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O Trabalho do Futuro e o Futuro do Trabalho

Rafael Cervone, vice presidente da FIESP, conversa com alunos do Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi sobre educação, mercado de trabalho e perspectivas para o futuro

 

Todos já passaram, ou vão,  pela fase que as pessoas do círculo familiar e amigos perguntam “o que você vai ser quando crescer? ”. Muitos não sabem o que responder, outros se sentem confusos ou inseguros e um número baixo já tem a certeza da profissão que pretende exercer: advogado, médico, engenheiro, professor, jornalista, administrador… Mas, aqueles que estão em dúvida ou não sabem ainda, tem um tempo para pensar. Até pode ser que escolham profissões que não fazem parte do mercado até o momento. Na década de 80, quem imaginava que seria um desenvolvedor de sistemas ou engenheiro de computação?

As mudanças são constantes. Novas profissões surgiram, e continuam a surgir, graças aos avanços da tecnologia que exigem adaptações e aprimoramento. Sempre em busca de oferecer aos alunos a oportunidade de explorarem outros campos, além do educacional, o Núcleo de Educação Integrada da Fundação Romi recebeu a visita do vice presidente da FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Rafael Cervone, para um bate papo com os jovens sobre “O Trabalho do Futuro e o Futuro do Trabalho”, na última sexta-feira, dia 1º de novembro. A atividade faz parte do projeto “Construindo Caminhos”.

Educação, mercado de trabalho e tecnologia são companheiros. Andam juntos. Ao contrário de que muitos pensam, e pregam, a evolução das máquinas é positiva, abre caminhos imagináveis a serem percorridos e surgem inovações em campos considerados tradicionalíssimos, como o ensino. “Quem estiver preparado sai na frente”, diz Rafael Cervone. “Escolas que estimulam trabalho em grupo já estão desenvolvendo habilidades que são fundamentais para o trabalho do futuro. Isso porque a tendência é ser individualista, mais fechado e mais tímido, conversando com a máquina, sem falar olho no olho. Estatísticas mostram que resolver problemas pessoalmente é 17 vezes mais eficiente que resolução por e-mail, por whatsapp”, exemplifica Cervone.

Além das adaptações e mudanças que o mercado de trabalho passou com todo o avanço, traçou o perfil do profissional que quer em seu time, mesclando várias gerações num mesmo ambiente para poder partilhar conhecimentos de diversas eras. E o que o futuro profissional, que ingressará no mercado, procura? É uma via de mão dupla. “Estudantes de hoje em dia buscam empresas com visão e valores alinhados com seus próprios princípios”, afirma o vice presidente da FIESP.

A tarde dos alunos dos 8ºs e 9ºe anos, Fundamental II,  e Ensino Médio foi enriquecida com muita informação, interrogações, questionamentos e inquietações. Rafael Cervone ilustrou o caminho que foi percorrido desde a Primeira Revolução Industrial até hoje, tempo de Indústria 4.0 e Educação 4.0. Exemplificou com o filme “Tempos Modernos” de Charlie Chaplin, como o futuro era imaginado em 1936. E agora, o que esperar do futuro a partir de 2019?
“Nós precisamos REIMAGINAR tudo”, finalizou brilhantemente a palestra Rafael Cervone.

O bate papo foi envolvente e com participação ativa dos alunos do NEI da Fundação Romi. Na abertura para perguntas, surgiram questionamentos como “profissões que trabalham no atendimento de pessoa, terão espaço? ”, “com os avanços, a longevidade aumentou, isso é bom ou ruim? ” , até a reflexão do aluno Tarik, que expressão tudo que foi conversado em uma frase Pior que um robô humanizado é um ser humano robotizado“.

“Construindo Caminhos” é um projeto de orientação vocacional e profissional desenvolvido pelas Psicólogas Dra. Patrícia Romi Cervone, Dra. Maria Pia Romi Campos e Dra. Theresa Beatriz F. Santos. Tem como objetivo levar o jovem a refletir e analisar sobre todos os aspectos relacionados ao que ele quer “SER/TER/FAZER” no futuro, na perspectiva de “construir caminhos” para o seu projeto de vida pessoal e profissional, além de avaliar sua trajetória histórica, e a partir dela, desenhar sua identidade profissional de forma crítica e responsável.

Sobre o Núcleo de Educação Integrada

O Núcleo de Educação Integrada é uma escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio cujo sistema de ensino, por meio de desafios e vivências laboratoriais, faz do aluno agente ativo de sua formação. Baseado na resolução de problemas (PBL) e tendo por essência a valorização do lúdico, o desenvolvimento da autonomia e o estímulo às competências socioemocionais, a metodologia ativa do NEI salvaguarda cada idade e fase da aprendizagem. Sua proposta pedagógica atende as exigências curriculares previstas pelo Ministério da Educação e se amplia à medida que as Áreas do Conhecimento se integram e resignificam o saber. Através de uma tecnologia problematizadora, crianças, adolescentes e jovens são instigados a pesquisar e a resolver problemas, favorecendo o desenvolvimento de competências socioemocionais necessárias aos desafios contemporâneos, à autonomia e às relações interpessoais. O Núcleo de Educação Integrada fica à Av. Monte Castelo, 1095, Jd. Primavera, em Santa Bárbara d’Oeste, SP. (19) 3499-1555. www.fundacaoromi.org.br/nei.

Sobre a Fundação Romi

Seu legado iniciou em 1957, em Santa Bárbara d’Oeste, pelo casal Américo Emílio Romi e Olímpia Gelli Romi. Tendo como missão promover o desenvolvimento social e humano através da educação e cultura, a Fundação Romi é pioneira na promoção da comunidade regional e na realização de ações sociais, beneficiando mais de 30 mil pessoas, por ano, através de seus dois grandes eixos: Educação e Cultura. Mantenedora do Núcleo de Educação Integrada, sua escola de Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio, oportuniza a formação integral, autônoma e protagonista de crianças, adolescentes e jovens. Além disso, promove, por meio de seu Centro de Documentação Histórica, projetos de educação patrimonial para crianças do Ensino Fundamental I, para reconhecimento e conhecimento da história local como elemento de cultura e cidadania. Somado a isso, seu Centro de Documentação Histórica também realiza o Processamento Técnico da memória do município para guarda, preservação e disponibilização do acervo à população para consulta e pesquisa. Dentre as unidades da Fundação Romi também está a Estação Cultural de Santa Bárbara d´Oeste que, por meio de oficinas livres, culturais e de formação, projetos de fomento à economia criativa, de elevação do status cultural e de ações socioeducativas atende milhares de pessoas por ano. A Fundação Romi está localizado à Avenida João Ometto, 200, Jd. Panambi, em Santa Bárbara d´Oeste. (19) 3499-1555. www.fundacaoromi.org.br.

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