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Ministério da Saúde recusa duas propostas para UPA em Capivari


A Prefeitura de Capivari ofereceu duas propostas para utilização do prédio da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), mas ambas foram recusadas pelo Ministério da Saúde. Uma seria para o aumento no repasse, tendo como argumento as dificuldades financeiras que os municípios brasileiros passam atualmente para manter suas contas equilibradas, levando-se em consideração a queda na arrecadação, o que inviabiliza novos investimentos com recursos próprios.

Capivari é referência em atendimento na microrregião em urgência e emergência. Com base nisso, foi calculado que seriam necessários investimentos mensais de cerca de R$ 700 mil para atingir uma população superior a 80 mil habitantes. Entretanto, de acordo com a Política Nacional de Atenção às Urgências, Capivari está inclusa no custeio de UPA porte 1, sendo assim seria repassado o valor de R$ 100 mil, com possibilidade de acréscimo de R$ 70 mil no caso de unidade qualificada, totalizando R$ 170 mil. “Portanto, o valor de R$ 170 mil que o Governo Federal disponibiliza para custeio torna-se inviável para a manutenção da unidade, pois o valor de contrapartida municipal seria muito elevado”, ressaltou o prefeito.

O principal objetivo da instalação da UPA no município era para realizar atendimentos de urgência e emergência. Porém, feitas as análises financeiras percebeu-se que para dar continuidade ao projeto e fazer funcionar esta unidade a verba destinada para o Pronto Socorro teria que ser cortada. Com esta verba a menos, a Santa Casa provavelmente cortaria serviços prejudicando o atendimento da população.

Para tanto seria necessário que o Governo Federal arcasse com 50% dos custos mensais e a Prefeitura com a outra metade.

A outra proposta seria a utilização do prédio para a instalação de um Centro Especializado e Referência ao Idoso. No local seriam oferecidos atendimento médico especializado por geriatra, atendimentos de enfermagem, exames para diagnóstico, programas para hipertensão e diabetes e demais problemas de saúde recorrentes da melhor idade, além de acompanhamento fisioterápico, atividade de lazer e cultura com profissionais especializados.

Nós buscamos algumas alternativas para utilização do prédio da UPA, mas recebemos recusa por parte do Governo Federal. Porém, mesmo assim, vamos buscar novos meios para utilização do imóvel na área da saúde”, finalizou o prefeito, Rodrigo Proença.

 

Assessoria de imprensa

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Dennis Moraes