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Salão de Humor atrai artistas e reúne gerações

Alisson Affonso e sua filha Beatriz Affonso com os trabalhos selecionados no Salão de Humor e Salãozinho de Humor de Piracicaba.

Há quase cinco décadas, o Salão Internacional de Humor de Piracicaba tem sido o grande incentivador e espaço para as reflexões em torno dos panoramas universais, reunindo a cada nova edição, artistas de todas as partes do mundo. Neste ano, 349 artistas de 49 países participaram do concurso que selecionou 308 trabalhos em sua mostra oficial. Mais de 4.500 pessoas prestigiaram a exposição física, instalada no Parque do Engenho Central e cerca de 5.000 fizeram o tour virtual 360° no site do Salão, até o momento.

Entre cartuns, caricaturas, charges, tiras e esculturas a arte ganha forma e inspira o pensamento crítico diversificando a cada ano, com temas da atualidade.

Como um dos mais importantes salões do mundo, o seu reconhecimento tem se espalhado de geração em geração conquistando um público assíduo nas competições, como é o caso de Alisson Affonso, cartunista de Rio Grande e sua filha Beatriz Affonso que conquistou, neste ano, o segundo lugar na categoria de 07 a 10 anos do Salãozinho de Humor. Seu trabalho foi um dos 100 trabalhos, entre desenhos e esculturas selecionados para a 19ª edição.

Affonso conta que sua paixão pelo cartum acabou por influenciar a filha, já naturalizada com o mundo das artes, devido a sua aproximação desde muito cedo. “Hoje ela entende bem a linguagem de um concurso como este e decidiu participar com uma homenagem à Frida Kahlo – a qual lhe rendeu o prêmio”, contou.

Assim como outros grandes artistas no segmento das artes gráficas, Affonso participa há alguns anos, com o envio de trabalhos para o Salão de Humor e, por muitas vezes, teve sua obra selecionada para mostras oficiais, como neste ano. “Fiquei muito feliz por mais uma vez ter minha arte reconhecida em um dos salões mais apreciados do mundo. Minha grande inspiração para a 48ª edição foi uma homenagem a artista Laerte, que na verdade foi quem me motivou através da leitura dos Piratas do Tietê e também da revista Chiclete com Banana, quadrinistas dos anos 80”.

“O Salão Internacional de Humor de Piracicaba nasceu em meio à ditadura militar, como um lugar de liberdade de expressão e de contestação, na época, para os artistas brasileiros. Com o tempo, essa mensagem se espalhou pelo mundo fazendo naturalmente com que os olhos de artistas de todas as partes voltassem para Piracicaba. Até hoje é um dos maiores anseios de artistas gráficos, tanto de ter seu trabalho exposto, como de arrebatar um dos prêmios.  Como disse Oguz Gurel, da Turquia, grande prêmio em 2021, o Salão é o Oscar do Humor Gráfico mundial”, ressaltou Junior Kadeshi, diretor do Salão de Humor de Piracicaba.

Fernanda Nepomuceno também foi uma das selecionadas deste ano e concorreu ao Júri Popular Alceu Marozzi Righeto. “Busco participar do Salão, desde que iniciei no mundo das artes. Para nós, artistas, ele é uma vitrine extremamente apreciada e importante para trazer reflexão e expressão a respeito de cenários, pessoas ou situações”, disse.

EXPOSIÇÃO VIRTUAL – A mostra oficial, com trabalhos selecionados e premiados do 48° Salão Internacional de Humor de Piracicaba pode ser vista, até o dia 31 de outubro, através do tour virtual 360°, no www.salaodehumor.piracicaba.sp.gov.br.

A edição deste ano recebeu 2.076 trabalhos de países como Argentina, Brasil, China, Cuba, Estados Unidos, Espanha, Índia, Inglaterra, Itália, México, Peru, Palestina, Romênia, Rússia, Sérvia, Tailândia, entre outros.

São cartuns, caricaturas, charges, tiras e esculturas que refletem o drama dos refugiados, autoridades políticas, vacina, pandemia, celebridades, tecnologia, redes sociais, homenagens e outros assuntos.

O Grande Prêmio Zélio de Ouro foi para o cartunista turco Oguz Gurel, que também conquistou o Prêmio Cartum, com a obra Ovelha Negra. A charge vencedora foi para o brasileiro Dinho Lascoski, que retratou o presidente Jair Bolsonaro em momento de discurso. O melhor da caricatura foi para Claudia Kfouri, que homenageou o cantor Belchior, traduzindo a força da arte e a consciência de liberdade.

 

Bruno Aziz conquistou o Prêmio Tiras. O prêmio temático Jogos Olímpicos foi para o iraniano Ali Miraee. O brasileiro José Antônio Costa – Jota A, conquistou o Prêmio Saúde Unimed, retratando os efeitos da pandemia e o Prêmio Júri Popular Alceu Marozzi Righeto foi para Alex Souza.