Saúde encontra ovos do mosquito da dengue em 10 bairros de Sta. Bárbara

Projeto criado há 2 semanas monitora índices de infestação em 159 casas.
Primeiro balanço apontou a presença do Aedes aegypti em 16 residências.

O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) de Santa Bárbara d’Oeste (SP) detectou ovos do mosquito da dengue em 10% das armadilhas instaladas em imóveis particulares. O balanço foi divulgado duas semanas após o início do projeto, que vai monitorar os índices de infestação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Os técnicos encontraram resultados positivos em 16 das 159 casas que integram a iniciativa.

A medida foi implementada nas regiões com maiores índices de infestação. No primeiro semestre, Santa Bárbara registrou a maior epidemia de dengue da sua história com 3.150 casos confirmados. Uma moradora de 57 anos morreu em decorrência de um agravamento raro da doença.

A Secretaria de Saúde confirmou a presença de larvas nos bairros Vila Grego, Residencial Furlan, Vila Diva, Vila Oliveira, Souza Queiroz, Terras de Santa Bárbara, Vila Garrido, Mariana, Nova Conquista e Jardim Europa 4.

“Os moradores desses bairros devem redobrar os cuidados para evitar objetos que acumulem água e que possam se tornar criadouros do mosquito, como pratos de vaso, pneus, lonas, baldes, garrafas, além de copos plásticos e objetos inservíveis”, afirmou o coordenador do Centro de Controle de Zoonoses, Alexandre Visockas.

Os trabalhos de retirada de criadouros, bem como as visitas casa a casa e ações de nebulização, já foram iniciados nos bairros Nova Conquista, Parque Zabani e Jardim Europa 4. Ainda de acordo com a Prefeitura, as ações nas outras localidades serão realizadas de forma gradativa até o fim do ano.

Projeto
A ação teve início no dia 15 de setembro, onde foram selecionados 159 imóveis em toda a área urbana do município, seguindo uma grade de 250 metros de raio de distância entre armadilhas.

A armadilha consiste em um recipiente plástico contendo água e uma palheta de madeira que será recolhida uma vez por semana e encaminhada ao Laboratório Entomológico do CCZ para análise. Em caso de presença de ovos, o resultado indica que naquela região há fêmeas do mosquito circulando.

Mosquito Aedes aegypti macho fabricado pela Oxitec, unidade criada em Campinas, interior de São Paulo (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

Mosquito Aedes aegypti é alvo da armadilha
da Prefeitura (Foto: Eduardo Carvalho/G1)

“O objetivo é a prevenção da transmissão, reduzindo a população de mosquitos antes que as pessoas sejam contaminadas com o vírus”, explicou o chefe de Combate a Endemias de Santa Bárbara d’Oeste, Luiz Eduardo Chimello de Oliveira.

Disque Dengue
A epidemia de dengue registrada em Santa Bárbara no primeiro semestre deste ano superou em 11 vezes o índice médio de casos por 100 mil habitantes contabilizado emLimeira (SP) e em 13 vezes a taxa dePiracicaba (SP) no mesmo período.

Em junho, a Prefeitura iniciou o serviço Disque Dengue (3463-8099), pelo qual a população pode se informar sobre como evitar a doença, onde buscar atendimento médico em caso de sintomas e ainda denunciar áreas com criadouros do mosquito transmissor.

Caso raro
Laudo do Instituto Adolfo Lutz confirmou a morte de Dirce de Oliveira Santos, de 57 anos, moradora da Vila Sartori, em Santa Bárbara, em decorrência de um agravamento raro dos sintomas da dengue. Conforme o documento, o vírus da doença se instalou no coração da mulher e causou uma miocardite (inflamação) aguda, o que a levou à morte no dia 7 de abril. “Conforme os médicos nos passaram, esse foi o terceiro caso no mundo”, disse o marido da vítima, o comerciante Odenir Claro dos Santos, de 60 anos, na ocasião.

Fonte: G1

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