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Santa Bárbara d’Oeste faz 198 anos e guarda muitos segredos e memórias


O CEDOC da Fundação Romi guarda boa parte do passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste
É muito comum que jornalistas, estudantes, políticos, empresários e figuras importantes da cidade e da região, sobretudo nas proximidades de datas comemorativas, festividades e anos eleitorais, utilizem ainda mais o Banco de Dados do Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi para fundamentarem suas pesquisas, afinal, esse importante ator social barbarense atua na guarda, conservação e disponibilização do acervo, não só, da Fundação Romi e da Indústrias Romi, com destaque para o do Romi-Isetta mas, principalmente, contribui para a preservação da cultura, memória e identidade de Santa Bárbara d’Oeste. Seu acervo preserva registros que datam desde o fim de 1850 até os dias atuais.
Às vésperas do aniversário de 198 anos do município os telefones e e-mails da equipe do CEDOC até gerou certo congestionamento. É impressionante saber que do acervo, atualmente, estão disponibilizadas para pesquisa gratuita, via web, 228.597 páginas de jornal, 3.605 documentos textuais, 42.434 fotografias, 21.980 recortes de jornais e outros 2.621 catálogos. São textos, fotos e áudios que “contam” a história desta quase bicentenária cidade.
O que poucos sabem é que, além de expor os sítios arqueológicos, relatar a história da fundadora da cidade, pontuar a chegada dos imigrantes, as usinas açucareiras, expansão industrial da cidade, o primeiro carro e o primeiro trator, ambos de fabricação nacional, o CEDOC também preserva curiosidades do município em publicações, citações, áudios, fotos e vídeos.
A “Lagoa dos Desempregados”, a prainha de água doce do município, como um piscinão urbano acumulando água da chuva, foi a febre da diversão em dias quentes em meados de 1983. No mesmo ano, em 28 de Janeiro, a dupla Chitãozinho & Xororó realizava o show de inauguração do Terminal Rodoviário Urbano. Lá em 3 de julho de 1887, o registro na ata da Câmara Municipal estabelecia que Geraldo José Gomes passava a ser o responsável por manter em bom estado os lampiões e fornecer querosene, chaminés e torcidas para os mesmos. Nos idos de 1950 e 1960, Tide Quinino era mais conhecido como Tarzan. Ele se vestia como o personagem para divulgar os filmes do Tarzan em exibição no Cine Santa Rosa. Na década de 1930 Sebastião “Água Suja” era o responsável por, com sua carroça, recolher as “aguas servidas” (agua de uso doméstico), nas casas da área central. Como não rememorar o programa de rádio “Eu, você e o Prefeito” onde o prefeito da época, Isaías Hermínio Romano, ouvia as reivindicações da população e respondia cartas enviadas pelos ouvintes?
Tudo isso, e muito mais, são parte da cultura, memória e identidade de Santa Bárbara d’Oeste. O mais rico patrimônio barbarense. São suas histórias e estórias. Fatos. Contações. Folclores. Não pode-se deixar de lado a “Maldição do Padre” – que completará seu centenário em 2017, sendo, portanto, quebrada – e os fantasmas da Rua Estreita.
Aos 198 anos de idade, a história de Santa Barbara d´Oeste se mantém viva nos arquivos do CEDOC. Inaugurado em 7 de dezembro de 2009, o Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi é um espaço vivaz e dinâmico, onde realiza oficinas culturais de Educação Patrimonial para mais de oito mil crianças e jovens do Ensino Fundamental e Instituições Assistenciais ao ano. Realiza também o Processamento Técnico de todos os documentos recebidos e ainda recebe exposições e palestras, promove visitas monitoradas e técnicas, oficinas de capacitação e experimentação. São mais de 17mil pessoas beneficiadas, ao ano, por seus serviços prestados.
Contudo, para que tudo isso seja reunido, preservado e compartilhado, o processamento técnico precisa acontecer. Ele é a atividade de tratamento do acervo documental. É aqui que todo esse conglomerado histórico – impactante, divertido, inusitado, curioso, educativo e tantos outros adjetivos – passa pela triagem, identificação, catalogação, digitalização, higienização e acondicionamento. É, a partir desse trabalho do CEDOC, que toda a preservação da história local, disponibilização gratuita à população acontece.
Enquanto espaço educacional, o CEDOC promove, com a Educação Patrimonial, nesses seus sete anos de existência, momentos de interação entre os estudantes, os professores e as fontes de aprendizagens que estão sob sua guarda. Cheio de interatividade, proporciona ações estimulantes que vão desde tintas e pinceis, quebra cabeças, teatros, estênceis, moldes e trilhas, até jogos online e passatempos, jogo da caça ao tesouro, oficinas de artes plásticas, pintura, visitas teatralizadas e contação de histórias. Tudo isso voltado à preservação da memória de Santa Bárbara d´Oeste. 
Assim compreendido, o Centro de Documentação Histórica extrapola os muros da própria Fundação Romi, firmando-se como um lugar alternativo à aprendizagem, disponibilizando informações sobre seus acervos, fomentando pesquisas e o contato com outros universos culturais; é desta forma que o CEDOC dedica-se ao passado, desempenhando papel fundamental no reconhecimento e na construção da identidade municipal.
Origens do CEDOC
Desde 2009 o CEDOC vem salvaguardando o passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste e região, mas sua própria história começa antes. A essência do Centro de Documentação Histórica inicia-se com um anúncio publicado no Jornal D´Oeste, em 7 de junho de 1964, intitulado “História da Cidade”. Nele, o Sr. Alvares Romi fazia um convite à cidade para que doassem à Biblioteca da Indústria Romi, álbuns, fotografias e documentos antigos. Segundo ele, era para que a Fundação Romi tivesse “um roteiro histórico de Santa Bárbara d´Oeste e de seus filhos ilustres”. A partir de então, teve início, como Arquivo Histórico, a guarda do acervo que mais tarde viria a fazer parte do CEDOC.
O prédio onde o CEDOC está hoje instalado foi construído para abrigar o Centro de Aprendizagem Industrial desenvolvido pela Fundação Romi em parceria com o SENAI – Serviço Nacional da Indústria. Sua construção teve início em 1959 e foi inaugurado em 29 de Junho de 1960. O que poucos conhecem é que o edifício foi projetado pelo arquiteto Lúcio Grinover, importante figura da primeira geração de arquitetos modernistas brasileiros, cuja série de edifícios educacionais e profissionalizantes, ao lado de Roberto José Goulart Tibau, também revolucionou a produção da arquitetura com edificações expressivas e linguagem moderna.
Em 2003 a Fundação Romi decidiu reestruturar a organização do acervo para, não somente preservar o passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste e região, mas também democratizar o acesso e a disseminação dessas informações ao público em geral. Foi então que nasceu o Projeto do Centro de Documentação Histórica – CEDOC. Realizou-se o diagnóstico do acervo com um inventário da documentação existente, a adoção de parâmetros de organização e critérios internacionais de preservação e, estabelecimento de meios e formas de compartilhamento com a comunidade. A partir de 2004, com o incentivo do Ministério da Cultura através da Lei Rouanet, o CEDOC ganhou estrutura física e organizacional com recursos tecnológicos compatíveis com as necessidades exigidas no projeto de guarda, preservação e disponibilização do seu acervo. Desde então a Fundação Romi vem garantindo a manutenção do espaço CEDOC e a efetivação de sua missão.
Antes mesmo da inauguração do CEDOC, a Fundação Romi, já vislumbrava que a Educação Patrimonial seria a forma de mediar a relação do público com o espaço expositivo, de modo a resgatar e criar nele um vínculo afetivo com a história da cidade. Esse envolvimento afetivo com a história permite uma atenção maior da comunidade, no que diz respeito à sua participação no destino do seu município. Uma postura crítica frente às questões ambientais, o uso de recursos naturais, a contribuição para o desenvolvimento econômico, social e cultural da localidade em que vivem, será cada vez maior quanto melhor conhecerem o histórico da cidade e o que algumas personalidades realizaram, no passado, na construção do que hoje é Santa Bárbara d´Oeste.
CENTRO DE DOCUMENTAÇÃO HISTÓRICA

