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O que os estudos já mostraram sobre a relação do coronavírus com os nutrientes

É comum que os diferentes tipos de vírus tenham relação com os nutrientes que temos em nosso organismo. Aos poucos, a ciência vai descobrindo como o coronavírus reage aos vários compostos, o que abre margem para estudos futuros que podem indicar quais alimentos poderiam ou não amenizar os riscos e os efeitos da covid-19.

Vitamina D

Ainda no ano passado, logo no início da pandemia, foi divulgado o primeiro estudo que relacionava a infecção pelo coronavírus à deficiência de vitamina D no organismo. No entanto, a metodologia da pesquisa causou muita polêmica, o que tornou o estudo inconclusivo. Outras pesquisas de várias partes do mundo também observaram que os pacientes em estado mais grave tendiam a apresentar falta do nutriente. Entretanto, nenhuma delas apresentou dados suficientes para que a ingestão da vitamina fosse recomendada especificamente para este caso.

Vitamina A

A vitamina A, presente em vários alimentos do nosso dia-a-dia, também pode ter sua importância na redução dos efeitos da doença. A baixa concentração do nutriente no organismo está relacionada com a alteração na atividade das células do sistema imunológico e, por isso, a deficiência da vitamina já foi ligada com um maior risco de infecção. Ela também tem papel inibidor comprovado na proliferação de outras doenças, como a Influenza. Mas, como a covid-19 ainda é muito nova para contar com estudos aprofundados, também não há dados suficientes para ligar os altos níveis do nutriente a uma amenização dos efeitos da doença.

Vitamina K

Uma pesquisa realizada na Holanda ano passado sugeriu que os infectados pelo coronavírus que têm baixo nível de vitamina K no organismo tendem a ter a saúde mais impactada. A vitamina K tem papel reconhecido na melhora da coagulação sanguínea e, por isso, os pesquisadores partiram do princípio que o nutriente poderia ajudar a prevenir os estragos na elastina pulmonar, que causa falta de ar e dificuldades para respirar. Mas, mais uma vez, a comunidade científica alertou que a correlação não significa causalidade, ou seja, ainda é cedo para apontar a vitamina como eficiente no combate aos efeitos mais graves.

Zinco

A falta de zinco pode estar relacionada ao surgimento de alguns sintomas da covid-19, como a perda do olfato e do paladar. Eles ocorrem graças ao estresse oxidativo dos neutrófilos, que são células responsáveis pela defesa do organismo. Vários estudos anteriores à pandemia já ligaram esse estresse à falta de zinco no organismo, o que pode indicar que o nutriente está relacionado com os sintomas em questão.

É preciso ter cuidado com estas informações

Como você viu, nenhum estudo é conclusivo em relação ao papel de diferentes nutrientes no combate à covid-19. Todos eles apenas indicam ou sugerem que algum composto pode ter um papel importante na amenização de algum dos sintomas da doença. Por isso, nenhum alimento pode ser considerado salvador.

Ainda assim, essas pesquisas têm um papel importante e reforçam que é preciso dar uma atenção especial à alimentação em tempos de pandemia, já que a dieta equilibrada é capaz de fornecer os diferentes nutrientes e manter o nosso corpo protegido contra vários perigos. Muitos estão tomando esses cuidados, considerando que o faturamento com vitaminas cresceu 66% no ano passado.