Reestruturação da Sinfônica de Piracicaba completa 5 anos

Na foto, João Carlos Martins em sua última apresentação realizada em dezembro no piano com a OSP.
(crédito: Rodrigo Alves)

 

A OSP (Orquestra Sinfônica de Piracicaba) completa cinco anos do seu projeto de reestruturação, assinado pelo maestro piracicabano Jamil Maluf. Desde então, o conjunto de música clássica recebeu maestros e solistas elogiados pela crítica especializada, criou três projetos sociais às crianças da rede municipal de ensino e esteve no Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão e na Sala São Paulo, na capital paulista. A estreia da Temporada 2019 ocorre no dia 30, às 20h, no Teatro Municipal Dr. Losso Netto.

De 2015 a janeiro deste ano, a estimativa é que a OSP tenha atraído pelo menos 70 mil pessoas nos concertos mensais gratuitos, além de contemplar 21 mil crianças da rede municipal de ensino, com os projetos sociais ABC do Dó, Ré, Mi, Música nas Escolas e Pequena Grande Orquestra.

Além aporte financeiro da Prefeitura do Município de Piracicaba, por meio das secretarias SemacTur (Ação Cultural e Turismo) e de Educação, a nova fase também conta com recursos da Caterpillar, Comgás, Hyundai e Oji Papéis Especiais, via Lei Rouanet. “Seria irresponsabilidade da nossa parte que o custeio da Orquestra recaísse apenas sobre o poder público. Batemos na porta de várias empresas e, desde então, a OSP trilha o seu caminho com recursos públicos e privados”, diz o maestro Jamil Maluf, diretor artístico e regente titular da OSP.

Segundo Jamil Maluf, as mudanças têm como pilares o fortalecimento de Piracicaba como polo cultural e turístico, a descentralização da cultura no país, além da promoção, divulgação e democratização da música clássica. “Uma orquestra é o centro da vida musical da comunidade em que está inserida, e, como tal, recai sobre ela a responsabilidade de estar continuamente em contato com esta mesma comunidade, atendendo as expectativas e necessidades”, diz.

A OSP também frequentou o Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão, nos últimos três anos, e a Sala São Paulo, em 2017, convites que se repetiram este ano. Desde 2016, tornou-se tradição os concertos no gramado da Esalq/USP (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), ocorridos sempre em janeiro. “Com a nova OSP, Prefeitura e empresas, juntas, dão exemplo a outras cidades do interior, de valorização da cultura em benefício dos cidadãos”, avalia Jamil Maluf.

Para o ano de 2019, a Temporada promete novidades: os concertos deixam de ocorrer no Teatro Erotídes de Campos, no Engenho Central, para serem apresentados no Teatro Municipal Dr. Losso Netto, sempre em sessão única, às 20h. A distribuição de ingressos, atendendo a um pedido do público, será pela internet e não mais presencial, como ocorria desde o início da reestruturação.

NOMES – O primeiro concerto pós-reestruturação da OSP ocorreu em 11 de abril de 2015, com o pianista Eduardo Monteiro, vice-diretor da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo (ECA-USP). Outros importantes nomes do piano estiveram em Piracicaba, como Marcelo Bratke, Cristian Budu, Fábio Luz, Pablo Rossi, Amaral Vieira, Nahim Marun e André Mehmari.

Em 2018, no encerramento da temporada, o aclamado maestro e pianista João Carlos Martins fez com a OSP o seu último concerto ao piano.

Atenta às novas revelações, a OSP já recebeu o violinista Guido Sant’Anna, então com 11 anos, Luiz Fernando Ventureli, violoncelista de 19 anos e detentor de prêmios no Brasil e no exterior, e Fábio Peron, bandolinista. Do exterior, estiveram em Piracicaba Jasmin Arakawa, do Japão, e Sihao He, da China.

Os profissionais piracicabanos que se destacam no cenário internacional e nacional também são frequentemente convidados a estarem nos concertos da OSP, entre os quais Rosnei Tuon, os irmãos André e Cláudio Micheletti, Raíssa do Amaral, Bebé Salvego, Luis Carlos Justi e Pedro Visockas.

A lista é composta ainda por concertos com a Cia. Imago, com Shen Ribeiro no shakuhachi, com os violinistas Daniel Guedes, Cármelo de los Santos, Elisa Fukuda e Daniel Guedes, o violinista Fábio Zanon, o violeiro Ivan Vilela, como também os cantores líricos Eliane Coelho, Leonardo Neiva, Jean William, Marcelo Vannucci, Gabriella Pacce, Alessandro Greccho, Luciana Bueno e Rubens Medina.

Os maestros Ernst Mahle, Érica Hindrikson, Edilson Venturelli e Roberto Tibiriçá também assumiram a batuta da OSP, como regentes convidados.

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