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Palestra marca a abertura da exposição ‘De uma estrela a outra – Encontros Literários Itália-Brasil’, no CEDOC, da Fundação Romi

A bibliotecária Rhaile Escaleira expôs ao público como foi o processo de tratamento técnico e catalogação do acervo do poeta brasileiro Haroldo de Campos

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Detalhes do tratamento técnico e da catalogação do acervo bibliográfico do poeta e tradutor brasileiro Haroldo de Campos, esse foi o tema da palestra de abertura exposição ‘De uma estrela a outra – Encontros Literários Itália-Brasil’, aberta para visitação no Centro de Documentação Histórica (CEDOC), da Fundação Romi, desde a última quinta-feira, 17 de outubro. A mostra, que reúne a história e a produção literária de dois grandes escritores, o italiano Giuseppe Ungaretti (1888-1970) e brasileiro Haroldo de Campos (1929-2003), fica aberta para visitação até o dia 17 de novembro. A entrada é gratuita.

 

A bibliotecária da Casa das Rosas – Espaço Haroldo de Campos Poesia e Literatura, Rhaile Escaleira, expôs ao público como foi o processo de organização, tratamento e catalogação de mais de 20 mil livros que faziam parte da biblioteca do poeta, além de objetos e obras de arte de sua coleção pessoal. Haroldo de Campos (1929-2003) foi um dos precursores do concretismo no Brasil, movimento que surgiu no início da década de 1950 e defendia a racionalidade e a criação de uma nova linguagem na poesia. Em 2004, depois da sua morte, a família do escritor doou todo o seu acervo ao Governo do Estado de São Paulo, que mantém o Acervo Haroldo de Campos na Casa das Rosas, localizada em São Paulo.  A bibliotecária Rhaile Escaleira chegou em 2005, com a “missão” de organizar o acervo. “Tivemos que desenvolver uma metodologia própria para tratar e catalogar as obras, além de especificações que atendessem aos pesquisadores dessa área”, destacou a palestrante.

 

Nova palestra

 

No dia 08 de novembro, o CEDOC recebe a palestra “Do livro lido ao livro à mostra”, com a coordenadora do Centro de Referência Haroldo de Campos, às 13h30. A palestrante propõe demonstrar como a seleção e apresentação de obras de um conjunto bibliográfico pode dar pistas sobre temas literários relevantes e funcionar como releitura do “autor” da biblioteca (no caso, Haroldo de Campos) e de sua obra. A participação é gratuita, basta enviar um e-mail de inscrição para ssouza@fundacaoromi.org.br ou sisem@sp.gov.br.

 

Mostra

Com curadoria de Francesca Cricelli, a primeira parte da exposição ‘De uma estrela a outra – Encontros Literários Itália-Brasil’ apresenta a obra de Ungaretti, que esteve no Brasil entre os anos 1937 e 1942, período em que deu aulas na Universidade de São Paulo (USP), onde conseguiu aprofundar seus conhecimentos sobre o Barroco, estilo artístico que surgiu na Itália entre o final do século 16 e meados do século 18 e depois se difundiu para outros países, inclusive para o Brasil, cujo artista expoente foi Aleijadinho. No seu período no Brasil, Ungaretti apaixonou-se pelas obras de Aleijadinho, traduziu a poesia brasileira e ainda pode conviver com grandes nomes da arte brasileira, como Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Murilo Mendes e o próprio Haroldo de Campos. No final da década de 1960, Giuseppe Ungaretti retornou ao Brasil e lançou o libreto Dialoghi.

Já a segunda parte da mostra é dedicada às transcrições dantescas de Haroldo de Campos dos Cantos do Paraíso da Divina Comédia, escrita em meados do século XIV por Dante Alighieri. Na sua obra, Haroldo contextualiza a viagem de Dante ao Paraíso, que representa a iniciação do autor como poeta e, também, seu caminho à redenção.

O CEDOC da Fundação Romi está localizado na Avenida Monte Castelo, 1095, no Jardim Primavera, em Santa Bárbara d´Oeste. O horário para visitação é de segunda a sexta-feira, das 7h às 16h, de 17 de outubro a 17 de novembro.

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Dennis Moraes