Skip to content
Primary Menu
  • Brasileirão 2026
  • Formula E
  • Santa Bárbara d´Oeste
  • Feiras Livres
  • Brasil / Mundo
  • Região
  • Política
  • Social
  • Musa 24 Horas
  • Auto Motor
  • Saúde
  • Opinião
  • Dennis Moraes
  • TV24HORAS
Light/Dark Button
  • SE INSCREVA EM NOSSO CANAL
  • SPACESS ESTUDIOS
SB24HORAS

SB24HORAS

Notícias na hora certa!

O vírus invisível responsável pelo esgotamento mental de infectados e não infectados

Redação 30 de março de 2021 6 minutes read

Por Andréa Ladislau

 

Tenho certeza que todos vão concordar comigo: estamos todos cansados. Esgotados! Positivados ou não, o vírus está saturando a mente humana. Estamos cansados de ouvir falar nas tragédias e nas mortes, sofrendo pelo luto em nossa família ou perto dela. Sofrendo pelos males trazidos pelo isolamento e pelas inúmeros adaptações. Sofrendo pela enxurrada de notícias que recebemos todos os dias. Sofrendo pelo acúmulo de preocupação em relação ao dia seguinte. Uma imprevisibilidade que desafia a necessidade de controle do ser humano.

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

O número de pessoas que vem demonstrando esse esgotamento emocional só aumenta. A cada dia vemos a dor e a incerteza crescendo em grupos de familiares ou amigos. O medo de ser contaminado ou novamente infectado é surreal. Sem dúvida, essa onda de fobias e o desequilíbrio que o momento provoca está alterando os comportamentos e favorecendo o surgimento ou o agravamento de transtornos e distúrbios psíquicos de todas as naturezas.

Outro fator conflitante é o volume da oferta virtual de cursos, lives, treinamentos, mentalizações, entre outros meios de prender o telespectador no universo tecnológico – que vem gerando ainda mais fadiga mental. Tudo isso porque estamos cansados, assustados. E como não param de chegar informes de novas ondas de contaminação cada vez mais severas(estudos dizem que estamos na 3ª onda), a sensação é de que o ciclo não cessa.

Esse cansaço abrange, hoje, não só os adultos. Percebemos, também, um esgotamento físico e mental das crianças e dos jovens – que foram obrigados a aderir a uma modalidade de aulas virtuais que sugam a energia e mostra seus efeitos desgastantes ao fim do dia. Mesma sensação relatada por alguns pais que vivem a realidade do Home Office e descrevem uma necessidade de um jogo de cintura imenso para se adaptar a este novo modelo de trabalho. Já são mais de 365 dias vivendo em meio a uma sensação devastadora de perda da liberdade, onde os sonhos são cerceados e o medo toma conta de toda a nossa essência. Pouco mais de um ano de pandemia recheado com a preocupação excessiva em relação ao imprevisível.

Quando trazemos essa realidade para dentro de uma avaliação psicoterápica, percebemos o quanto a máxima de Freud, o pai da psicanálise, faz todo o sentido para nós,  meros mortais: “o equilíbrio mental auxilia e anda de mãos dadas com a saúde do corpo”. Neste sentido, estudos comprovam que, quanto mais equilibrados emocionalmente estivermos, mais imunidade podemos ter. Desta forma, minimizamos os impactos negativos em relação a doenças fisiológicas e mentais. Cientificamente e psicologicamente, isso faz muito sentido. Uma vez que podemos ter um pouco mais de condição de neutralizar o medo e, assim, aumentam as chances de uma maior conscientização sobre o equilíbrio que pode nos levar a um controle das emoções e dos sentimentos. Além de neutralizar os efeitos do aparecimento de sintomas como cefaleias, dores musculares excessivas, distúrbios do sono, alterações de apetite, alterações de humor, entre outros.

