Sindicato da Construção e MRV diplomam trabalhadores que concluíram curso de qualificação em canteiro de obras


Para marcar o “Dia Mundial da Alfabetização”, comemorado nesta segunda-feira, 08 de setembro, o Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Piracicaba (Sinticompi) e a Construtora MRV realizaram no início da tarde a solenidade de diplomação de um grupo de 12 trabalhadores que realizaram o curso de qualificação e assentador de blocos, com aulas no próprio canteiro de obras. A diplomação foi realizada no canteiro de obras do Edifício Pérola,  localizado na Estrada do Bongue, ao lado da rotatória da Ponte do Caixão, pelo diretor de produção da MRV, Túlio Pereira Barbosa, e pelo diretor do Sinticompi, Edson Batista dos Santos. O coordenador de Obras da MRV, Juliano Rossin, e a coordenadora da ConsFor – entidade que tem parceria com o Sinticompi para formar profissionais– , Maria Cristina Firmino, também participaram da solenidade.

O grupo de trabalhadores  participou do curso que teve duração de três meses, com aulas às sextas-feiras, no período da tarde, no próprio canteiro de obras. De acordo com o diretor de produção da MRV, foi escolhida esta data para fazer a diplomação pelo fato de que para participar do curso de qualificação e cidadania, o trabalhador da empresa precisa ser alfabetizado. “Em Piracicaba, este curso de qualificação de trabalhador em canteiro de obras é pioneiro, mas mantemos aqui na cidade, no canteiro do Condomínio Paradizo – localizado em Santa Terezinha, ao lado da SP-304 –, sala de alfabetização de trabalhadores. Acabamos de concluir este curso de assentamento de blocos, mas nossa intenção é de iniciar, em breve, um curso de reboco, com estágio no próprio empreendimento”, ressaltou.

Edson Batista dos Santos, diretor do Sinticompi, parabenizou a todos pela realização do curso e destacou que desde que a atual diretoria assumiu o sindicato, há cerca de 15 anos, que um dos objetivos é a qualificação do trabalhador, uma vez que levantamento da própria entidade aponta que cerca de 70% da categoria é analfabeta ou semi-analfabeta, e que grande parte não tem a qualificação necessária. “Felizmente, conseguimos esta parceria com a MRV, que está formando trabalhadores no seu próprio canteiro de obras, o que é bom para todos, uma vez que o trabalhador qualificado é muito mais valorizado. O nosso setor também tem passado por constantes mudanças e é necessário esta qualificação”, destacou, lembrando que em inúmeras obras as estroncas deixaram de ser de madeira, sendo substituídas por metal, e as formas estão sendo feitas de plástico.

Sulivan Henrique Guilherme foi um dos trabalhadores que falou em nome dos formandos, enfatizando que no curso, além de aprender o assentamento de blocos também teve aula de cidadania, respeito ao colega de trabalho e de segurança do trabalho. “Estou muito feliz com o que aprendi”, disse.

 

 

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