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Mitos e verdades da culinária: fatos e curiosidades que você não sabia ou pensava saber

De hormônios no frango à substâncias no vinho, dezenas de mitos envolvendo a cozinha se propagam até os dias de hoje. Apesar da grande imaginação, é melhor saber a verdade

A engenhosa e satisfatória arte da culinária compreende em sua essência inúmeras práticas, instruções e conhecimentos milenares que podem ser resumidos pela denominação gastronomia. É por meio dela que experimentos e invenções, baseados em noções anteriores transformam-se em receitas capazes de expressar culturas e tradições.

O seu prato favorito, decerto, remonta a uma história, um acontecimento ou eventualidade do destino que, muitas vezes, não é de conhecimento geral, apesar da riqueza de informações sociais, culturais e históricas.

A gastronomia está presente em diversos momentos do nosso cotidiano e, assim, como cada um de nós, ela apresenta particularidades que merecem destaque. Você pode até não se dar conta, porém cada mordida esconde uma infinidade de fatos e curiosidades.

Neste artigo, separamos algumas circunstâncias culinárias desconhecidas, bem como algumas outras que você jura ser verdade, mas não são.

 

Frango com hormônio?

Até hoje, ouvimos dizer que granjas responsáveis pela distribuição de peças de frango utilizam hormônios e antibióticos para o crescimento rápido e vigoroso das aves. Entretanto, a afirmação não passa de um antigo mito.

Além de ser proibido por uma Instrução Normativa do Ministério da Agricultura, alimentar esses animais à base de rações enriquecidas com elementos hormonais, ou até mesmo injetá-los, é um processo demorado e muito caro, uma vez que seria necessário aplicar as substâncias em um frango por vez.

O que comumente ocorre é um desenvolvimento rápido por meio de melhoramento genético, a partir de matrizes e cruzamentos predeterminados.

 

Envelhecendo como vinho

Um indivíduo compra uma garrafa de vinho, chega em casa e a armazena com o intuito de deixar o líquido envelhecer, deixando para degustar a bebida apenas em uma ocasião especial.

A cena que acabamos de descrever é muito comum e provavelmente já aconteceu com você. Entretanto, um vinho necessita de alguns fatores específicos para realmente se aperfeiçoar com tempo, e eles não são características gerais.

Os fatores citados são: alta concentração de ácidos, açúcares, álcool e taninos, substâncias orgânicas capazes de combinar hidrogênio com oxigênio, que servem para encorpar e especificar o vinho.

Grande parte das bebidas vendidas em mercados, porém, não apresentam as concentrações e balanceamentos necessários, sendo produzidas para o consumo imediato.

 

Alimentos afrodisíacos

Quem nunca ouviu falar dos alimentos que possuem mágicas propriedades capazes de aumentar a libido, a potência e o desejo sexual? Chocolate, pimenta, amêndoas, catuaba…Uma enorme lista se desenrola quando o assunto envolve o afrodisíaco.

Entretanto, até hoje, nenhum estudo científico foi capaz de comprovar a presença de tais características em qualquer alimento. Aminoácidos, ácidos graxos e outras substâncias que eram creditadas como afrodisíacas são eficientes para o relaxamento dos vasos e melhoramento do fluxo sanguíneo — apenas.

Bebidas alcoólicas, sobretudo o vinho tinto, também são famosas por esse aspecto. Porém, nesse caso, a propriedade sexual é confundida com a euforia e excitação, efeitos habituais no consumo de álcool.

 

Pacote de vento

Você sai do mercado morrendo de fome, pega aquele pacote grande de salgadinho para ir degustando ao longo do caminho e, ao abrir, uma decepção: mais da metade do pacote é ar.

A situação, a princípio, pode ser inconveniente, passível de insultos às indústrias que não têm vergonha de vender vento. Entretanto, apesar de os valores serem estabelecidos por meio da quantidade, as empresas utilizam a técnica de preenchimento visando a preservação do produto.

O ar dentro do pacote é empregado como um fator capaz de amortecer choques físicos, evitando que o frágil salgadinho quebre e vire farelo. O método serve ainda para preservar a textura do alimento por meio da mistura de gases dentro dele.

 

Calmante natural

Essa é antiga: suco de maracujá é tiro e queda para quem deseja acalmar os ânimos, certo?

Errado! A fruta em si não possui propriedades calmantes ou que deem sono, mas sim as folhas da planta. A passiflora, nome medicinal do vegetal, é base para diversos medicamentos que causam sonolência, porém, como apontado, são utilizados apenas suas folhas e galhos.

O suco de maracujá é, assim, apenas um delicioso e refrescante alívio para a sede. Dessa maneira, se você procura um truque natural para relaxar, aposte no chá da planta.

Você pensa que cachaça é água?

Patrimônios populares do Brasil, apesar de serem utilizadas como sinônimos, a cachaça, a aguardente e a pinga são três bebidas diferentes.

As iguarias diferem-se por meio dos seus processos de destilação, mais especificamente de suas derivações: a aclamada cachaça é feita à base de borra e/ou melado da cana-de-açúcar; já a aguardente é um destilado que deriva de diversos alimentos — frutas, cereais, raízes, etc.; por fim, a pinga é preparada com a garapa e o caldo de cana já fermentados.

Ah, e aquela lenda que diz sobre os escravos que descobriram ao acaso como preparar a cachaça — fermentando o melado da cana sem querer — não passa de um interessante mito.