A chave e o segredo é conseguir se manter equilibrado e, desta forma, preservar o bem-estar físico e emocional. Somos falhos, somos seres em evolução e, ao sermos obrigados a encarar uma pandemia com todas as proporções como a que temos vivido, sem dúvida nos vemos desafiados a suportar e vencer todos os nossos limites.

Mas ser forte o tempo todo não é sinônimo de heroísmo. Ninguém é forte em tempo integral. É necessário se permitir chorar, viver o luto, sofrer, ficar triste e viver os momentos, tendo condições para externar emoções que precisam ser colocadas para fora. Alimentar as dores, não falar delas e não vivenciar os sentimentos não fazem de você um super-herói. Pelo contrário: em algum momento a conta chega e essas dores precisam ser vivenciadas e encaradas de frente. Ao verbalizar e buscar o entendimento e a função de cada sentimento, positivo ou negativo, certamente você conseguirá ressignificar emoções e transformar dor em sabedoria.

Enfim, sabemos que essa mudança comportamental não é fácil. É preciso modificar o olhar e ter a consciência de que o momento pede responsabilidade, cautela e paciência. Além disso, ao aderir a uma onda de desespero, estaremos contribuindo com a elevação dos transtornos de ansiedade generalizada e do pânico, além de outros sintomas psíquicos graves que assolam grande parte da população nos últimos tempos. É necessário se comprometer com a sua sanidade mental, com a preservação da saúde e com o autocuidado – visto que se preservar mental e fisicamente é uma ação individual. Lembrando que nossa mente é muito poderosa e podemos, sim, controlar nossas emoções e atrair o positivismo e o otimismo para conseguir enxergar um horizonte diferente do cenário que estamos vendo hoje. Precisamos acreditar que é possível. Que o pesadelo vai acabar e poderemos nos livrar do medo e da angústia que nos acompanham já há vários meses. Trabalhe suas emoções e, se precisar, busque ajuda de um profissional adequado e especializado em saúde mental. Afinal, estamos lidando com um inimigo invisível e parte do cuidado está na mão de cada um de nós.

 

Dra. Andréa Ladislau

Psicanalista

 

* Doutora em Psicanálise

 

* Membro da Academia Fluminense de Letras – cadeira de numero 15 de

Ciências Sociais

 

* Administradora Hospitalar e Gestão em Saúde

 

* Pós Graduada em Psicopedagogia e Inclusão Social

 

* Professora na Graduação em Psicanálise

 

* Embaixadora e Diplomata In The World Academy of Human Sciences US

Ambassador In Niterói

 

* Professora Associada no Instituto Universitário de Pesquisa em

Psicanálise da Universidade Católica de Sanctae Mariae do Congo.

 

* Professora Associada do Departamento de Psicanálise du Saint

Peter and Saint Paul Lutheran Institute au Canada, situado em souhaites.

  • Facebook
  • Share on X
  • LinkedIn
  • WhatsApp
  • Email
  • Copy Link

About the Author

Redação

Administrator

View All Posts

Post navigation

Previous: Brasileiros procuram métodos mais tradicionais de combate à ansiedade na segunda onda de COVID-19
Next: Americana já vacinou 84% do público de 69 a 71 anos
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente

Tags

#SantaBárbaraD'Oeste Americana Bebel Brasil campanha Crianças cuidados cultura DAE Dengue Dennis Moraes desenvolve sbo dicas Economia educação emprego fiscalização informações inscrições LBV Nova Odessa Obras opinião PAT piracicaba prefeitura prevenção Rafael Piovezan SantaBarbaraDOeste Santa Bárbara Santa Bárbara d´Oeste saúde saúde mental SaúdePública SB24Horas SBO sbocity Sustentabilidade Suzano Tivoli Shopping TivoliShopping tratamento Vacinação vagas Vereadores
  • Podóloga Especialista pés Diabéticos
  • Podóloga Especialista pés Diabéticos
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS

Desenvolvido por Dennis Moraes - Portal SB24HORAS

Menu
  • Quem Somos
  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • Expediente