Portal SB24Horas

Conteúdo é aqui!

Nova Odessa: Empreendedorismo socioambiental está na moda


Inovando desde cedo, a jovem Karina dos Santos, logo aos quatro anos, começou a criar roupas para suas bonecas. Uma brincadeira de criança nada convencional que pode ter sido determinante em sua tomada de gosto pela indústria da moda – a quinta principal manufatureira do mundo.

De acordo com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o empreendedor envolvido com atividades relacionadas a esse segmento precisa ter um perfil criativo, que o mantenha integrado ao mercado. “Aconselhamos o futuro profissional a fazer uma autoanálise para identificar algumas características importantes para o seu desenvolvimento no setor”, recomenda a instituição.

“Nunca gostei que as pessoas usassem roupas parecidas com as minhas, por isso passei a procurar peças que me garantissem um estilo próprio, mas nada muito extravagante”, comenta a jovem americanense, de 24 anos.

Segundo o Sebrae, o Brasil fatura aproximadamente R$ 70 bilhões por ano nesse ramo, ocupando respectivamente o 5° e 4° lugares nas indústrias têxtil e de vestuário. “É o único país do ocidente a possuir toda a cadeia produtiva, sendo essencialmente formada por pequenas e médias empresas”, revela a entidade.

Karina concluiu o curso de Tecnologia em Design de Moda há três anos. Era uma das mais novas da classe. “Antes, fiz técnico em Design de Interiores, área que se aproxima da graduação que escolhi”, lembra ela.

“O mercado da moda necessita de profissionais especializados na industrialização e comercialização de produtos ligados à beleza, vestuário, joias e acessórios. Americana é cidade polo têxtil e sua vizinha Limeira é polo joalheiro. A região possui inúmeros shoppings e seu varejo se mostra aquecido, justificando a busca pelo conhecimento desta área reconhecida mundialmente como segmento que impulsiona o desenvolvimento da pesquisa, indústria e comércio”, informa o Centro Universitário Salesiano de São Paulo (Unisal), unidade Dom Bosco – Americana, onde a jovem se graduou.

Moda sustentável

Para a profissional, é necessário buscar um diferencial para empreender no universo da moda. E um design ambientalmente responsável pode ser uma boa pedida, em sua opinião.

Segundo o Portal Sebrae, o estilo ecologicamente correto é um nicho de mercado que pode ajudar a aumentar a competitividade e alavancar o faturamento de empreendedores socioambientais. “O público de moda sustentável é crítico, consciente de seus hábitos de consumo e, por isso, valoriza um produto muito além da modelagem e do belo, mas com respeito à ética, sua relação com a natureza e com as pessoas. Este público valoriza uma peça de roupa, calçado ou acessório que contemple, em alguma medida, os princípios de moda sustentável. Ou seja, que seja feita de matéria-prima renovável, que polua menos para ser fabricada e que seja oferecida por empresa que paga um valor justo aos trabalhadores envolvidos no processo de fabricação”, ressalta uma cartilha da instituição.

“Com esta reportagem, a Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip) Instituto de Educação e Meio Ambiente (IEMA) comprova que o empreendedorismo socioambiental está mais que na moda”, conclui sua presidente, Ana Lúcia Maestrello de Micheli, que está ansiosa para o início do Curso de Empreendedorismo Socioambiental que irá ministrar para os jovens do Jardim São Jorge, em Nova Odessa, a partir da próxima quinta-feira (7).

Comentários

Dennis Moraes