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Psicólogo analisa: Will Smith no Oscar, machismo ou real masculinidade?

Créditos: Robyn Beck/AFP

Alexander Bez fala sobre as ações do ator e do Chris Rock durante a premiação

 

A premiação do Oscar sempre foi marcada pelos comentários do público sobre as roupas das celebridades ou dos melhores momentos da noite, mas este ano foi bem diferente. Nas redes sociais, não se fala em outra coisa a não ser sobre o tapa na cara que Will Smith deu em Chris Rock, no palco da cerimônia que aconteceu na noite de domingo (27), em Los Angeles.

Durante a ocasião, Will Smith perdeu o controle após Chris brincar sobre a cabeça raspada de sua esposa Jada Smith, que tem alopecia, uma doença que gera a queda capilar. O psicólogo Alexander Bez analisa o comportamento tanto do Will como do Chris e os efeitos das piadas de mau gosto.

Segundo Alexander Bez, todas as piadas têm uma certa veracidade em suas falas, “É o que chamamos através da psicanálise de Freud de ‘Chiste Psicológico’, onde o que se pronuncia como piada nada mais é do que a pronunciação exata e direta do pensamento do inconsciente, de tudo que passa na mente daquela pessoa”.

Para o especialista, não há lugar para o bullying nos dias de hoje. “Estamos no Século XXI, especialmente numa época já quase pós-pandêmica e no mundo pós-pandemia não será possível compactuar mais com intolerâncias e piadas disfarçadas de bullying, como o que foi feito por Chris Rock”.

“O comentário do Chris, mesmo que em tom de comédia, não deixa de ser infeliz, preconceituoso e principalmente desrespeitoso ao gênero feminino”, Bez adiciona.

De acordo com Alexander, a piada do comediante não apenas revela sua real identidade, como também é uma agressão verbal a Jada. “Essa é a diferença entre o machista, que desrespeita a mulher, e o cara que exerce sua masculinidade, como Will fez, protegendo sua esposa”.

O psicólogo acredita que criticar o ator é impossível, já que ele estava defendendo sua mulher, que foi ofendida em uma premiação com uma enorme visibilidade como o Oscar, seu ato foi apenas um reflexo de defesa.

“Não se pode confundir machismo, que foi o que Chris Rock fez, com o amplo uso do direito de defesa da pessoa amada, que é a masculinidade exercida por Will Smith. Além disso, é preciso aprendermos com os erros, pararmos de ofender aos outros, nem mesmo em forma de piadas e principalmente por seus traços físicos”, finalizou o especialista.