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São Paulo segue com a condição mais severa de seca no Brasil em maio. Demais estados do Sudeste registram avanço do fenômeno

Na comparação entre abril e maio, seca excepcional, a mais severa, avançou em SP. Estado registrou condição mais grave no noroeste paulista na divisa com o Triângulo Mineiro. ES teve retorno da seca fraca, enquanto a seca moderada voltou ao RJ

 

Na última atualização do Monitor de Secas, a situação de São Paulo seguiu como a mais severa do país em maio. O estado registrou 11% de seu território com seca excepcional, o grau mais severo na escala do Monitor, no noroeste paulista na divisa com o Triângulo Mineiro. São Paulo também teve o maior percentual com seca extrema: 19%. Esta é a pior condição do estado desde sua entrada no Mapa do Monitor em novembro de 2020.

 

Entre abril e maio, o Espírito Santo voltou a registrar seca fraca em 33% de seu território, o que não acontecia desde fevereiro, quando o fenômeno foi verificado em 20% do território capixaba. Apesar do retorno da seca, o estado teve a melhor condição do Sudeste e a segunda melhor do Brasil em maio, sendo que apenas o DF, livre do fenômeno, teve situação melhor.

 

Em Minas Gerais, houve uma pequena porção no Triângulo Mineiro com seca excepcional: 0,15% do estado. Também foi verificado um avanço da seca moderada (16% para 22%) e da seca fraca (30% para 41%) no território mineiro em comparação a abril. A área livre do fenômeno caiu de 39% para 23%, menor percentual desde janeiro de 2021 (4%). Considerando a área total com o fenômeno em maio, o estado registrou a 2ª maior área nessa situação (450 mil km²), ficando somente atrás da Bahia.

 

No Rio de Janeiro, entre abril e maio, a seca moderada voltou a ser registrada em 18% do território fluminense, grau de severidade que não era verificado desde janeiro deste ano (6%). Com o avanço do fenômeno, o Rio de Janeiro teve uma redução da área livre de seca, que caiu de 44% para 39%, a menor desde janeiro (35%).

 

 

Em maio deste ano, em comparação a abril, as áreas com seca tiveram aumento em seis das 20 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor de Secas: Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Já no Espírito Santo o fenômeno voltou a ser identificado, o que não acontecia desde fevereiro deste ano. No sentido oposto, dois estados tiveram redução de sua área com seca: Alagoas e Pernambuco. Outros dez estados não tiveram variação da área com seca (Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe), enquanto o Distrito Federal permanece sem registrar o fenômeno desde janeiro.

 

Em sete estados, 100% de seus territórios registraram seca em maio na comparação com abril: Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Outros três estados registraram entre 97 e 99,5% de área com seca: Ceará, Goiás e Paraná. Exceto o DF, as demais nove unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor apresentam entre 33% e 88% de suas áreas com o fenômeno.

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

 

Em termos de severidade do fenômeno, dez estados tiveram um agravamento da seca em maio: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Já no Espírito Santo a seca fraca voltou a ser registrada. Nos casos de São Paulo e Santa Catarina houve respectivamente uma forte expansão das áreas com seca excepcional e seca extrema. Além do território paulista, parte do Triângulo Mineiro também registra seca excepcional, a mais severa na escala do Monitor.

 

Por outro lado, três unidades da Federação tiveram abrandamento da situação de seca: Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Enquanto o DF segue sem o fenômeno, as demais unidades da Federação mantiveram a severidade da seca identificada em abril. Veja a seguir a distribuição das categorias de seca em todas as unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor em maio.

 

Com base no território de cada unidade da Federação acompanhada, a Bahia lidera a área total com seca, seguida por Minas Gerais e Mato Grosso do Sul, como ilustra o gráfico a seguir.

As cores do gráfico indicam as regiões CENTRO-OESTE, SUDESTE, NORDESTE, SUL e NORTE.

 

O Monitor realiza o acompanhamento contínuo do grau de severidade das secas no Brasil com base em indicadores do fenômeno e nos impactos causados em curto e/ou longo prazo. Os impactos de curto prazo são para déficits de precipitações recentes até seis meses. Acima desse período, os impactos são de longo prazo. Essa ferramenta vem sendo utilizada para auxiliar a execução de políticas públicas de combate à seca e pode ser acessada tanto pelo site monitordesecas.ana.gov.br quanto pelo aplicativo Monitor de Secas, disponível gratuitamente para dispositivos móveis com os sistemas Android e iOS.

 

Com uma presença cada vez mais nacional, o Monitor agora abrange as cinco regiões do Brasil, o que inclui os nove estados do Nordeste, os três do Sul, os quatro do Sudeste, Tocantins, Goiás, Distrito Federal e Mato Grosso do Sul. O processo de expansão continuará até alcançar todas as 27 unidades da Federação.

 

O Monitor de Secas é coordenado pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), com o apoio da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (FUNCEME), e desenvolvido conjuntamente com diversas instituições estaduais e federais ligadas às áreas de clima e recursos hídricos, que atuam na autoria e validação dos mapas. As instituições que atuam no Monitor de Secas em seus respectivos estados são as seguintes:

 

  • ESPÍRITO SANTO: Agência Estadual de Recursos Hídricos (AGERH); o Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (INCAPER); a Defesa Civil do Espírito Santo; e a Companhia Espírito-Santense de Saneamento (CESAN);
  • MINAS GERAIS: Instituto Mineiro de Gestão das Águas (IGAM);
  • RIO DE JANEIRO: Instituto Estadual do Ambiente (INEA);
  • SÃO PAULO: Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) e a Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo (SAA).

 

A metodologia do Monitor de Secas, em operação desde 2014, foi baseada no modelo de acompanhamento de secas dos Estados Unidos e do México. O cronograma de atividades inclui as fases de coleta de dados, cálculo dos indicadores de seca, traçado dos rascunhos do Mapa pela equipe de autoria, validação dos estados envolvidos e divulgação da versão final do Mapa do Monitor, que indica a ausência do fenômeno  ou uma seca relativa, significando que as categorias de seca em uma determinada área são estabelecidas em relação ao próprio histórico da região.

 

Da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA)