração;
  • Sentimento de fracasso, incompetência ou desesperança;
  • Insegurança;
  • Falta de apetite;
  • Alterações de humor.

 

Além disso, o burnout também pode gerar problemas de pressão alta, dores musculares, dor de cabeça, fadiga e problemas gastrointestinais.

Como tratar a Síndrome de Burnout?

Antes da reclassificação, a Síndrome de Burnout já era considerada como um quadro de saúde mental gerado pelo esgotamento do profissional que demandava um tratamento com acompanhamento psicoterápico ou psiquiátrico feito por profissionais.

 

Se necessário, o trabalhador também será temporariamente afastado de suas atividades laborais para realizar os acompanhamentos médicos recomendados.

 

As medidas de prevenção da Síndrome de Burnout envolvem uma negociação entre empresa e colaborador, além de mudanças no ritmo de trabalho, determinando os horários de descanso, alimentação e das atividades profissionais.

 

Do mesmo modo, o colaborador pode adotar outras atividades físicas, como, por exemplo, caminhadas e natação, ou atividades de lazer que tragam benefícios para as rotinas pessoal e profissional.

Quais as principais modificações que essa alteração gera para a companhia e os colaboradores?

Esta alteração pode gerar mudanças no ambiente de trabalho e na postura das empresas sobre a saúde do seu colaborador, reconhecendo que uma longa jornada de trabalho e uma rotina desgastante geram uma doença que afeta mental e fisicamente.

 

Para as empresas, a inserção da Síndrome de Burnout na Classificação Internacional de Doenças significa que oficialmente será preciso propor medidas trabalhistas que considerem o bem-estar físico e mental do empregado, para além da visão sobre a sua produtividade em uma rotina exaustiva.

 

Já para o trabalhador, a nova determinação da sociedade médica internacional reconhece os efeitos nocivos das demandas profissionais exaustivas e estressantes que exigem alta produtividade.

Síndrome de Burnout e o trabalhador

Segundo a Associação Internacional de Manejo do Estresse, mais de 70% dos trabalhadores brasileiros lidam com alguma questão de estresse no trabalho e 32% dos profissionais brasileiros sofrem com a Síndrome de Burnout.

 

Estes dados estatísticos validam os registros médicos que apontam que cerca de 20 mil colaboradores pedem afastamento médico por ano, devido a casos de doenças mentais causadas pela jornada de trabalho estressante.

 

Esta síndrome que afeta o trabalhador se tornou um caso preocupante de saúde mental, ainda mais com as mudanças de trabalho geradas pela pandemia de 2020/2021 que afetaram o ritmo de trabalho de muitos profissionais que precisaram utilizar suas casas como ambiente de trabalho, ocasionando em uma maior demanda de trabalho e pouco descanso.

 

Com a decisão da OMS fica oficializado que uma intensa jornada de trabalho pode adoecer o trabalhador, levando-o a uma Síndrome de Burnout. Assim, o trabalhador poderá garantir a sua saúde física e mental, assim como os seus direitos trabalhistas

 

Já as empresas precisarão se readaptar para garantir a saúde do trabalhador, garantindo uma jornada de trabalho saudável que atenda às demandas de todas as partes envolvidas no acordo trabalhista.

 

Ademais, a OMS apontou que a Síndrome de Burnout “se refere especificamente a fenômenos relativos ao contexto profissional e não deve ser utilizado para descrever experiências em outros âmbitos da vida”.

Síndrome de Burnout e as empresas

O ambiente de trabalho já deveria ser um espaço saudável para o empregado, mas após 2022, as empresas precisarão se conscientizar e repensar as rotinas de trabalho, seja nas atividades presenciais ou home office, uma vez que a Síndrome de Burnout é gerada através da cobrança por produtividade e muitas horas de trabalho.

 

O departamento de Recursos Humanos e as chefias devem observar a postura do trabalhador e propor ambientes de diálogo sobre saúde mental, apontando que o estresse crônico ou qualquer quadro de saúde mental merece atenção, deve ser reconhecido e tratado adequadamente respeitando o perfil e os direitos do trabalhador.

 

Esta síndrome se manifesta de diversas formas e é necessário reconhecer os sinais clínicos, para que o caso não seja tratado apenas como um cansaço comum ou falta de vontade por parte do profissional de exercer a sua função de trabalho.

As possíveis mudanças da classificação da Síndrome de Burnout

A inclusão da Síndrome de Burnout na lista da Classificação Internacional de Doenças possibilita algumas mudanças importantes nas posturas das empresas e dos trabalhadores.

Será preciso reorganizar o ambiente profissional e adotar medidas saudáveis de trabalho.

 

Outro passo importante é que o próprio trabalhador poderá reconhecer que a sua saúde mental influencia toda a sua vida e que é necessário cuidar do corpo e da mente para se manter ativo na esfera profissional.

 

Além disso, a mudança da OMS irá influenciar o número de estudos e dados estatísticos desta doença, possibilitando uma visão precisa sobre como estão sendo construídas as novas dinâmicas de trabalho nos cenários atuais que demandam cada vez mais agilidade e imediatismo das atividades.

 

 

MD: Saiba o que muda com a mudança da OMS sobre a Síndrome de Burnout e conheça os principais sintomas dessa doença e como preveni-la. Aproveite e boa leitura!