Foto: Instagram - Reprodução
Cantor baiano faleceu na manhã desta terça-feira (13), em Salvador; artista enfrentava um linfoma não Hodgkin e marcou gerações com sucessos que embalaram carnavais em todo o Brasil
O cantor Netinho, um dos nomes mais conhecidos da história do axé music brasileiro, morreu na manhã desta terça-feira (13 de outubro), aos 60 anos, em Salvador, na Bahia. A morte foi confirmada pela equipe do artista nas redes sociais.
Conhecido nacionalmente por sucessos como “Milla”, “Beijo na Boca” e “Prefixo de Verão”, o músico enfrentava um linfoma não Hodgkin do tipo B, diagnosticado em 2025. Segundo informações divulgadas pela assessoria, a doença evoluiu para um quadro de falência renal e disfunção múltipla de órgãos.
Em comunicado, a equipe lamentou a morte e destacou a trajetória artística construída pelo cantor, marcada pela energia nos palcos, pela relação com o público e pela contribuição à música brasileira.
Uma voz que marcou o axé brasileiro
Nascido Ernesto de Souza Andrade Júnior, em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo Baiano, Netinho construiu sua carreira musical em Salvador, cidade que se tornou um dos principais centros de sua trajetória artística.
O cantor ganhou projeção nacional como vocalista da Banda Beijo, antes de seguir carreira solo, iniciada na década de 1990. Foi nesse período que consolidou seu espaço entre os principais intérpretes do axé music, gênero que conquistou o Brasil com a força do Carnaval baiano.
A música “Milla” tornou-se um dos maiores sucessos de sua carreira e atravessou gerações, sendo lembrada em festas, carnavais e apresentações por todo o país. O repertório também inclui canções como “Menina”, “Beijo na Boca” e “Preciso de Você”.
Com seu estilo característico e apresentações marcadas pela interação com o público, Netinho ajudou a levar a música baiana a diferentes regiões do Brasil, tornando-se uma figura reconhecida na história dos trios elétricos e das micaretas.
Luta contra o câncer
O artista tornou público o diagnóstico de linfoma não Hodgkin em 2025, após passar por uma internação em Salvador. Na ocasião, iniciou o tratamento e chegou a retomar compromissos profissionais.
Em 2026, porém, a doença voltou a se manifestar, levando à retomada da quimioterapia e ao afastamento gradual da rotina artística. Nas últimas semanas, Netinho permaneceu internado na capital baiana.
Durante o tratamento, o cantor compartilhou com os fãs reflexões sobre a vida, a carreira e a gratidão pelas experiências vividas. Em nota, sua equipe recordou uma frase que ele costumava dizer ao falar sobre a própria trajetória:
“Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei. Levarei comigo o sorriso de cada fã que foi feliz com a minha arte.”
Despedida reservada
De acordo com a assessoria, o velório e a cremação serão realizados de forma reservada, com a presença de familiares e amigos próximos, conforme o desejo manifestado pelo próprio artista.
A equipe também pediu respeito à privacidade dos familiares e amigos neste momento de luto.
Legado na música brasileira
A morte de Netinho representa a despedida de uma das vozes associadas à expansão nacional do axé music, especialmente durante as décadas de 1990 e 2000. Suas canções permanecem presentes na memória de diferentes gerações e na história do Carnaval brasileiro.
Mais do que os sucessos que dominaram as rádios e os trios elétricos, o artista deixa uma trajetória ligada à música baiana e a um período em que o axé conquistou palcos e públicos em todo o país.
SB24Horas — Notícias na hora certa.







