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Médicos sugerem: em até 3 minutos, ejaculação é precoce

Ejaculação precoce: síndrome ainda é pouco compreendida por médicos e pela população, dizem estudiosos (Thinkstock)

Cartilha elaborada por pesquisadores pretende eliminar erros de classificação da síndrome

Embora tenha sido reconhecida como uma síndrome há 100 anos, a definição clínica da ejaculação precoce é ambígua e ainda carece de critérios objetivos e quantitativos. Por esse motivo, médicos têm dificuldade em diagnosticá-la e pesquisar novas formas de tratá-la. Um estudo publicado nesta quinta-feira no periódico Sexual Medicine sugere novas diretrizes para melhorar tanto o diagnóstico como o tratamento da ejaculação precoce.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: An Evidence-Based Unified Definition of Lifelong and Acquired Premature Ejaculation: Report of the Second International Society for Sexual Medicine Ad Hoc Committee for the Definition of Premature Ejaculation

Onde foi divulgada: periódico Sexual Medicine

Quem fez: Ege Can Serefoglu, Chris G. McMahon, Marcel D. Waldinger, Stanley E. Althof, Alan Shindel, Ganesh Adaikan, entre outros.

Instituição: Hospital Bagcilar Treinamento & Pesquisa, na Turquia

Resultado: Novas diretrizes para o diagnóstico e tratamento de ejaculação precoce, crônica e adquirida. A intenção é que não existam mais erros de classificação da síndrome.

Em 2008, a Sociedade Internacional de Medicina Sexual publicou uma definição sobre a ejaculação precoce crônica (se o homem sempre teve o problema), mas não sobre a ejaculação precoce adquirida (se a pessoa passa a sofrer da síndrome em algum momento da vida).

“A falta de uma definição para os pacientes com ejaculação precoce adquirida promove erros de classificação, resultando em estudos mal definidos e na dificuldade em interpretar dados”, diz Ege Can Serefoglu, coautor de um dos estudos e urologista do Hospital Bagcilar Treinamento & Pesquisa, na Turquia.

Definição – Ao revisar a literatura médica sobre o assunto, Serefoglu e seus colegas propuseram uma definição unificada sobre a ejaculação precoce crônica e adquirida: ejaculação sempre ou quase sempre até cerca de 1 minuto depois da penetração vaginal (no caso da síndrome crônica) ou até 3 minutos (em sua forma adquirida); incapacidade de retardar a ejaculação sempre ou quase sempre na penetração vaginal; consequências pessoais negativas, como preocupação, frustração e tentativa de evitar a intimidade sexual.

“Essa nova diretriz deve formar a base para o diagnóstico clínico de ejaculação precoce e para a formulação de pesquisas científicas”, afirma Serefoglu.

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