Você adora fazer turismo cultural, mas ainda não vivenciou nenhuma festa típica do Centro-Oeste? Veja algumas imperdíveis para você acompanhar!
Viajar é uma oportunidade única de conhecer não só outros lugares, mas também outras tradições, gastronomias, maneiras de viver e manifestações culturais diversas — cinema, literatura, teatro, artes plásticas, dança, entre outros.
O turismo cultural é um jeito de viajar que privilegia essas manifestações. Quem gosta de fazer esse tipo de turismo nunca deixa de fora dos seus roteiros museus, teatros, cinemas e centros culturais, por exemplo.
Outra forma de fazer turismo cultural é vivenciar festas típicas do local visitado. Alguns exemplos disso são o Carnaval de Recife (PE) e de Salvador (BA), o São João de Campina Grande (PB) e Caruaru (PE), o Festival de Parintins (AM), entre outros. Se você adora fazer esse tipo de turismo, veja algumas das festas típicas do Centro-Oeste!
A região
Essa região é formada pelos estados de Mato Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul e pelo Distrito Federal. O Centro-Oeste é uma área de extrema diversidade cultural e fortemente marcada por culturas indígenas tanto brasileiras como paraguaia e boliviana.
Muitas festas possuem um caráter ou estão baseadas em tradições religiosas, como o cristianismo e outras religiões de matrizes africana e indígena, originando músicas, roupas, danças e encenações impressionantes.
Congada de Catalão
A congada se trata de uma das festas mais antigas de Goiás e acontece há mais de 125 anos. Com origem africana, ela era realizada por pessoas da Irmandade do Rosário.
A festa começa quando o grupo de dançarinos (chamados congos) se reúne na Igreja de Nossa Senhora do Rosário. A partir de lá, eles saem pelas ruas no domingo de outubro cantando rezas e fazendo missas e procissões, com muita dança e música. O grupo para nas casas dos moradores mais antigos e participantes da cerimônia.
Nesse evento, os festejantes louvam não só Nossa Senhora do Rosário, mas também São Benedito e Santa Efigênia — bastante importantes entre a população negra que havia sido escravizada no Brasil. Em algumas congadas, são encenadas as lutas entre Chico Rei, cristãos e mouros.
Chico Rei (nome brasileiro dado ao africano Galanga) era o monarca de um povo no Congo e foi capturado junto com toda sua gente. Ele e seu filhos foram escravizados e conseguiram comprar a própria alforria e libertar cerca de outros 200 africanos que também haviam sido escravizados.
As congadas reúnem muitos instrumentos musicais, como caixa, pandeiro, cuíca, cavaquinho, violão, ganzá, tamborim, rabeca, sanfona, entre outros, e são marcadas por roupas muito coloridas. Na Congada do Catalão, parte das músicas é cantada no idioma banto.
Fogaréu
Essa é uma procissão de cunho religioso realizada há mais de 260 anos no município Cidade de Goiás, onde nasceu a poetisa Cora Coralina, uma das mais conhecidas da região e do país.
Essa festa encena a perseguição sofrida por Jesus Cristo. Quando o relógio marca meia-noite na chamada Quarta-feira das Trevas, as luzes das ruas são apagadas e 40 homens encapuzados (chamados de “farricocos”) começam a caminhar por becos e vielas, começando na Igreja da Boa Morte indo até a Igreja do Senhor dos Passos.
Durante todo o trajeto, o grupo canta músicas do século XVIII acompanhado por instrumentos musicais como clarins e caixas, além de centenas de fiéis. O bispo local finaliza a cerimônia com um sermão assim que a encenação da morte de Jesus ocorre.
Cavalhadas
As cavalhadas representam uma batalha medieval entre os mouros (que aparecem vestidos de vermelho) e os cavaleiros cristãos (vestidos de azul). Essa celebração é feita ao ar livre e dura três dias, trazendo as encenações das batalhas e da conversão dos mouros ao cristianismo.
As cavalhadas ocorrem em várias cidades, como a pequena Pirenópolis, situada a 120 km de Goiânia, além de Palmeiras de Goiás. A encenação é apresentada logo depois da também tradicional Festa do Divino Espírito Santo.





