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Mosquito da dengue precisa ser combatido durante todo o ano, diz especialista

Redação 20 de novembro de 2021 4 minutes read
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De acordo com o último Boletim Epidemiológico do Ministério da Saúde, foram notificados 918.773 casos prováveis de dengue no país, sendo a taxa de incidência de 437,2 casos para cada 100 mil habitantes. Os dados apontam que a região Centro-Oeste apresentou a maior incidência com 1.149,5 casos/100 mil habitantes; seguida das regiões Sul, com 929,5 casos/100 mil habitantes; Sudeste com 339,2 casos/100 mil habitantes; o Nordeste com 234,0 casos/100 mil habitantes e o Norte do país com 105,8 casos/100 mil habitantes.

Dengue é uma doença febril grave, causada por um arbovírus – vírus transmitido por picada de insetos, especialmente os mosquitos. Ainda não existem vacinas ou medicamentos para combater a doença que pode, inclusive, levar à morte. Os sintomas da dengue variam de acordo com a pessoa mas, em geral, são dores no corpo, dor de cabeça, falta de apetite e febre maior que 38ºC.

E foram esses os sintomas que a publicitária Nathália Gardini sentiu nas duas vezes em que pegou dengue. “Eu não conseguia nem levantar da cama, o corpo doía muito, principalmente nas articulações. Tudo doía, era difícil levantar, caminhar e no final do dia sempre tinha uma febre que aparecia. Eu não conseguia me alimentar direito, então tudo era muito difícil”, contou.

O mosquito Aedes aegypti precisa de água parada para se proliferar e o período do ano com maior transmissão são os meses mais chuvosos de cada região, mas é importante manter a higiene e evitar água parada todos os dias, porque os ovos do mosquito podem sobreviver por um ano até encontrar as melhores condições para se desenvolver.

Por isso, o combate ao mosquito deve ser realizado durante todo o ano, como explica a médica infectologista, Rebecca Saad, que é coordenadora do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar do Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (CEJAM).

“É fundamental combater o mosquito da dengue, pois ele é o vetor da doença. Não existe dengue sem o mosquito. Então, se eu combato o mosquito, eu passo a não ter casos dessa doença viral na minha redondeza, na minha vizinhança, no meu município. Então é fundamental e não pode acontecer esse olhar para combater o  mosquito só perto do verão. Tem que acontecer o ano inteiro para que se possa tirar os criadouros do mosquito ali da região”, destacou a médica.

Cada cidadão pode ajudar a prevenir a dengue eliminando água armazenada que pode se tornar possível criadouro, como em vasos de plantas, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e até mesmo em recipientes pequenos, como tampas de garrafas.

Medidas simples podem ser adotadas, como substituir a água dos pratos dos vasos de planta por areia; deixar a caixa d’água tampada; cobrir os grandes reservatórios de água, como as piscinas, e remover do ambiente todo material que possa acumular água.

O penúltimo sábado de novembro foi instituído como o Dia Nacional de Combate à Dengue pela Lei nº 12.235/2010, para mobilizar iniciativas dos governos federal, estadual e municipal e a participação da população com objetivo de combater o vetor da doença – o mosquito Aedes aegypti.

Pandemia da Covid-19

Neste ano, por conta do cenário de pandemia no Brasil, a “Capacitação de profissionais para o uso do Biolarvicida – ESPINOSADE utilizado no controle do Aedes aegypti”, nos estados foi realizada de forma virtual pela Coordenação Geral de Vigilância das Arboviroses do Departamento de Imunização e Doença Transmissíveis do Ministério da Saúde.

A capacitação tem como público-alvo os técnicos das Secretarias Estaduais e Municipais de Saúde envolvidos tanto na gestão quanto na realização direta de ações de controle de doenças transmitidas por Aedes aegypti. O objetivo é capacitar estes profissionais na tecnologia de aplicação, manipulação e segurança no trabalho para o uso do larvicida biológico Natular (Espinosade) no controle larvário usado nas ações de rotina dos programas de controle das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti.

 

(Os comentários são de responsabilidade do autor, e não correspondem à opinião do SB24Horas)

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