Nada que é bom acontece por acaso. Júlio César estava bem preparado

Créditos: Rafael Ribeiro / CBF

Júlio César é reconhecidamente, desde garoto, um grande pegador de pênaltis.

Victor, não a toa, é o “São Victor” para a torcida do Atlético Mineiro, devido às muitas penalidades máximas com que foi decisivo na conquista da Libertadores de 2013.

Jefferson é outro “especialista” em defender pênaltis, como tem mostrado nos treinamentos, em Teresópolis, e mesmo pela Seleção Brasileira, em um amistoso contra o México, em Torréon.

Essa característica são resultado, evidentemente, da competência dos goleiros da Seleção Brasileira – afinal, eles são os melhores na posição. Mas também consequência de muito treinamento e do trabalho em conjunto da comissão técnica da Seleção Brasileira.

– Não foi por acaso que o Julio Cesar defendeu as duas cobranças. Ele sabia muito bem o jeito de bater dos jogadores chilenos, graças a um vídeo que assistimos na véspera do jogo – explica o preparador Carlos Pracidelli.

Na sexta-feira à noite, depois de preleção de Luiz Felipe Scolari, Carlos Pracidelli, Júlio César, Victor e Jefferson assistiram, durante 40 minutos, a diversos cobranças de pênaltis dos chilenos, tanto na seleção como nos clubes em que jogam.

– Esses lances foram selecionados pelo nosso analista de desempenho, Thiago Larghi. Foi um excelente trabalho feito por ele e que ajudou muito o Júlio.

Pracidelli conta que a maneira de bater do atacante Pinilla – foi o primeiro chileno a cobrar – estava muito bem estudada.

– Ele batia forte, quase sempre no meio do gol. Então, em um jogo decisivo, no nível de tensão que estava, depois de 120 minutos, ele não iria mudar o jeito.

O mesmo aconteceu na cobrança de Alexis Sanchez, que já tinha sido vista várias vezes no vídeo.

– O Jùlio César poderia até ter defendido uma terceiro cobrança, foi por pouco. Tudo graças ao seu talento, mas também ao vídeo que nós assistimos.

CBF

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