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Pets idosos: como cuidar bem dos animais em idade avançada

O Brasil nunca teve tantos animais de estimação quanto agora. De acordo com os dados divulgados pelo Euromonitor, ocupamos o segundo lugar no ranking do mercado pet mundial, atrás apenas dos Estados Unidos.

 

Os números nacionais são impressionantes: segundo os dados mais recentes do Censo Pet  Brasil divulgados em 2019, somamos uma verdadeira multidão de 139,3 milhões de animais de estimação espalhados pelo país. Estamos falando de 23,9 milhões de gatos, 54,2 milhões de cães, 39,8 milhões de aves, 19,1 milhões de peixes e 2,3 milhões de outros animais como répteis e pequenos mamíferos.

 

Muitos desses animais de estimação costumam passar anos aos lado de seus tutores e são verdadeiros membros da família. Repleta de carinho e cuidados, é natural que sua expectativa de vida aumente consideravelmente.

Quando bem cuidado e castrado, um cão doméstico pode viver entre sete e catorze anos, dependendo de seu porte e raça (geralmente os cães de menor porte tendem a viver mais do que os exemplares maiores). O mesmo vale para os gatos: quando castrados e mantidos fora do contato com os perigos da rua, podem chegar aos 16 anos, em média.

 

Com isso, temos um grande contingente de pets já idosos e que, assim como seres humanos, precisam de cuidados especiais nessa fase avançada e delicada de suas vidas. Veja como se preparar para gerar o máximo de conforto, amparo e segurança para pets idosos.

 

Cuidados veterinários

Com o avanço da idade, pets podem desenvolver doenças decorrentes do envelhecimento e precisam de cuidados redobrados com sua saúde. Entre os casos mais comuns entre cães e gatos idosos estão o aparecimento de diabetes, doenças de fígado e rins, artrite e dificuldade de locomoção, obesidade, perda de visão e diferentes casos de câncer.

 

Por isso, as visitas ao veterinário devem ser feitas com maior frequência, incluindo consultas preventivas, check-ups periódicos e exames investigativos. O ideal é levar o pet ao menos 2 vezes ao ano para avaliação profissional.

Ambiente seguro e confortável

Se, quando filhotes, os cães e gatos têm uma habilidade incrível para brincar e pular pela casa, quando velhinhos isso fica mais difícil. Até mesmo subir no sofá ou na cama pode se tornar um desafio e um perigo.

 

Redobre a atenção na contenção de espaços de risco como janelas, escadas e degraus para evitar tombos e fraturas. Crie espaços amplos e seguros para o pet, livres de obstáculos e móveis, principalmente se ele estiver com alguma limitação visual.

Nutrição

Durante a velhice dos pets é comum que os veterinários recomendem a troca de rações secas por alimentação natural ou rações especialmente desenvolvidas para facilitar a mastigação e a absorção dos nutrientes pelo organismo. Algumas vitaminas e suplementos especiais podem ser adicionados à dieta.

 

Observe se o pet está se alimentando nas quantidades recomendadas pelo médico veterinário e fique de olho nas fezes. Informe ao médico qualquer alteração na frequência e aparência de seus excrementos.

Higiene

É muito comum que os dentinhos dos pets idosos fiquem moles e comecem a cair. Por isso é muito importante redobrar a atenção com a higiene bucal a manter os dentes limpos para evitar o surgimento de tártaro e doenças da gengiva que possam agravar e acelerar a perda dentária.

 

Os cuidados com a higiene também valem para a limpeza dos olhos, orelhas e a rotina de banho e tosa, fundamental para evitar doenças de pele ou a proliferação de pulgas, carrapatos e outros parasitas.

Carinho e atenção, sempre

Com a idade avançada, é comum que o comportamento do pet mude e ele passe mais tempo dormindo ou um pouco mais isolado de seu convívio com a família e outros animais. Respeite o espaço desses velhinhos, mas redobre o carinho e atenção quando eles estiverem dispostos a interagir.

 

Observe com calma como os pets estão se alimentando e se comportando durante os banhos e tosas. Mesmo que esses velhinhos comecem a se tornar até um pouco mais rabugentos, responda com afeto, atenção e amor, linguagem universal entre todas as espécies.

A inevitável despedida

Mesmo com todos os cuidados e atenções para manter o conforto fisiológico e mental dos pets, inevitavelmente um dia eles partirão, encerrando o ciclo da vida.

 

É um momento doloroso, mas que precisa ser vivenciado com clareza e sensibilidade da mesma forma quando perdemos um ente querido. Não evite conversar sobre com familiares e amigos, principalmente se a família tem crianças que também vão experienciar o luto.

 

É válido ressaltar que um ritual de despedida pode ser muito importante para enfrentar a dor dessa perda. Atualmente, existem diversas opções para o adeus final aos pets, como a cremação especializada ou mesmo um funeral e sepultamento em cemitérios para animais, com direito a homenagens com coroa para velório e lápide para preservar a memória do companheiro animal.

 

O mais importante nessa hora é contar com o apoio de familiares e amigos e, quando necessário, conversar com um psicólogo para um acompanhamento profissional.

 

 

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