Skip to content
SB24HORAS

SB24HORAS

Notícias na hora certa!

  • SE INSCREVA EM NOSSO CANAL
Primary Menu
  • Formula E
  • Santa Bárbara d´Oeste
  • Política
  • Região
  • Brasil / Mundo
  • Feiras Livres
  • Cultura
  • Auto Motor
  • Dennis Moraes
  • Social
  • Saúde
  • Opinião
  • TV24HORAS
Light/Dark Button
  • 24 Horas
  • Opinião

O setor público brasileiro não cabe mais no PIB

Dennis Moraes 23 de janeiro de 2023 6 minutes read
Fotos-corporativas-Samuel-Hanan-43

Samuel Hanan

Compartilhe essa notícia!

Por Samuel Hanan

  • SAFE GREEN - CERTIFICADO DIGITAL

Um dos principais desafios do próximo governo será reduzir a carga tributária, em especial sobre consumo e emprego, que sacrifica a população e não contribui para o desenvolvimento. Esta tarefa pode exigir mais de um mandato, tamanha sua proporção atual, porém é fundamental ser iniciada pelo governo eleito se, de fato, o Brasil quer se tornar um país mais justo e menos desigual.

A verdade é que o setor público brasileiro não cabe mais no PIB Brasil. Essa realidade é resultado de uma série de erros acumulados ao longo das últimas décadas, fruto de visões administrativas equivocadas, centradas na sanha arrecadatória, benefícios concedidos até mesmo em contrariedade à Constituição Federal, falta de planejamento a longo prazo, e viabilizadas diante da omissão de setores importantes da sociedade.

Até mesmo os números oficiais são contestáveis. Noticiada como correspondente a 33,60% do PIB, a carga tributária nacional na realidade é muito maior, aproximando-se do patamar de 41% do PIB. Isso porque não se pode considerar carga tributária somente a parcela relativa ao produto da efetiva arrecadação tributária, como acontece hoje, desconsiderando-se por completo que o cidadão comum não se beneficia de renúncias e nem de privilégios.

Somando-se a arrecadação efetiva (33,7% a 33,9% do PIB) aos gastos tributários da União, principalmente renúncias (de 4,5% a 4,7%), aos gastos tributários da estados e municípios, na forma de renuncias fiscais (0,8% a 1,0%), e às perdas com sonegação (2,5% a 3,0%), chegamos a um patamar entre 41,5% e 42,6% do PIB.

Trata-se de um número absurdo, que supera em muito a relação carga tributária/PIB registrada nos países desenvolvidos como Estados Unidos (de 25,3% a 27%), Canadá (31%), Austrália (27,5%) e Suíça (26,9) e até nos países emergentes como China (20,1%), México (23,6%) e Coréia do Sul (26,8%).

Mais grave é que o Brasil, com uma das 12 maiores cargas tributárias do mundo, devolve à população serviços públicos ruins, classificados na 30ª posição entre as nações. E, apesar disso, ainda gera déficit fiscal nominal de 4,0% a 4,2% do PIB. Um horror!

Lamentavelmente, o governo brasileiro cobra muito e cobra mal, uma vez que tributa pesadamente o consumo e as contribuições sociais, onerando o emprego, numa combinação cruelmente perfeita que pune sobremaneira as classes C, D e E. Basta ver que da arrecadação efetiva (correspondente a 33,9% do PIB) mais de dois terços (23% do PIB) advêm do consumo, somando-se os 14,76% referentes a bens e serviços, e os 8,19% das contribuições sociais. O restante é fruto de renda e ganhos de capital (8,02%), impostos sobre propriedades (1,65%), e outros (1,28%).

Como se não bastasse, há o tributo inflacionário, caracterizado pela não-correção das tabelas do Imposto de Renda Pessoa Física porque isso significa, na prática, aumentar imposto sem lei autorizativa. A defasagem, segundo cálculos do Sindifisco, é da ordem de 149%. Ou seja, a isenção do IR, que hoje beneficia quem ganha até R$ 1.903,98 por mês, alcançaria quem recebe até R$ 4.700,00 por mês se houvesse a correção. Em outras palavras, imensa parcela dos brasileiros paga a mais R$ 450,00 por mês de IR enquanto, por outro lado, quem recebe R$ 1,00 ou R$ 10,00 ou R$ 100,00 milhões a título de dividendos não paga um centavo de IR. Tamanha distorção só contribui para aumentar a injustiça social.

Enquanto isso, o déficit nominal atual, da ordem de 4% a 4,2% do PIB, é financiado pela contração de novas dívidas que geram obrigações anuais de pagamentos de juros hoje no patamar de 13,75% ao ano (taxa Selic). Isso significa dizer que o país paga R$ 54,6 bilhões por ano de juros sobre esse déficit anual, correspondente a R$ 400 bilhões.

O acúmulo de déficits do setor público, problema crônico nacional, já elevou as dívidas brasileiras para o astronômico número de R$ 7,3 a R$ 7,5 trilhões e à consequente cobrança de juros de R$ 1 trilhão por ano. Mesmo em um cenário otimista – com redução da Selic de 13,75% para 9% ou 10% ao ano – o Brasil pagaria juros de R$ 657 bilhões a R$ 750 bilhões/ano, montante superior a 5 orçamentos anuais do SUS ou suficiente para custear por 4 anos as despesas com o programa de transferência de renda (seja com o nome de Auxílio ou Bolsa Família), valor, aliás, objeto da PEC da Transição que o governo eleito negocia com o Congresso Nacional.

