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Seguidores não são moeda de troca: o que virá depois da proibição do follow obrigatório?

Depois de banir contas que pediam dinheiro para usuários e proibir que perfis peçam para seguir outras contas, especialista em marketing , Jennifer de Paula, questiona qual será o próximo passo para angariar seguidores nas redes sociais

 

Todo mundo sabe que seguidor em redes sociais é sinônimo de dinheiro para o dono do perfil. As diferentes formas de converter pessoas em saldo bancário, porém, é o que ainda confunde a maioria dos usuários e produtores de conteúdo das redes.

 

A tentativa de monetizar chegou a certo ponto que, recentemente, o Instagram passou a banir contas de perfis com milhões de seguidores quando os donos começaram a infringir algumas regras da plataforma. A principal delas é o pedido de movimentação monetária por sorteios, depósitos bancários e até Pix com pequenos valores.

 

Outra restrição foi bloquear perfis que “obrigavam” seguidores a seguir novas contas para que pudessem participar de sorteios online, por exemplo. Diante disso, qual vai ser o próximo passo? Existe limite nessa busca por seguidores?

 

“A moeda de troca sempre foram e sempre serão os follows, ou seja, para participar de apostas, sorteios, voucher, entre outros, é preciso seguir X quantidade de perfis, marcar alguns arrobas nos comentários e, só depois, contar com a sorte”, pontua a especialista em marketing digital, Jennifer de Paula. “Porém, com a proibição de falar isso abertamente, os perfis vão precisar de uma nova estratégia para conquistar o público. E qual será?” questiona.

 

Vale lembrar que perfis como lojas e empresas, que vendem produtos de forma online, não estão infringindo as regras, já que as plataformas oferecem uma ferramenta para este fim.

 

“Vejo essa maneira de conquistar seguidores como uma forma velada de exploração, afinal, os perfis obrigam as pessoas a cumprir determinados protocolos que não fazem sentido a não ser para angariar mais seguidores e, consequentemente, ganhar mais dinheiro”, avalia.

 

“O interessante é o engajamento orgânico, fruto da escolha livre de cada usuário. Acredito que se as coisas continuarem assim, em breve, o Instagram e as demais redes vão reavaliar as políticas e banir essa prática”, completa.

Jennifer de Paula

 

Divulgação / MF Press Global