Psicologia e Comportamento Canino – Parte II

Através dos três níveis de seleção de Darwin, podemos refinar nossa pesquisa buscando definir as origens dos comportamentos apresentados e que desejamos alterar.  O Condicionamento Clássico de Pavlov pode explicar claramente o processo de aprendizagem, e segundo J. B. Watson, o aprendizado emocional do ser é baseado em três reações emocionais, o amor, a cólera e o medo, e os demais sentimentos seriam derivados destes, logo após conhecer o histórico do cão poderemos identificar as relações S-R que resultam em comportamentos afetivos, aversivos e agressivos.

Para esclarecer, aí vai um exemplo: temos que um cão de uma raça qualquer desenvolveu Ailurofobia (medo de gatos), seus tutores possuem um gato e o cão foi criado com ele desde filhote. Eis que na fase do medo, entre a oitava e décima primeira semana de vida, o gato não reagiu bem à brincadeira do cão em mordê-lo, agredindo-o. Se este evento ou uma sucessão de situações similares provocaram forte emoção no cão, ele provavelmente teve uma resposta adaptativa de luta ou fuga, formando novas conexões sinápticas em seu cérebro, que produzem comportamentos reflexos que servem para antecipar respostas de prazer ou como neste caso um perigo iminente.

Neste caso específico trabalhamos o estímulo (gatilho, que pode ser o ato de ver o gato) transformando a resposta (evento, que exteriorizou na conduta o medo ou cólera, com fuga ou agressão) em algo positivo, modificando o comportamento do cão. Existem inúmeros distúrbios comportamentais que podem afligir nossos amigos, entre as principais causas está a crescente humanização dos cães ou antropomorfismo. Evite suprimir seus instintos e projetar comportamentos que não são de sua natureza, em caso de dúvidas consulte um especialista.

 

Felipe M. Scavacini – Cinotécnico

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ADESTRAMENTO – CONSULTORIA – CURSOS

 

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