Mobilização nacional para combater a dengue e a febre chikungunya acontece pela segunda vez em 7 de fevereiro

Dengue atinge mais de 50 mil na região de Campinas em 2014. Pesquisa realizada pelo Ministério da Saúde, em conjunto com estados e municípios, em 1.463 cidades brasileiras no mês de outubro revela: 117 municípios em situação de risco e 533 em alerta

 

Imunologista da Carelink aponta os malefícios do vírus para
o trabalhador e para a empresa

 

Com o objetivo de combater a dengue e o Chikungunya, o Ministério da Saúde iniciou no dia 15 de novembro a campanha “O perigo aumentou. E a responsabilidade de todos também”, divulgando orientações à população sobre como evitar a proliferação dos mosquitos causadores das doenças e alertar sobre a gravidade das enfermidades.

 

Uma mobilização nacional com foco nesta problemática aconteceu em 6 de dezembro.  Como cerca de 80% dos criadouros estão nas residências, o papel de cada família, para verificar e eliminar possíveis locais que acumulam água será reforçado no dia 7 de fevereiro, com o Dia D+1.

 

Região

O verão de 2014 não trouxe a chuva que a região de Campinas esperava, mas foi o período da maior epidemia de dengue da história da metrópole e de algumas cidades vizinhas, como Americana, Nova Odessa e Santa Bárbara d’Oeste. Ao todo, esses municípios contabilizaram mais de 50 mil ocorrências da doença este ano e dezenas de mortes foram confirmadas, segundo dados das Secretárias de Saúde da região.

 

Pesquisa

O Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti (LIRAa) de outubro deste ano revela que 117 municípios brasileiros estão em situação de risco para a ocorrência de epidemias de dengue, outros 533 em alerta e 813 cidades com índice satisfatório.

 

Elaborado pelo Ministério da Saúde em conjunto com estados e municípios, o LIRAa foi realizado em outubro deste ano em 1.463 cidades. A pesquisa é considerada um instrumento fundamental para orientar as ações de controle da dengue, o que possibilita aos gestores locais de saúde anteciparem as ações de prevenção.

 

Trabalho nas Empresas

O vírus da Dengue, clássica ou hemorrágica, demora de 3 a 8 dias para se manifestar no organismo depois da picada do mosquito, período chamado de incubação. Terminada esta primeira fase da doença, ele afeta ferozmente o sistema imunológico do indivíduo, e essa depressão pode gerar febre alta, dores fortes nas articulações, cabeça e olhos, náuseas, vômitos, moleza, tonturas e extremo cansaço. Durante 10 a 12 dias, a pessoa infectada é impossibilitada de realizar as atividades cotidianas, entre elas trabalhar.

 

“A Dengue é um problema grave para qualquer empresa porque ausenta o funcionário durante duas semanas, e esse intervalo pesa no bolso tanto para o lado produtivo, cumprimento de metas, como também para o criativo, em reuniões de planejamento e sugestão de novas ideias. Além disso, o organismo demora até dois meses para reestabelecer 100% sua imunidade, durante esse tempo a pessoa irá trabalhar meia fase, desanimada, suscetível a contrair novas patologias”, ressalta a médica imunologista Maria Helena Graça, do Programa de Atenção Integral da Carelink.

 

Em relação à febre chikungunya, a imunologista afirma que as características são semelhantes as da dengue, cuja transmissão também é feita pelo mesmo vetor, o Aedes Aegypti, e também impedem o indivíduo de trabalhar até sua recuperação total. Pode afetar pessoas de todas as idades e ambos os sexos, sendo a apresentação clínica conhecida por variar de acordo com a idade: os muito jovens (neonatal) e idosos são os mais afetados pelas manifestações graves da doença, por fatores como: imunidade baixa.

 

A febre Chikungunya pode levar as queixas de dor corporal difusa muito mais forte e localizada nas articulações e tendões das extremidades do corpo, com duração por vezes de meses, o que condiciona uma impossibilidade de realizar suas atividades de vida e trabalho por tempo prolongado. Existem relatos em trabalhos científicos de pacientes apresentarem dores debilitantes em extremidades e tronco por até um ano após o início da doença. Em termos laborais, o impacto do absenteísmo e perda da produtividade dos trabalhadores é difícil de definir e bastante preocupante.

Dentre os sintomas  mais comuns de febre chikungunya, muitas vezes prolongados debilitantes, estão: febre, dor nas articulações, dor nas costas, dor de cabeça, erupções cutâneas, fadiga, náuseas, vômitos, mialgias. O diagnóstico da doença é confirmado por exames sorológicos.

Prevenção e tratamento

A prevenção da febre chikungunya (CHYKV) é idêntica à que já vem sendo amplamente divulgada nas campanhas preventivas em relação à dengue: a tentativa de eliminação do vetor – mosquitos aedes aegypt – evitar o acúmulo da água, colocar areia nos vasos de plantas, limpeza de calhas nos telhados, colocação de tela nas janelas, cobertura com tela de piscinas, caixas d1água, aquários e outras coleções de água limpa, manter o lixo caseiro sempre envasados e fechados e o uso diário de repelentes em áreas da pele que ficam expostas.

 

É importante apenas tomar muito líquido para evitar a desidratação. Caso haja dores e febre, pode ser receitado algum medicamento antitérmico, como o paracetamol. Em alguns casos, é necessária internação para hidratação endovenosa e, nos casos graves, tratamento em unidade de terapia intensiva. Como na dengue, pacientes com febre chikungunya devem evitar medicamentos à base de ácido acetilsalicílico (aspirina) ou que contenham a substância associada devido ao efeito anticoagulante (hemorrágico) desse tipo de medicamentos.

 

Programa de Atenção Integral (PAI)

As ações de conscientização da Carelink, através do PAI, ocorrem nas unidades empresariais, em domicílios, com envio de newsletters e e-mails, assim como material de palestras, que podem ser ministradas a distância ou nas dependências das empresas clientes. “A equipe multidisciplinar, composta de enfermeiros, médicos, psicólogos e nutricionistas, dá ênfase no combate ao mosquito da dengue, ensina métodos de se livrar da água parada e indica os melhores procedimentos em caso de contágio”, explica a imunologista.

 

(com informações do Ministério da Saúde – http://portalsaude.saude.gov.br)

 

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