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Projeto contribuiu com capacitação em boas práticas para manipuladores de alimentos de entidades filantrópicas de Piracicaba

Iniciativa desenvolvida na Esalq, no âmbito do Programa USP Municípios, visa estimular a melhoria de políticas públicas no Estado de São Paulo

O projeto “Capacitação em boas práticas para manipuladores de alimentos de entidades filantrópicas no município de Piracicaba/SP” contribuiu com o trabalho de nove entidades.

Desenvolvido no âmbito do Programa USP Municípios, o projeto foi aprovado no Edital 2020 do Programa Santander de Políticas Públicas, visando estimular a solução de problemas voltados para a melhoria de políticas públicas nos municípios do Estado de São Paulo.

A iniciativa teve coordenação da professora Daniele Maffei, do departamento de Agroindústria, Alimentos e Nutrição (LAN) da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq/USP). “O projeto teve colaboração das professoras Aline Cesar e Marina Vieira, também do LAN/Esalq, da doutoranda Jéssica Finger (FCF/USP), além de bolsistas de graduação. O projeto contou ainda com o apoio do Conselho Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional (COMSEA) de Piracicaba”, complementa a professora Daniele.

Com o objetivo de contribuir com capacitação em boas práticas para manipuladores de alimentos que atuam nas entidades filantrópicas, o projeto foi desenvolvido em duas etapas: (i) Diagnóstico das condições higiênico-sanitárias na manipulação de alimentos, por meio da aplicação de um checklist durante visitas realizadas nas entidades e (ii) Treinamento de boas práticas na manipulação de alimentos, abordando o conteúdo estabelecido como essencial pela Vigilância Sanitária. “Além disso, foi oferecido às entidades a possibilidade de realizar análise bacteriológica da água utilizada para produção das refeições, a qual foi realizada no Laboratório de Microbiologia de Alimentos da Esalq”, acrescenta a coordenadora do projeto.

Na prática – Daniele Maffei conta que, devido às medidas de restrição em decorrência da pandemia de COVID-19, as visitas ocorreram de forma remota, por meio de vídeo chamadas. “Para avaliação das condições higiênico-sanitárias foi elaborado um checklist baseado nas legislações vigentes no Brasil aplicáveis a estabelecimentos que prestam serviços de alimentação. Com isso, foi possível constatar as principais conformidades e não conformidades nas entidades, os fatores limitantes e suas principais necessidades no que se refere às medidas de controle para garantir a produção de alimentos seguros”, explica.

Para realização do treinamento remoto, com base nas legislações vigentes e reforçando aspectos observados na primeira etapa do projeto, foram gravados vídeos abordando temas importantes e fundamentais em boas práticas. “Trabalhamos com temas como contaminantes alimentares, doenças transmitidas por alimentos, manipulação higiênica dos alimentos e boas práticas”.

Kit de apoio – Além disso, foi entregue a cada entidade um kit contendo materiais de apoio para que estas possam colocar em prática as orientações recebidas, bem como capacitar outros colaboradores que possam vir a atuar no preparo das refeições. Estes materiais incluíram planilha com a relação de todos os documentos necessários aos estabelecimentos que prestam serviços de alimentação, modelos de planilhas de monitoramento das boas práticas, relatório de visita com um retorno das melhorias propostas para a entidade, cartazes educativos, etiquetas plastificadas (reutilizáveis) e pincel marcador para identificação de produtos retirados das embalagens originais, termômetro digital para controle da temperatura dos alimentos, cartilha de boas práticas e pen drive contendo os vídeos do treinamento e versão digital dos materiais entregues impressos.

Segundo a pesquisadora responsável, apesar das limitações em decorrência da pandemia, foi possível cumprir os objetivos do projeto e contribuir com políticas públicas municipais no que se refere a capacitação técnica para gestão da produção e distribuição segura de alimentos. “Esperamos que o trabalho desenvolvido e os materiais entregues auxiliem as entidades na implementação e manutenção das boas práticas, a fim de garantir a qualidade higiênico-sanitária durante o preparo das refeições e, consequentemente, a segurança alimentar dos indivíduos atendidos”.