No Dia de Combate à Poluição, Oscip faz manifesto em Nova Odessa


Preocupado com a emissão de poluentes por automóveis e a mobilidade urbana em Nova Odessa (SP), o Instituto de Educação e Meio Ambiente (IEMA) fará um manifesto amanhã – Dia de Combate à Poluição (14/08).

A entidade convidou os alunos de seu Curso de Empreendedorismo Socioambiental para a mobilização, mas deixa a população novaodessense à vontade para também participar. Os interessados devem comparecer às 17h na Av. Antônio Rodrigues Azenha com a sua mensagem de conscientização sobre a data. O IEMA fornecerá máscaras contra a poluição de uma das principais avenidas de acesso à região central da cidade.

“A escolha dessa via se deu após um diagnóstico que realizamos ontem em seus horários de pico – das 7h às 8h e das 17h30 às 18h30: de cada dez carros que passaram por lá, sete estavam apenas com o motorista. Isso é um reflexo de nossa atual cultura de consumo, de um transporte público deficiente e da pouca segurança que as estradas oferecem a ciclistas, por exemplo”, informa a presidente organização socioambiental da cidade, Ana Lúcia Maestrello de Micheli, de 41 anos.

O comerciante local, Carlos Ragonha, 61, reclama da sujeira que a poluição tem causado em seu estabelecimento: “preciso limpar meu bar de hora em hora. Os panos saem pretos, toda vez”. “Hoje, não conseguimos mais respirar um ar puro por aqui, e a poluição dos escapamentos dos carros é a culpada disso”, enfatiza o operador de máquina, Carlos Eduardo Espin, 35.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), a poluição do ar mata oito milhões de pessoas no mundo, anualmente. Somente no Estado de São Paulo, entre 2006 e 2011, 99 mil pessoas morreram por doenças respiratórias ou cardiovasculares ligadas às partículas finas que saem dos escapamentos dos veículos e das chaminés das indústrias que usam carvão e diesel, revela um estudo do Laboratório de Poluição Atmosférica da Universidade de São Paulo (USP).

Para a OMS, 50 microgramas dessas partículas por metro cúbico de ar ao dia é o limite aceitável. “Em nosso país, permitem até 150 mcg/m³. Esse tipo de poluição provoca inflamações em todo o sistema respiratório e, se chegam à corrente sanguínea, geram inflamações em veias e artérias, dificultando a circulação de sangue. Vale ressaltar que problemas cardiovasculares são responsáveis por 80% das mortes relacionadas a poluentes atmosféricos”, afirma Ana Lúcia.

A proposta ativista do IEMA é exemplo de responsabilidade ambiental de uma Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip), qualificação que o instituto recebeu em abril deste ano, sendo a primeira de Nova Odessa.

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