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Busca pelo autocuidado funciona também como resposta ao tratamento contra obesidade no Brasil
O Brasil ocupa a 12ª posição do ranking global de autocuidado, com destaque para cuidados pessoais e alimentação saudável, segundo informações do Global Wellness Institute. Na esteira da atenção ao bem-estar, o país acompanha o crescimento de franquias de saúde, estética e fitness. Em 2025, o faturamento nominal do segmento apresentou alta de 14,6%, de acordo com a Associação Brasileira de Franchising (ABF).
No segmento de estética, um reflexo chama a atenção: a demanda por procedimentos para reduzir a flacidez após o processo de emagrecimento, seja por cirurgia bariátrica, uso de medicamentos ou mudanças no estilo de vida.
“O emagrecimento rápido, especialmente com o uso de medicamentos, trouxe um efeito que muita gente não esperava: a flacidez da pele. Quando a perda de peso acontece de forma acelerada, o corpo reduz o volume, mas a pele nem sempre consegue acompanhar esse ritmo. Isso pode gerar uma aparência mais ‘solta’, principalmente no rosto, no abdômen, nos braços e nas pernas”, explica a coordenadora do suporte clínico do Grupo MedSystems by Classys, Raquel Nato.
“Com isso, aumentou bastante a procura por tratamentos que ajudam a recuperar a firmeza da pele. Tecnologias como o Ultraformer MPT e o Youlaser MT atuam estimulando o colágeno, melhorando gradualmente a sustentação e a qualidade da pele”, destaca a especialista. “Hoje, o cuidado com a pele passou a fazer parte do processo de emagrecimento, não é só perder peso, é também manter a firmeza e a harmonia do corpo.”
Dessa forma, a busca pelo autocuidado também tem sido uma resposta ao tratamento contra a obesidade no Brasil. Segundo dados do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde (SNVS) do Ministério da Saúde (MS), nas últimas duas décadas, a prevalência da doença aumentou 118%.
Como tratar a flacidez pós-emagrecimento
Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (Isaps) mostram que o número de procedimentos estéticos cresceram 40%, entre 2020 e 2024, no mundo. A tendência é de incrementos anuais de 15% até 2030.
O Brasil é o segundo país no mundo em número de procedimentos, atrás apenas dos Estados Unidos, conforme a Isaps. Entre as demandas estão procedimentos não invasivos que auxiliam o tratamento da flacidez após o emagrecimento.
Com a perda de gordura, é comum que haja flacidez e excesso de pele, o que pode comprometer não apenas a estética, mas também o bem-estar e a autoestima.
O que acontece é um processo natural: a pele, que antes do emagrecimento estava distendida, não retrai por completo quando há redução da gordura corporal porque as fibras de colágeno e elastina, responsáveis pela sustentação, ficam comprometidas ao longo do tempo.
Isso pode ocorrer pela ação de fatores como idade, qualidade da pele e genética. O tempo em que a pessoa permaneceu com sobrepeso também influencia diretamente no grau de flacidez após o emagrecimento.
Atento à demanda, o mercado disponibiliza tratamentos que englobam tecnologias como laser, radiofrequência, ultrassom microfocado, preenchimento com ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno, lifting, entre outros.
“Em casos de flacidez após emagrecimento, o tempo de resposta varia de acordo com o grau de flacidez, idade, qualidade da pele e estímulo metabólico do paciente. De forma geral, com tecnologias como Ultraformer MPT e Youlaser MT, o paciente pode perceber uma melhora inicial entre 30 a 45 dias, com resultados mais evidentes entre dois e três meses”, pontua Raquel.
“Isso acontece porque esses tratamentos estimulam a produção de colágeno, um processo biológico que leva tempo. Ao longo das semanas, a pele vai ficando mais firme, com melhora de textura e sustentação”, complementa.
Ela alerta que em alguns casos, principalmente de flacidez mais acentuada, pode ser necessário associar tecnologias e realizar mais de uma sessão para potencializar os resultados. “Ou seja, não é um efeito imediato, mas sim progressivo e natural, com melhora contínua ao longo dos meses.”
Laser
Por meio de um equipamento de laser híbrido fracionado, que combina dois comprimentos diferentes de onda, o procedimento pode atuar de forma ablativa, promovendo a renovação da camada superficial da pele, ou não ablativa, em que há a estimulação profunda da produção de colágeno e elastina. O Youlaser MT é um exemplo desse tipo de procedimento estético não invasivo.
Radiofrequência
Radiofrequência é um tipo de tecnologia que estimula a produção de colágeno, melhorando a firmeza, a textura e o aspecto da flacidez na face ou no corpo.
Ultrassom
Tecnologias atuam na produção de novas fibras de colágeno, além da contração daquelas já existentes, ajudando na prevenção e no tratamento da flacidez durante a perda de peso.
Nesse caso, o Ultraformer MPT traz benefícios como mais firmeza, melhora da espessura da pele e maior sustentação do contorno corporal ou facial.
Preenchimento com ácido hialurônico
Com objetivo de devolver volume e sustentação, o preenchimento com ácido hialurônico é muito utilizado na face. O procedimento ajuda a repor áreas que perderam volume, como bochechas, olheiras, sulcos e contorno do maxilar.
Bioestimuladores de colágeno
Aplicados no rosto e em regiões do corpo, como abdômen, braços e glúteos, os bioestimuladores de colágeno estimulam a produção pelo organismo, promovendo melhora gradual da flacidez e da textura da pele, de forma progressiva.
Lifting
Os fios utilizados neste procedimento ajudam a reposicionar os tecidos da face ou de áreas do corpo, redefinindo o contorno e combatendo a flacidez de forma imediata e progressiva.
Bioremodeladores teciduais
Esses tratamentos injetáveis de ácido hialurônico atuam na qualidade da pele, promovendo hidratação intensa e profunda, mais viço, elasticidade e aparência saudável. São indicados para o rosto e para as regiões corporais que sofreram com o emagrecimento rápido.








