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Médico brasileiro trata soldados viciados com “faxina cerebral”

faxina cerebral

André Waismann é brasileiro, fez faculdade do Rio de Janeiro e há 25 anos foi convidado para trabalhar em Jerusalém, onde montou uma clínica. Ele também ocupou o posto de médico do exército daquele país e passou a atender casos de soldados dependentes químicos, em especial, viciados em drogas para aliviar a dor (morfina e heroína) das sequelas da guerra.

Para dar conta da demanda majoritária no consultório – formada também por artistas famosos (público sobre o qual ele se nega a falar em entrevistas) criou um método que funciona como uma espécie de “faxina cerebral”. Desde que começou a atuar, ele já declarou ter atendido cerca de 15 mil pacientes com um modelo que foca no sistema cerebral e não nos aspectos comportamentais que envolvem a dependência química.

As drogas que ele utiliza para fazer o “detox” dos dependentes são aprovadas pelo FDA (órgão regulador de medicamentos dos EUA) mas a visão única e não multifatorial da doença – como pregam os psiquiatras do mundo todo – faz com que o “método Waismann” esteja longe de ser aceito como uma unanimidade.

Waismann, por sua vez, diz ter focado as pesquisas na área da neurociência para elaborar o modelo de atendimento que prevê apenas 36 horas de internação após intensa desintoxicação cerebral. As pessoas são sedadas e recebem medicações por via venosa com objetivo de interferir no mecanismo cerebral de recompensa ativado com o consumo de substâncias psicoativas.

 

Segundo ele, neste processo, os neurotransmissores que reagem no contato com a droga são desativados. Deixam de produzir endorfina, responsável pela sensação de euforia e bem-estar, como resposta aos entorpecentes. Para Waismann, a garantia do sucesso é que esta desintoxicação rápida blinda os dependentes dos danos causados pela abstinência.

No Brasil, os casos de dependência de medicamentos estão em ascensão , mas o crack, a cocaína e o álcool ainda figuram como o trio mais danoso na dependência química brasileira que já comete 10% da população brasileira segundo o último censo feito pela UNiversidade Federal de São Paulo (Unifesp).

 

Fonte: IG

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