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Número de endividados cresce e atinge quase 70% da população brasileira

Esta é a maior proporção em 11 anos de pesquisa

 

A pandemia provocou uma verdadeira crise global. Não bastasse a tragédia sanitária, também estamos passando por um período de instabilidade econômica. Devido às medidas de restrição e a impossibilidade do funcionamento pleno das atividades econômicas, muitas empresas tiveram de fechar as portas definitivamente e demitir funcionários. Com 14,8 milhões de desempregados, as famílias vivem agora um momento de incerteza.

 

Não é por acaso que quase 70% dos brasileiros estão endividados – maior índice em 11 anos. A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), coleta dados desde 2010 e constatou que, em junho deste ano, o número de endividados chegou a 69,7%. Essas dívidas se referem às contas em aberto no cartão de crédito e em carnês de lojas, por exemplo.

 

O nível de inadimplência também aumentou. Sem ter de onde tirar dinheiro, as famílias não estão conseguindo pagar as contas, uma vez que acabam priorizando as despesas essenciais, como alimentação, gás de cozinha e energia elétrica. Aliás, a inflação tem atingido especialmente esses setores. Itens básicos, como arroz, feijão e carne, subiram 46,21%, 48,19% e 38,17%, respectivamente. A conta de luz está na bandeira vermelha, que é a mais cara, e o preço do botijão de gás chega a custar mais de R$ 100,00.

 

Esse cenário de crise econômica, dívida e inadimplência atinge principalmente as famílias mais pobres. No ano passado, a situação foi amenizada por conta do auxílio emergencial, aprovado pelo Senado Federal, no valor de R$ 600,00 (R$ 1.200,00 para mães solteiras). Mas ele foi diminuindo gradativamente, sem que houvesse uma melhora evidente da situação econômica, e hoje chega a R$ 150,00 por pessoa, menos da metade do montante inicial e não leva em consideração a inflação.

 

Alternativas para o endividamento e a inadimplência

Uma boa dica para quitar as dívidas e sair da inadimplência é utilizar o valor do abono salarial. Ele é um benefício concedido a todo trabalhador cadastrado no Programa de Integração Social (PIS) que tenha exercido atividade remunerada para pessoa jurídica por pelo menos 30 dias durante o ano-base considerado. O montante pode chegar até a um salário mínimo, que hoje está em R$ 1.100,00. É possível consultar o PIS pelo CPF no site da Caixa Econômica Federal – instituição responsável pelos depósitos.