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Servidor penitenciário morre por coronavírus em Dracena

Primeira vítima fatal do vírus no sistema prisional paulista, Aparecido Cabrioti tinha 64 anos e adoeceu após retornar de uma viagem de férias. Ele trabalhava na Penitenciária “ASP Adriano Aparecido de Pieri”, em Dracena, e estava internado na UTI da Santa Casa da cidade

 

O policial penal Aparecido Cabrioto, servidor da Penitenciária “ASP Adriano Aparecido de Pieri”, de Dracena, no interior paulista, morreu vítima de coronavírus na manhã desta sexta-feira (3), aos 64 anos. Ele estava de férias e, ao retornar depois de uma viagem, passou mal e foi internado em isolamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da Santa Casa de Dracena. É a primeira vítima fatal da doença no sistema prisional paulista.

O policial penal fez teste particular no Laboratório Hermes Pardini, realizado em Belo Horizonte, que resultou em positivo para o COVID-19 neste 1º de abril. A contraprova do resultado é aguardada para confirmação pelo Instituto Adolfo Lutz. As informações são da Prefeitura Municipal de Dracena.

O servidor estava entre os cinco servidores penitenciários confirmados com vírus pelo SIFUSPESP, os demais são da Praia Grande, Americana, Presidente Prudente e um da capital, e seguem afastados. Destes, até o momento só o de Praia Grande está entre os confirmados pela Secretaria de Administração Penitenciária (SAP).

Sete servidores e 11 detentos entre os casos suspeitos de contágio

Segundo as denúncias que vem sendo apuradas pelo sindicato, outros sete trabalhadores penitenciários do Estado de São Paulo estão entre os casos suspeitos de contágio pelo COVID-19, nas seguintes unidades prisionais:

– Centro de Ressocialização (CR) de Atibaia (semi aberto). Dos cerca de 30 servidores da unidade, quatro estão afastados com suspeita de Covid-19;
– Penitenciária I “José Parada Neto”, de Guarulhos, onde um servidor do plantão noturno estaria afastado devido vírus, mas a direção da unidade não informa se o caso de coronavírus é confirmado ou não;
– Base de Escolta de Santana, na capital, com um policial penal internado desde o dia 31 de março.

Quanto às suspeitas do coronavírus entre os detentos, são 11 no total, contabilizados desde 24 de março. O caso mais recente apurado pelo SIFUSPESP é de um detento da Penitenciária “Osiris Souza e Silva”, de Getulina, que está internado no Hospital Geral de Promissão, no interior paulista.

No semi aberto do “José Parada Neto”, em Guarulhos, há nove detentos isolados numa mesma cela com suspeita da doença. Da mesma forma, não há confirmação pela direção da unidade, que não informa a situação nem aos próprios servidores penitenciários, como apurou o sindicato. Há suspeita de contágio de um detento também na Penitenciária “Dr. Antônio de Souza Neto”, a P2 de Sorocaba.

“Como o SIFUSPESP vem alertando, o coronavírus já chegou ao sistema prisional paulista, mas a SAP não só omite informações, como segue sem garantir que todas as medidas de proteção sejam garantidas. Até quando a SAP e o governo estadual vão seguir sem tomar?”, questiona Fábio César Ferreira, o Fábio Jabá, presidente do sindicato.

Ainda segundo o dirigente, “a situação é grave e a morosidade da SAP é imensa. Por isso nosso apelo à categoria: denunciem a falta de equipamentos de proteção, de álcool gel, de profissionais de saúde para triagem dos que adentram a unidade. Conseguimos uma tutela de urgência que obriga a SAP a agir, e temos que ter provas concretas para voltar à Justiça e denunciar esse descaso”, completa Jabá.

 

Fonte: Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo (SIFUSPESP)

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