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Outubro Rosa: doenças cardiovasculares matam mais mulheres que o câncer de mama

Brasil registra mais de 50% de mortes de mulheres por conta de doenças no coração, conforme dados da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Câncer de mama soma quase 15%.

O Outubro Rosa é o mês destinado à conscientização do câncer de mama. Mas ele não é o maior vilão da saúde das mulheres.  As doenças cardiovasculares fazem muito mais vítimas fatais do que o câncer de mama, ovário e útero.

Antigamente elas eram vistas como exclusivas do sexo masculino, porém as mulheres estão cada vez mais susceptíveis a estas doenças, representando 1/3 das mortes por doenças no público feminino.

Além do câncer de mama, o Outubro Rosa também traz a conscientização das mulheres sobre as doenças cardiovasculares, como prevenir e como buscar uma vida mais saudável.

Por que as doenças cardiovasculares são tão perigosas nas mulheres?

O crescimento da incidência de doenças cardiovasculares nas mulheres pode ser explicado pelas diferenças de desenvolvimento das doenças nos dois sexos. Os sintomas nas mulheres acabam sendo atípicos, o que acaba dificultando o diagnóstico.

Nos homens, o infarto traz como sintoma uma dor forte no peito, que irradia para os braços. Mas, nas mulheres, ele pode causar sintomas como fraqueza, náusea, dores no estômago e falta de ar, o que pode acabar confundindo com outras doenças.

A confusão nos sintomas acaba atrasando o diagnóstico, que em doenças cardiovasculares é necessário prontidão, e as mulheres apresentam um prognóstico pior do que os homens.

Os fatores de risco para as doenças cardiovasculares estão diretamente relacionados ao estilo de vida e envelhecimento. Histórico familiar de doenças cardíacas, diabetes, hipertensão, colesterol elevado, obesidade, sedentarismo e tabagismo, por exemplo. Porém, nas mulheres, muitos desses fatores de risco tem o efeito mais acentuado que os homens.

A rotina atarefada das mulheres que equilibram família e trabalho pode expor ao estresse, colaborando para hábitos que não são saudáveis, como a falta de atividades físicas e alimentação desregulada. Estes hábitos podem levar à obesidade, condição que cresceu mais de 60% nas mulheres brasileiras nos últimos 10 anos.

O tabagismo, por si só, também aumenta em 25% as chances de a mulher ter doenças cardiovasculares, se comparado com os homens fumantes.

A gravidez e a menopausa podem ser fatores de risco para doenças cardíacas

Existem causas específicas para as mulheres terem um maior risco de doenças cardíacas. A gravidez pode trazer hipertensão, diabetes e parto prematuro, o que a longo prazo podem aumentar o risco de contrair doenças cardiovasculares.

Já na menopausa, as mulheres sofrem a baixa do nível de estrogênio. Esse hormônio também é responsável pela proteção do coração. Com o nível de estrogênio mais baixo, o coração das mulheres fica mais vulnerável a doenças como o infarto e o acidente vascular cerebral.

Caso ela apresente menopausa precoce, o cuidado tem de ser redobrado, pelo coração ficar desprotegido ainda mais cedo do que o comum.

Como prevenir ou evitar as doenças cardiovasculares?

  1. Tenha um plano de saúde

Não parece medida de prevenção, mas contar com um convênio médico faz com que a mulher cuide da saúde de uma forma preventiva. Afinal, o acesso a médicos é mais facilitado e a diversas especialidades e exames laboratoriais e de imagem. Isso facilita o diagnóstico precoce e tratamento de doenças das mais diversas naturezas. Além disso, são muitas as opções de operadoras de planos de saúde.

  1. Adote hábitos mais saudáveis

Muitos dos fatores de risco podem ser evitados se hábitos mais saudáveis forem adotados. Pratique atividades físicas regularmente, procure se alimentar de forma mais equilibrada e saudável e abandone vícios como o tabagismo.

Hábitos como as atividades físicas podem liberam hormônios como a endorfina, que causa a sensação de bem-estar em nosso organismo, e ainda contribuem para evitar doenças cardiovasculares, além de ajudarem a aumentar a imunidade.

Atividades físicas que também promovam o relaxamento, como pilates e yoga, podem contribuir para evitar as doenças cardiovasculares por reduzirem a ansiedade e o estresse. A respiração correta durante qualquer atividade física também pode ter esse poder calmante.

  1. Vá regularmente ao médico

Realize as consultas periódicas com maior frequência, no cardiologista ou clínico geral. As mulheres, em geral, se preocupam mais com os problemas ginecológicos, esquecendo da saúde do coração. Além de ir ao ginecologista periodicamente, exames cardíacos periódicos podem ajudar a diagnosticar precocemente doenças e condições cardiovasculares.

Os profissionais podem pedir exames laboratoriais para medir níveis de hormônios e outras substâncias como glicemia, triglicérides e colesterol. O desequilíbrio destas substâncias e hormônios pode ser fatores de risco para doenças cardíacas.

Principalmente durante a gravidez e a menopausa, a mulher deve estar acompanhada de seu ginecologista ou obstetra para realizar os exames necessários para tratar ou controlar desníveis de hormônios, além de buscar uma vida mais saudável.

Por: Andreia Silveira, editora no PlanoDeSaude.net.

 

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