Robôs do Esquadrão de Bombas


A tecnologia sendo usada de forma criativa para a segurança

Dos filmes de ficção à realidade, o Esquadrão de Bombas da Polícia Militar do Estado de São Paulo já teve, desde sua criação em 1989, três robôs vindos de outros países com a finalidade de garantir a segurança dos paulistas em situações de risco, como no caso de suspeitas de artefatos explosivos.

O primeiro agente robótico, chamado de Dino, foi fabricado em Israel e enviado para o Brasil em 1998 e funcionou até 2005. Ele recebeu esse nome por ser parecido com um pequeno dinossauro

robo1Dino, o primeiro do Esquadrão

O segundo foi um robô canadense batizado de Magaiver. Ele se tornou patrimônio do Esquadrão no ano de 2002. O Magaiver é o único robô do lote de 50 fabricados ainda em ativa. Países da Europa e os Estados Unidos tiveram um “irmão” do simpático canadense. Hoje, Magaiver se encontra “hospitalizado”, devido a diversas situações de risco que passou, mas tão logo passe por manutenção, o oficial robótico voltará para o Esquadrão.

robo2Magaiver, atualmente em manutenção

O terceiro e último, se chama Walle. O robô foi fabricado nos Estados Unidos e enviado ao Brasil em 2014 para reforçar a segurança durante a Copa do Mundo. Walle e Magaiver trabalharam juntos até setembro de 2014. Atualmente, Walle é o único modelo em funcionamento, já que Dino está “aposentado” e Magaiver está em manutenção.

robo3Walle, durante uma ocorrência

Importância

A incorporação do robô no Esquadrão de Bombas foi uma decisão importante, que favoreceu a eficácia do desarmamento de bombas sem colocar em risco tanto os policiais que o fazem, quanto a população em geral.

Sendo assim, desde achegada da tecnologia foi possível estabelecer uma distância segura entre o profissional e o artefato explosivo, o que permite a adoção de diversas medidas como a investigação, identificação, ou até mesmo a intervenção direta no objeto suspeito.

Tudo isso se torna possível através de câmeras instaladas em toda a superfície dos robôs, propiciando que o PM especialista visualize o explosivo sem precisar se aproximar e atue de maneira mais segura e eficaz.

Outro avanço significativo ao esquadrão é o braço robótico. O equipamento facilita a manipulação e transporte de artefatos suspeitos com o objetivo de não expor nenhum ser humano à riscos.

Esquadrão de Bombas

O Esquadrão de Bombas foi criado em 1989, dentro do Grupo de Ações Táticas Especiais (GATE), e se tornou independente em 26 de maio de 2014, sob o comando do Capitão Gustavo Packer Mercadante. “Para facilitar o trabalho do resgate com reféns e do esquadrão de bombas, a Polícia Militar dividiu os dois grupos. Hoje, o Esquadrão de Bombas conta com um efetivo de 53 oficiais que atendem ocorrências de todo Estado”, disse o comandante.

De janeiro a outubro de 2015, o grupo do Esquadrão atendeu um total de 320 ocorrências em todo Estado de São Paulo. Emitiu 234 relatórios Técnicos Periciais, “que são laudos pedidos por diversos órgãos que determinam se os artefatos explosivos funcionam e seu potencial de destruição”, explica o capitão Mercadante. O Esquadrão também realizou, de janeiro a outubro deste ano, 27 operações de apreensão e destruição de fogos de artifícios. Foram 16 toneladas de fogos ilegais apreendidos no Estado de São Paulo.

 

Assessoria de Imprensa e Comunicação da Secretaria da Segurança Pública

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