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Piracicaba: Escolas estaduais continuam sem aula na cidade, mostra levantamento da Apeoesp

As escolas estaduais na cidade continuam sem aulas nesta segunda-feira, 21 de setembro, conforme mostra levantamento feito pela Subsede em Piracicaba da Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo). A posição dos professores atende posição defendida pela Apeoesp, contrariando a Secretaria Estadual de Educação que  estabeleceu o retorno das aulas presenciais para reforço escolar desde  partir desta última terça-feira, 8 de setembro. No entanto, o trabalho nas escolas é apenas interno, sem alunos.

Na última sexta-feira, o governador João Doria anunciou a liberação das aulas presenciais do ensino fundamental da rede estadual para três de novembro, enquanto que para o ensino médio e EJA (Educação de Jovens e Adultos) a partir de sete de outubro, mas adesão dependerá de permissão das prefeituras e apresentação de um plano de retomada por parte das unidades.

Em seu site, a Apeoesp reforça sua posição contrária ao retorno das aulas presenciais em função da pandemia do coronavírus. Para a presidenta da Apeoesp, a deputada estadual Professora Bebel, os professores sabem que não há condições de retorno das aulas presenciais neste momento. Essa posição inclusive a Apeoesp levou oficialmente ao secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, em encontro no Palácio dos Bandeirantes, no último dia 15, que também contou com a participação do secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi.

Nesta reunião, ainda,  diante dos riscos de ampliação do contágio de coronavirus, a presidenta da Apeoesp ponderou que sejam focadas as discussões em soluções para os estudantes que estão concluindo o último ano do ensino médio e que prestarão o Enem em janeiro e para os estudantes de EJA e CEEJA e o secretário da Educação concordou em discutir essa alternativa. “Seria evitada assim uma volta generalizada às escolas”, diz Bebel, uma vez que o retorno das aulas presenciais no Estado colocará mais oito milhões de pessoas nas ruas.

Bebel ressalta que desde março “defendemos pública e fortemente que as escolas permaneçam fechadas. Realizamos carreatas, encontros, manifestações de todos os tipos e ações na justiça para impedir que o governo Doria coloque em risco a vida de professores, estudantes, funcionários e suas famílias”.

Em defesa da vida, a Apeoesp tem recomendado a professores e alunos que não retornem às aulas presenciais. “Com certeza, esse nosso trabalho de conscientização que a Apeoesp vem realizando incessantemente tem surtido efeito. Vamos continuar dialogando com professores, estudantes, funcionários, pais e responsáveis e com a sociedade em geral, para explicar que só poderemos voltar às escolas após a pandemia. Nesse momento temos que preservar as nossas vidas”, diz Bebel.

Levantamento sobre a infraestrutura das escolas da rede estadual de São Paulo, realizado a pedido da Apeoesp pelo  Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB) e o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), indica que 99% das unidades escolares não possuem enfermaria, consultório médico ou ambulatório. O estudo aponta ainda que 82% das escolas estaduais não têm mais de dois sanitários para uso dos estudantes. “As escolas não têm a estrutura suficiente para reabrirem em segurança frente à pandemia do coronavírus”, reforça a presidenta da Apeoesp.

 

Texto: Vanderlei Zampaulo – MTb-20.124

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