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Possível fim da escala 6×1 impactará transporte de cargas e deve aumentar custos dos produtos

Dennis Moraes 26 de março de 2026 5 minutes read
dinheiro

Divulgação: banco de imagens

Executivos do setor analisam as consequências da mudança na jornada de trabalho

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Nos últimos tempos, a pauta sobre a jornada de trabalho 6×1 tem ganhado repercussão e desdobramentos importantes no âmbito judiciário brasileiro. Com isso, surgem alguns debates sobre a produtividade e a elevação de custos que afetariam diretamente a economia nacional e diferentes indústrias.

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 8/2025 e 221/2019 tramita no Congresso Nacional. Ela defende a redução da carga de trabalho, apoiando uma escala 5×2, que limita o expediente para 36 horas semanais. O objetivo é reforçar a importância do tempo de qualidade fora do ambiente profissional.

No entanto, na prática, para alguns setores, se aprovada, a PEC pode resultar em instabilidades e desafios que vão além do âmbito financeiro. O Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) é uma parte fundamental para a economia brasileira, sendo responsável por mais de 65% da movimentação de produtos no Brasil. Dessa forma, o setor se vê diante de um dilema operacional, com o possível fim da escala 6×1, já que, hoje, a escassez de motoristas profissionais e o envelhecimento da classe representam um gargalo real.

A Confederação Nacional do Transporte (CNT) e outras entidades do setor produtivo lançaram um manifesto sobre a modernização da jornada de trabalho, alertando que mais de 65% das empresas de transporte de cargas já enfrentam falta de motoristas no país. Na percepção de Ludymila Mahnic, COO da Mahnic Soluções Logísticas, empresa com 54 anos de atuação, o principal desafio será interno, passando pela organização de escalas, pela contratação de novos profissionais e possíveis aumentos de custos.

“A mudança tende a aumentar os custos das transportadoras, especialmente com as despesas trabalhistas. A necessidade de reorganizar jornadas, contratar novos profissionais ou ampliar equipes administrativas pode elevar significativamente a folha de pagamento. Assim, as empresas terão que investir mais em gestão de escalas, controle de jornada e planejamento operacional para manter a eficiência das operações dentro das novas regras”, afirmou a diretora.

Com a jornada de trabalho 5×2, muitas transportadoras passariam a diminuir suas operações, teriam de adaptar seus processos internos, além de reavaliar os gastos em um cenário de fluxo de caixa volátil. Para Danilo Guedes, CEO da ABC Cargas, a transformação da jornada de trabalho impactará diretamente no preço final dos produtos, tendo em vista o aumento dos custos trabalhistas.

“O transporte é um elo essencial da economia. Praticamente tudo o que consumimos passa por um caminhão em algum momento. Quando o custo do transporte aumenta, esse impacto tende a aparecer no valor do frete e, ao longo da cadeia, no preço final dos produtos. Ou seja, não é apenas uma questão do setor de transporte, é um efeito que pode chegar diretamente ao bolso do consumidor”, analisa o CEO.

Com isso, os executivos passam a estudar as possíveis reações no mercado e o nível de competitividade no setor com a mudança. “Hoje, o transporte não está preparado para uma mudança desse tipo sem gerar impactos relevantes. Muitas transportadoras já operam com margens apertadas, custos elevados e grande dificuldade para ampliar equipes ou absorver novas despesas trabalhistas. Sem um período adequado de adaptação e diálogo, o risco de impacto na eficiência operacional e na competitividade é significativo, podendo comprometer a sustentabilidade de muitas operações no mercado”, aponta Ludymila Mahnic.

A eficiência é um ponto central no debate, afinal, a logística e o transporte abastecem as cidades e são extremamente relevantes para a população como um todo. O modal rodoviário trabalha em conjunto com diferentes indústrias para garantir a qualidade e um bom fluxo operacional na distribuição nacional. Dessa forma, transições bruscas podem afetar a produtividade e o volume das atividades.

“Transformações estruturais como essa precisam considerar a realidade operacional da logística no país. O Brasil depende fortemente do transporte rodoviário para abastecimento e circulação de mercadorias. Se mudanças dessa magnitude não forem amplamente debatidas com o setor produtivo, existe o risco de gerar aumento de custos, perda de eficiência e impactos na competitividade da economia”, finalizou Danilo Guedes.

Sobre Ludymila Mahnic:

Ludymila Mahnic é diretora comercial e operacional da Mahnic Soluções Logísticas, empresa que tem 54 anos de tradição no setor de transportes e referência na região de Goiás. Formada em administração, pós-graduada em gestão de pessoas e marketing com MBA em logística, supply chain e transportes.

Sobre Danilo Guedes:

Danilo Guedes, presidente da ABC Cargas, é formado em Gestão de Logística pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP) e MBA em Gestão Empresarial pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Especializou-se em Design Thinking, Administração e Negócios pela Stanford University e participou do Advanced Management Program na IESE Business School de Barcelona. Participa ativamente das entidades de classe do setor e atualmente é vice-presidente de assuntos internacionais da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística) e diretor da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI).

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Dennis Moraes

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Jornalista, Hoster do Iron Podcast e CEO do Grupo Dennis Moraes de Comunicação

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