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PCJ: gestão de recursos hídricos e comunicação


Quando você lê ou escuta PCJ, o que vem a sua mente? Se você pensou nos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí, acertou. No entanto, caso a sigla apareça depois de Consórcio, Comitê, Agência ou Ares, você consegue traduzi-la informando os diferentes serviços prestados por essas entidades? Caso sua resposta seja não, fique tranquilo, pois até mesmo profissionais ligados a elas têm dificuldades para tal explicação.

Segunda a gerente técnica da organização consultiva, Andréa Borges, “o consórcio foi o primeiro a nascer, a partir de um movimento popular em Piracicaba (somos uma ONG). A partir de 1989, ele se envolveu na criação da primeira política estadual de recursos hídricos (SP, 1991), e ajudou na implantação do Comitê PCJ – que é o nosso parlamento paulista das águas -, em 1993. A lei previa também a criação de uma agência de bacias, o que foi concretizado pelo consórcio em 2005, por meio de um contrato de gestão com a ANA [Agência Nacional de Águas], como organização delegatária. Em 2011, deixamos de ser entidade delegatária, e a Fundação Agência de Bacias PCJ assume suas responsabilidades (ela é o braço executivo do comitê). A partir da criação da Política Nacional de Saneamento Básico, em 2007, os municípios da região, com o apoio do consórcio, organizam-se para criar uma agência regional reguladora dos serviços de saneamento, que culminou no surgimento da Ares-PCJ, também em 2011”.

A agência das bacias hidrográficas, pensando em seu plano de mídia, realizou um Workshop de Comunicação com os membros das câmaras técnicas dos comitês (paulista, mineiro e federal), a fim de refletir novas formas de divulgação que favoreçam o entendimento público de seus trabalhos. Lembrando que é principio da gestão da água ser participativa e descentralizada, e para que isso seja cumprido é fundamental que haja a efetiva participação da sociedade no processo decisório, o que se inicia com a disseminação de sua existência e finalidades.

Ministrada por Maria Zulmira de Souza, idealizadora do Repórter Eco (TV Cultura, desde 1992) – um dos primeiros programas ambientais da grande imprensa brasileira -, a atividade foi prestigiada por 20 pessoas, na sede da fundação, em Piracicaba. A jornalista ainda contou com o apoio do arquiteto e urbanista, Uli Zens, alemão especialista em recursos hídricos.

O presidente da Agência PCJ, Sergio Razera, deu as boas-vindas aos presentes e iniciou o evento comunicando que a fundação administradora da cobrança pelo uso dos recursos hídricos da região foi recentemente homenageada pelo Instituto Trata Brasil, em virtude de seu combate às perdas de água. Na sequência, ele passou a fala para Maria Zulmira.

Forças

“Em 25 anos do comitê, a ser celebrado em 2018, o que ele mudou na vida de vocês?”, perguntou a comunicadora da Planetária Soluções Sustentáveis, para investigação apreciativa. “Quando começou, tratávamos apenas 3% do esgoto e, agora, já alcançamos 70%”, respondeu a arquiteta e coordenadora da CT-RN (Câmara de Técnica de Conservação e Proteção de Recursos Naturais), Claudia Grabher.

Identidade, o que a leva em frente, seus valores, metas, pessoas/símbolos, sonhos e manchete em que a Agência das Bacias PCJ gostaria ser destacada foram outras reflexões propostas pela palestrante ao público.

“Se o campo morrer, a cidade morre, mas se a cidade morrer, o campo sobrevive”, pontuou o agricultor e coordenador da CT-Rural (Câmara Técnica de Uso e Conservação da Água no Meio Rural), João Baraldi. Seguindo essa mesma linha, o pesquisador do IZ (Instituto de Zootecnia) e secretário da CT-RN, João Demarchi, destacou que “a aproximação dos meios rural – produtor de água – e urbano – consumidor de água -, conjugada à educação e a uma comunicação adequada, garantiria a manutenção da vida na Terra, através do restabelecimento do ciclo natural da água”.

O comunicador socioambiental da Maestrello Consultoria Linguística, Juan Piva, que também é membro da CT-EA (Câmara Técnica de Educação Ambiental) pela empresa educacional novaodessense, propôs o seguinte título para sua reportagem dos sonhos envolvendo as bacias: ‘Todos pela água’ garante água para todos. “Nessa manchete, as aspas representam o movimento que iniciamos nesta reunião em busca de uma comunicação mais eficaz dos Comitês PCJ para com todos os usuários das nossas águas”, explicou o jornalista.

Maria Zulmira destacou que em todo lugar existem histórias interessantes para serem divulgadas na mídia. “Nossa região possui um solo fértil nesse sentido, não é difícil encontrar pessoas que estão fazendo algo pela conservação dos recursos hídricos. Comunicar essas ações pode contribuir com a formação de agentes multiplicadores dos conhecimentos socioambientais interessantes à própria fundação”, complementou Piva.

 

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Dennis Moraes