O Centro de Documentação Histórica da Fundação Romi é um espaço vivo de preservação da história, que além de resgatar todo o passado histórico de Santa Bárbara d’Oeste e região, atua na guarda, conservação e disponibilização do acervo da Fundação Romi e da Indústrias Romi – com destaque para o acervo do Romi-Isetta. Além de um espaço expositivo vivaz e dinâmico, o CEDOC realiza o projeto de Educação Patrimonial para crianças e adolescentes, realiza o Processamento Técnico de todos os documentos recebidos e ainda recebe exposições e palestras, promove visitas monitoradas e técnicas, oficinas de capacitação e experimentação. O CEDOC está localizada na Avenida João Ometto, 118, Jd. Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1558. www.fundacaoromi.org.br/cedoc. 
FUNDAÇÃO ROMI

Criada em 1957, em Santa Bárbara d’Oeste, pelo casal Américo Emílio Romi e Olímpia Gelli Romi, a Fundação Romi tem como missão promover o desenvolvimento social e humano através da educação e cultura. Pioneira na promoção da comunidade regional e na realização de ações sociais, atende mais de 30 mil pessoas por ano por meio de seus quatro grandes eixos: o Centro de Vivências do Desenvolvimento Infantil (CEDIN), o Núcleo de Educação Integrada (NEI), Centro de Documentação Histórica (CEDOC) e a Estação Cultural (EC). Tendo como apoiadora a Indústrias Romi S.A., instituições governamentais e não governamentais e demais parceiros da iniciativa privada, a Fundação Romi objetiva, continuamente, atingir maior número de beneficiários por meio de suas áreas de atuação, seus programas e projetos. Av. Monte Castelo, 1095, Jd. Primavera – Santa Bárbara d’Oeste, SP. (19) 3499-1555. www.fundacaoromi.org.br.

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Dennis Moraes