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Se não for para mudar a política externa, que saia Bolsonaro

Cássio Faeddo

Por Cássio Faeddo

 

Os mais importantes comentaristas de relações internacionais não acreditam em uma mudança de rumos na política externa brasileira com a saída de Ernesto Araújo do Ministério das Relações Exteriores.

Sob o comando de Eduardo Bolsonaro, Ernesto Araújo, o vassalo, foi um dois de paus na mesa de carteado, na missão de representar o Brasil perante o mundo.

Paranóica, a política externa brasileira fundamentou-se em supremacistas brancos, fascistas e toda espécie de ideologia ignóbil.

Fundamentalista, baseado em extremismo religioso místico, vimos pseudos templários assumindo as relações exteriores do Brasil.

Os prejuízos foram extremos, na imagem, financeiro, custando milhares de vidas na pandemia, em razão da falta de total juízo em trazer vacinas para o Brasil ainda em 2020.

No lugar disso, um alinhamento sem contrapartida, de vassalagem, com Donald Trump. Trump não deu nada para o Brasil. Trump, o pato manco, acabou politicamente, isso já no Partido Republicano.

No lugar de razoabilidade, conseguimos estremecer relações com a China, o maior comprador de produtos brasileiros. Relação em que o Brasil vende mais do que compra.

Se fosse um Big Brother, Ernesto Araújo já teria saído há muito tempo.

Enquadrado pelo mercado financeiro e pelo centrão, com mais de 70 pedidos de impeachment, já com pedaladas fiscais, e com uma pandemia mal conduzida nas costas, se não for alterada a política do governo em 180 graus, quem sairá, em seguida, será Bolsonaro.

Cássio Faeddo. Advogado. Mestre em Direito. MBA em Relações Internacionais – FGV/SP