A revisão do setor público, com redução do seu déficit a 2% do PIB, no máximo, certamente implicaria em inflação mais comportada e em redução da taxa Selic para 8% ou 9% ao ano. Consequentemente, com a dívida pública de R$ 7,3 a R$ 7,5 bilhões, os juros anuais seriam reduzidos dos atuais R$ 900 bilhões ou até R$ 1 trilhão para menos de R$ 600 bilhões, economia substancial para uma nação que reclama a falta de recursos para investimento em setores essenciais.

É urgente enfrentar o gigantismo da máquina pública ineficiente, cara e cheia de privilégios, pois da arrecadação, que representa 33,9% do PIB, consome cerca de 35%, sendo 13% com salários do funcionalismo, de 7,5% a 9% com juros sobre dívidas, outros 3% com o déficit do Regime Geral da Previdência (INSS) e mais 1,1% com o déficit da Previdência de servidores públicos do Executivo, Legislativo e Judiciário. A situação é agravada pela enorme quantidade de municípios – 5.570 -, dos quais 68% possuem menos de 20 mil habitantes e não têm condições de se autossustentar, dependendo exclusivamente do Fundo de Participação dos Municípios.

Com tal distorção, os custos da máquina, dos programas sociais, dos serviços contratados e dos investimentos públicos são suportados pela sobra de arrecadação, de 7% a 9,8% do PIB, mais o déficit público de 4% a 4,2% do PIB, caracterizando-se, portanto, sério entrave ao desenvolvimento nacional. (Uma espécie de cachorro correndo atrás do próprio rabo)

O Brasil somente conseguirá equilibrar as contas e voltar a crescer se atacar as causas do gigantismo do setor público, cortar despesas, reduzir privilégios, renúncias fiscais, combater efetivamente a corrupção entre os agentes públicos e corrigir as enormes desigualdades regionais e sociais atuando sobre a raiz desse problema. O tamanho do desperdício ultrapassa 9% – 10% do PIB, ou seja, R$ 900 bilhões a R$ 1,0 trilhão/ano. De nada adiantará tomar medidas pontuais, espasmódicas, se não forem buscadas soluções para suas  origens: gigantismo da máquina, corrupção, e renúncias fiscais ilegítimas.

Sem isso, a nação continuará patinando no esforço em busca do desenvolvimento e seguirá penalizando a população mais pobre.

**Samuel Hanan é engenheiro com especialização nas áreas de macroeconomia, administração de empresas e finanças, empresário, e foi vice-governador do Amazonas (1999-2002). Autor dos livros “Brasil, um país à deriva” e “Caminhos para um país sem rumo”. Site: https://samuelhanan.com.br

(Os comentários são de responsabilidade do autor, e não correspondem à opinião do SB24Horas)

About The Author

Dennis Moraes

https://dennismoraes.com.br/

See author's posts

Compartilhe essa notícia!
Tags: Samuel Hanan

Post navigation

Previous: Com a regulamentação, especialistas apontam para o crescimento dos criptoativos no Brasil
Next: Blessed By the Wind inicia ciclo de novidades da Midnight Mocca

Relacionadas

Ranking revela os bairros de São Paulo que mais despertam dúvidas de segurança no Google
  • 24 Horas
  • Variedades

“É perigoso?”: ranking revela os bairros de São Paulo que mais despertam dúvidas de segurança no Google

Dennis Moraes 17 de janeiro de 2026
Nova Ambulância 01 - imprensa
  • 24 Horas
  • Política

Vereador Rony Tavares questiona frota de ambulâncias, mas situação da saúde em Santa Bárbara d’Oeste já é alvo de alertas e reclamações de moradores

Dennis Moraes 16 de janeiro de 2026
Area Florestal Suzano (1)
  • 24 Horas
  • Região

Suzano restaura mais de 1,7 mil hectares de Mata Atlântica no Estado de São Paulo

Dennis Moraes 15 de janeiro de 2026
  • Quem Somos
  • Expediente
  • Política de Privacidade
  • Política de Cookies
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • APOSERV SERVIÇOS PREVIDENCIÁRIOS
  • Podóloga Especialista pés Diabéticos
  • Podóloga Especialista pés Diabéticos

Tags

#SantaBárbaraD'Oeste Americana Bebel Brasil campanha Crianças cuidados cultura DAE Dengue Dennis Moraes desenvolve sbo dicas educação emprego fiscalização informações inscrições LBV Nova Odessa Obras opinião Paiva Netto PAT piracicaba prefeitura prevenção Rafael Piovezan SantaBarbaraDOeste Santa Bárbara Santa Bárbara d´Oeste saúde saúde mental SaúdePública SB24Horas SBO sbocity Sustentabilidade Suzano Tivoli Shopping TivoliShopping tratamento Vacinação vagas Vereadores

Desenvolvido por Dennis Moraes - Portal SB24HORAS

Fale Conosco