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Nova Odessa: Atendendo determinação do Ministério da Saúde, vacinação contra poliomielite sofre alterações


Vacina está sendo recolhida em todo País e imunização só será retomada em julho

 

 

O Ministério da Saúde anunciou mudanças na imunização das crianças contra a poliomielite. A vacina está em fase de alteração e, com isso, não está mais sendo aplicada nos postos de Saúde de Nova Odessa. As novas doses serão recebidas no início do segundo semestre, quando acontece a Campanha Nacional de Vacinação contra a Polio.

 

A Poliomielite é uma doença viral que pode afetar os nervos e levar à paralisia parcial ou total. Apesar de também ser chamada de paralisia infantil, a doença pode afetar tanto crianças quanto adultos. No Brasil a imunização contra a doença foi incorporada à caderneta de vacinas obrigatórias e é realizada anualmente.

 

A doença está erradicada do Brasil desde 1989 e em setembro do ano passado a África recebeu o certificado de erradicação. Atualmente, o vírus da poliomielite é transmitido apenas no Paquistão e Afeganistão.

 

Chegamos em uma nova fase da erradicação contra a pólio”, explica a coordenadora da Vigilância Epidemiológica de Nova Odessa, Paula Mestriner. Segundo ela, em alguns países foram constatados casos de contágio da doença causados por um dos vírus existentes na fórmula. “Em Nova Odessa nunca tivemos casos assim, mas o Ministério da Saúde e também os outros países que usam a vacina estão substituindo as doses por um novo tipo de imunização, considerada mais eficaz”, explicou, frisando que a mudança acontece em todo o mundo.

 

No Brasil, o Ministério da Saúde está alterando a vacina oral – a famosa gotinha – de trivalente (com três tipos de vírus) para bivalente (com apenas dois tipos). “Estudos apontaram que o poliovírus vacinal tipo 2 podia causar, em alguns casos, a doença. Com isso está sendo produzida uma nova vacina, que utiliza apenas os poliovírus 1 e 3”, afirmou Paula.

 

A coordenadora destacou que a eficácia da nova vacina é a mesma e que, por conta da necessidade de troca das doses, a imunização com a vacina da pólio oral estará suspensa até julho, quando o Município deve receber os novos lotes para a campanha.

 

Segundo ela, as campanhas anuais de imunização contra a polio estão mantidas e a partir deste ano as crianças até 5 anos de idade receberão as novas gotinhas.

Além da troca da vacina oral, o Ministério da Saúde também promoveu alterações no esquema vacinal das doses intramusculares (injeções) aplicadas nos bebês.

 

Paula explicou que a vacina injetável contra a pólio era aplicada aos 2 e 4 meses e aos 6 meses o bebê recebia imunização oral, através das gotinhas. Aos 15 meses e aos 4 anos, um novo reforço era feito, também via oral.

 

Com as alterações anunciadas pelo Ministério da Saúde, a terceira dose (aplicada aos 6 meses de idade) passa a ser injetável. A versão oral da vacina continua sendo indicada para os reforços aos 15 meses e 4 anos

 

Paula pediu colaboração dos pais neste momento de transição. “Sabemos que muitos pais buscam a vacina, mas até a campanha em agosto, o Brasil inteiro estará sem a vacina oral da pólio. É uma transição necessária e, em breve, tudo estará normalizado”, afirmou.

 

Ela destacou que as crianças que não receberem a vacina oral da pólio nesse período de março a julho serão contempladas na campanha de agosto, quando serão colocadas em dia todas as carteirinhas de vacinação.

 

MAIS ALTERAÇÕES – Além da vacina contra a poliomielite, o Ministério da Saúde também anunciou alterações na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia. Neste caso, eram aplicadas três doses e um reforço nas crianças. No entanto, estudos apontaram que com apenas duas doses e um reforço a imunidade estava garantida.

 

Com isso, ao invés de ser vacinada aos 2, 4 e 6 meses e receber o reforço com um ano, a criança receberá as doses aos 2 e 4 meses e depois o reforço com 12 meses”, disse a coordenadora.

 

 

Foto: Osnei Réstio

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Dennis Moraes